Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Cinha Jardim: Fama afasta homens da sua vida

Gosto muito do jogo da sedução



Mulher de grandes paixões, Cinha Jardim confidencia à Vidas estar disponível para amar. Contudo, a ‘tia’ garante que não se apaixona com facilidade, apesar de se deixar levar pelos jogos de sedução.


Cinha Jardim acaba de chegar de Arraial da Ajuda e Trancoso, no Brasil, onde passou três semanas com as filhas Isaurinha e Pimpinha, por não conseguir habituar-se “ao frio português”. Em entrevista à Vidas, a ‘tia’ abre o coração e fala dos amores da sua vida, ao mesmo tempo que desmistifica considerações menos justas que algumas pessoas fazem sobre ela. “Só me arranjam namorados, mas ninguém fala do trabalho que fiz até chegar aqui. As pessoas pensam que o meu dinheiro caiu do céu e que sou paga para ir às festas. Se calhar era isso que devia ter feito porque, a esta hora, já estava sentada à sombra de uma bananeira no Brasil”, defende, revoltada.

A ‘tia’ mais famosa de Portugal garante que, apesar de não estar envolvida afectivamente, não sente o peso da solidão. “Sou uma mulher muito bem resolvida emocionalmente. Apesar de não estar com ninguém, não me sinto só. Estou sempre muito bem acompanhada e com a casa cheia de amigos, sobrinhas, irmãs... Não tenho necessidade de ter uma relação só para dizer que estou com alguém. É que, cada vez que saio com um amigo há sempre alguma revista que diz que eu tenho um novo namorado. E não percebem que com este tipo de perseguição afugentam os homens que poderia vir a conhecer”, graceja, largando uma enorme gargalhada.

A comentadora do programa matinal da TVI, ‘Você na TV!’, sublinha que este tipo de comportamento dá uma ideia errada sobre a sua forma de estar na vida, porque se considera uma mulher apaixonada, mas não leviana: “Sou uma pessoa de grandes paixões. Por isso vivi apenas com dois homens em toda a minha vida. Vejo amigas que se casaram várias vezes e que têm uma facilidade enorme em se apaixonarem. Eu, pelo contrário, tenho uma dificuldade muito grande de me apaixonar, mas quando isso acontece entrego-me de corpo e alma. O estado de paixão traz-me muita felicidade e alegria. Fui muito bem casada com o pai das minhas filhas (Raúl), que me trouxe muita estabilidade”, confidencia.

Ainda assim, Cinha Jardim não perdeu a esperança de encontrar o seu príncipe encantado. “À primeira vista, o que me fascina num homem é, sem dúvida, o seu aspecto físico. Mas depois desta atracção primária, tenho de olhar para os seus olhos e descobrir-lhe as qualidades humanas. Tem de ser alguém com uma maneira de ser e de estar na vida muito especiais”, revela, continuando: “Depois tem de haver uma química, assim como pontos em comum. A conquista e a forma como me seduzem também são importantes. Gosto muito do jogo da sedução e da fase da conquista, onde há momentos de ansiedade e desejo que me deixam completamente desnorteada. Além disso, não resisto a entrar no jogo de ultrapassar os limites.”

Sempre muito positiva e pouco resignada, Cinha Jardim revela um dos episódios mais engraçados da sua vida, quando iniciava o relacionamento com o pai das suas filhas. “Como me casei com o Raúl, que era mais velho, cresci muito. Separámo-nos, nem interessa porquê. Foram problemas de ‘números’... Numa das nossas viagens de férias aos Estados Unidos decidi armar-me em vedeta e casei em Las Vegas. Foi uma loucura deliciosa. Quando cheguei a Portugal, algumas amigas, como a Cristina Lacerda, disseram-me: ‘Não te perdoo por não teres dito nada’. Mas eu não podia dizer porque nem adivinhava que ia dar-me um rompante e casar-me. Foi tudo na hora. Não estava nada combinado”, recorda, nostálgica.

