Segunda-feira, 21 de Novembro de 2005

Em veneza, Dani e Rita Andrade contam a história de um amor à primeira vista


Rita Andrade é de uma vivacidade que vai além da sua juventude, 23 anos. O seu optimismo, mesmo nas situações mais adversas, surpreende e ninguém fica indiferente à sua energia. Invejável é a sua independência e uma quase inconsequência no rumo que toma. Não que não saiba para onde vai ou o que mais lhe convém, mas acontece que por força da sua impulsividade, por vezes explosiva, parece que a Rita todos os caminhos se apresentam promissores. Quase arriscamos a dizer que, qualquer que seja o trajecto, Rita saberá sempre moldá-lo, esculpi-lo e torná-lo numa agradável paisagem.
Não admira, pois, que Daniel Carvalho, 29 anos, que todos conhecem apenas por Dani, não tenha resistido a dar-lhe a mão e a seguir em frente numa relação que transborda de paixão. Três meses apenas e já uma certeza: não querem viver um sem o outro, parecendo mesmo nem consegui-lo. Ao lado da apresentadora da SIC, o menino bonito de ar irrequieto parece ter ganho outra postura, madura e protectora, que exacerba o seu eterno romantismo.
Nenhuma outra cidade poderia com tanta propriedade servir de cenário a este amor em processo, em construção. Pela sua mística névoa e labiríntica planta, Veneza é um local de descoberta, onde, tal como no amor, é bom perdermo-nos num serpentear de ruas, vielas e becos encantatórios, mesmo aqueles que não têm saída. Também numa relação é precisamente aí que há que dar a volta e contornar, até voltar a um novo caminho, sempre em comunhão. Afinal, tanto numa cidade desconhecida como nos braços de um novo amor há que perder-se para se voltar a encontrar. Só assim se entra no espírito de cada local, de cada pessoa.
A seu favor, Dani e Rita têm muito em comum: a mesma passada larga na vida, o mesmo batimento cardíaco, a mesma curiosidade no olhar, a mesma ânsia de aprender, fazer e triunfar. Ao lado um do outro formam um dos casais do momento e, vendo um pouco mais de perto, percebe-se que em seu redor o amor é “troppo grande”. Aqui fica a história deste jovem amor que aposta em ser eterno.

– Nada como começar pelo princípio. Conheceram-se num jantar de amigos. Foi um encontro fulminante ou tudo aconteceu passo a passo?
Dani – Acho que começou logo aí, mal nos conhecemos.
Rita (para Dani) – Acreditas no amor à primeira vista?
Dani – Se calhar, acredito.

– Até porque parece ter sido o que aconteceu?
Dani– Foi. Eu não conhecia a Rita. Tinha-a visto uns meses antes na capa da revista FHM e questionei-me sobre quem era aquela miúda que nunca tinha visto. Mas guardei isso para mim. E nesse dito jantar, assim que entrei, vi-a e fiquei imediatamente fascinado. Senteime logo ao pé dela e a partir daí começámos a conversar, fomo-nos conhecendo e nunca mais nos separámos. Olhámo-nos e...
Rita – Foi amor à primeira vista.

– Não havia nenhuma vontade prévia de se conhecerem?
– Depois de uma entrevista que o Daniel deu ao Êxtase, na SIC, fiquei com essa vontade, pela simplicidade, descontracção, pelas respostas rápidas e inteligentes que deu. E ele fala com o coração, tal como eu, por isso é que nos entendemos bem.

– O Dani parece um romântico. Como é que ele acabou por se declarar?
– (Risos) Foi imediato. Fomo-nos declarando sempre, desde o primeiro dia. Foi um crescendo, como se diz em linguagem musical.

– Acreditam no encontro perfeito?
– Não acredito num só. Acredito que haja vários encontros perfeitos entre mim e o Daniel, como tem acontecido. Se achamos que um foi perfeito, amanhã logo vai acontecer outro que superará este ou, pelo menos, será tão bom quanto ele. Portanto, um encontro perfeito, um único, seria extremamente triste.

– Depreendo que estes primeiros três meses têm sido de…
– Encontros perfeitos, encontros menos perfeitos de vez em quando, como é lógico. Mas quase sempre encontros perfeitos, posso dizer que sim.

– A que é que não resistiu na Rita?
Dani – Não resisti ao sorriso dela, à energia, à sua vontade de viver.

– Quais são os maiores encantos do Dani?
Rita – Qualquer pessoa sabe que o Daniel é um homem extremamente bonito, pelo menos aos meus olhos, mas o que o torna diferente de todos os outros é que ele me transmite um grande estímulo intelectual e há muito poucas pessoas de quem eu possa dizer o mesmo. A par do muito mimo que me dá. Acima de tudo, a nossa relação é muito bonita, com muita honestidade. É um cliché, mas é verdade, sem honestidade não vale a pena. Depois, é uma pessoa extremamente bonita por dentro. Penso que foi isso. Mas reforço a forma como ele me estimula e desafia intelectualmente, que acho única. Não se encontram duas pessoas assim.

– A bagagem emocional que os dois traziam leva-os a entenderem que esta é uma relação diferente, um amor especial?
– Sim. Se não fosse especial não estaríamos aqui.
Dani – Sim, trazemos mais informação, mas se a relação não for especial não tem a mesma dimensão, e a nossa tem uma dimensão cujo tecto ainda não descobrimos, e acho que é essa a base da nossa felicidade. Temos de, a cada dia, continuar a ultrapassar metas no caminho da felicidade e do fortalecimento dos sentimentos mútuos.

– Três meses representam ainda o grande boom da paixão…
Rita – Nunca me tinha acontecido. É a primeira vez na minha vida, e o Daniel sabe disso, que tenho uma relação em que me sinto tão segura, tão certa de que é isto mesmo. Não queria estar noutro lugar e não