'SEMPRE TRABALHEI'

Revoltada com quem pensa que nunca trabalhou na vida, Cinha Jardim recorda: “Cheguei a Portugal fugida de Moçambique em 1975 e as condições financeiras não eram as melhores. Nessa altura enveredei pelo caminho da moda, com a ajuda do Vítor Nobre, e pela televisão, fazendo anúncios publicitários”, esclarece, afirmando que, mais tarde, a convite de Emídio Rangel, por quem tem imensa admiração, trabalhou seis meses como comentadora na SIC, num programa desportivo. “Foram seis meses a trabalhar da meia-noite às três da manhã, rodeada de futebolistas e ‘homens da bola’. Mas como precisava de dinheiro, tive mesmo de trabalhar e adorei. Na altura fiquei com a sensação que o programa não tinha muita projecção, porque os homens em Portugal continuam a ser muito machistas e pensam que o futebol não é para mulheres. Hoje em dia, já existem campanhas para as mulheres irem ao futebol, jogarem futebol e falarem de futebol”, diz, retomando a conversa sobre o seu percurso na moda. “Durante muitos anos era da moda que vinha o meu dinheiro. O facto do meu pai não poder entrar em Portugal, por motivos políticos, e de sermos muitos irmãos, o pouco que havia tinha de ser muito bem gerido”, revela, recordando que, após a morte da mãe, três anos depois da chegada da família Jardim ao País, teve de trabalhar arduamente.

“Foi uma fase muito difícil da minha vida porque o meu irmão ainda era muito novo e o meu pai estava em Espanha. Mas lá nos organizámos e, mais uma vez, tive de trabalhar como nunca. Voltei de novo à moda, fiz desfiles e apresentava as colecções pelo País”, conta. “Trabalhava vinte e três dias por época e mostrava a colecção em hotéis para que os clientes pudessem escolher. Depois fui para o Porto, onde me apaixonei pelo meu falecido marido, o Raúl, pai das minhas filhas, que, naquela altura, também não tinha condições económicas para me sustentar, pois tinha três filhos de um anterior casamento. Juntos fizemos um catálogo de venda directa, onde trabalhei exaustivamente durante doze anos, ao ponto de fazermos o que muitos consideraram uma grande fortuna”, revela Cinha Jardim, realçando o facto de pertencer a uma família muito unida. “Éramos sete irmãs a trabalhar juntas e, mais uma vez, a família estava toda unida”, conclui. Mas a vida dá muitas voltas e a ‘tia’ acabou por se separar e regressar a Lisboa. “Naquela altura, talvez um pouco inconsciente, vim só com aquilo que era meu, o que tinha ganho na Bolsa de Valores e no meu trabalho. Mais nada. Foi nessa altura que tive de aceitar o convite da SIC”, esclarece.

Entretanto, e porque o programa acabou, uma nova paixão surgiu na vida de Cinha Jardim. “Conheci o Pedro [Santana Lopes] e, pouco depois, passámos a viver juntos. Durante esse tempo não fiz nada remunerado. Graças a Deus nunca tive de trabalhar todos os dias agarrada a um horário fixo e atrás de um balcão”, confidencia. E porque não consegue estar parada, a convite do amigo Luís Delgado deitou mãos à obra e aceitou mais um desafio laboral, como directora de uma revista do social ‘on line’ – a ‘Super Elite’ – que pertencia ao Diário Digital. “Na altura, não sabia sequer mexer num computador, pelo que tive de fazer um curso.”

A MELHOR AMIGA

Cristina Lacerda conhece Cinha há trinta anos. Sendo a sua “melhor amiga e confidente” é a ela que a ‘tia’ revela os seus segredos mais íntimos...

Cinha Jardim tem em Cristina Lacerda, proprietária do Chá da Lapa e do restaurante Fritz, nas Amoreiras, a sua melhor amiga, e não dispensa, todas as terças-feiras, o almoço na sua companhia. “Conheço-a há 30 anos. Eu era a única pessoa a quem ela confiava o marido para ir ao cinema quando não lhe apetecia. Recebeu-me em Portugal de braços abertos, já era casada e tinha filhos. Eu achava a Cristina lindíssima e, quando ia ao Stones, a discoteca que pertencia ao marido, ficava petrificada a olhá-la. Até que, um dia, apresentaram-nos e foi na casa dela que conheci o pai das minhas filhas, o Raúl”, conta Cinha, recordando que mesmo quando esteve a viver no Porto, depois de casada, Cristina Lacerda sempre foi a sua melhor amiga.

“Costumávamos ir para a Quinta de Viana do Castelo, onde ficou amiga de toda a família. A Cristina foi a minha casamenteira e, também, de algumas das minhas irmãs, pois foi em casa dela que encontrámos os nossos maridos. Somos grandes confidentes e ela sabe tudo da minha vida. Não lhe escondo nada. Às vezes até sabe mais do que eu porque me esqueço das coisas. Telefono-lhe muitas vezes a aconselhar-me, porque ela é como se fosse a minha irmã mais velha. Às vezes, pela vida que levamos, vejo-a mais do que às minhas próprias irmãs”, revela, acrescentando que, hoje, tem a sorte de viver perto da sua grande amiga. “Moramos a duas ruas de distância uma da outra, pelo que é mais fácil falarmos pessoalmente do que usarmos o telefone”, diz Cinha, que está sempre disposta a fazer novas amizades. “Tenho amigas de longa data como a Teresa Arouca e a Isabel Barata Feyo, mas também gosto de conhecer gente nova. Costuma dizer-se que depois dos 40 anos já não se fazem amizades, mas eu estou cá para contrariar essa regra e sinto-me uma excepção. Gosto de fazer amigos e defendo-os com unhas e dentes sem me importar que isso prejudique a minha imagem.”

'VEJO SEMPRE UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL'

Sempre a viver a “mil à hora” e muito ocupada, Cinha odeia rotinas e diz-se optimista. “Vejo sempre luz ao fundo do túnel. A vida é tão amarga e, às vezes, traz-nos tantos dissabores que aproveito sempre os bons momentos. Procuro ver o lado bom das coisas. Só não admito a deslealdade e a ingratidão. Não suporto traição e o que mais admiro é a amizade, a honestidade e o sentido de humor das pessoas”, diz.

COM A IDADE CINHA DIZ ESTAR A DEDICAR-SE MAIS À CULTURA

“Nunca tive rotinas, porque é algo que me aborrece muito, e não gosto de estar parada. Uma das coisas que recuperei é a dedicação aos eventos culturais. Ir ao cinema, ao teatro, às exposições... comportamentos que tinha no passado e abandonei ao longo dos anos. A idade também ajuda, porque nos torna mais selectivos e descobrimos outros focos de interesse na vida”, revela Cinha, que se considera uma mulher de causas.

“Luto por aquilo em que acredito. Tenho valores e princípios muito fortes. Não sou nenhuma Madre Teresa de Calcutá, mas gosto muito de ajudar o próximo. O meu sonho era ser uma Evita Perón. Quando vivia com o Pedro [Santana Lopes], as pessoas abordavam-me e pediam ajuda. Ele chegava a dizer-me na brincadeira: ‘Ainda vou ter de fazer de ti uma Evita Perón’, e ria-se. Mas a verdade é que eu levava muito a sério este meu papel. Por isso costumo dizer que gostava de ter poder para mudar o mundo.”

'RICAS FILHAS'

Cinha entregou-se à educação das suas “ricas filhas” e hoje vive para elas.

Há uns anos que Cinha dedica muito do seu tempo às suas duas filhas, Isaurinha e Pimpinha, a quem trata carinhosamente por “ricas filhas” e explica o porquê dessa opção: “Elas ocupam setenta por cento da minha vida. Estar com elas e cuidar delas tem sido a minha maior preocupação, principalmente desde que o Raúl morreu, há uns anos, porque ninguém pode substituir um pai”, revela. “A relação entre nós é muito forte, pois vivemos sozinhas com a Juanita, a cadela que nasceu na Madeira e me foi oferecida. As minhas filhas confidenciam-me tudo porque, além de ser mãe delas, sabem que sou, também, a sua maior amiga”, afirma.

CASO INVENTADO

Cinha não coloca de parte encontrar, um dia, o seu grande amor. Mas garante: “O Mike é só amigo. Se fosse namorado assumia-o!”.

Enquanto descansava em Trancoso e Arraial da Ajuda, no Brasil, para onde vai todos os anos para fugir do frio do Inverno, Cinha fazia capa em várias revistas onde se insinuava um namoro de seis meses com o professor de golfe Mike Muller. “Não existe nada entre nós. Nada! Somos apenas amigos e temos coisas em comum”, explica, sublinhando só poder haver uma razão para estarem sempre a arranjar-lhe namorados. “Como sou uma pessoa que vende muito, usarem a minha imagem rende-lhes bem. É uma situação aborrecida mas com a qual aprendi a lidar e que não me tira o sono por muito tempo. É que, de seis em seis meses, ou me arranjam um namorado ou contra-atacam com suposições sobre o Pedro [Santana Lopes]. Às vezes farto-me de rir com a imaginação de alguns jornalistas. Se eu quisesse ter algum namorado também não era obrigada a expô-lo, mas assumia-o.”


Informação retirada do Correio da Manhã</aux></texto>

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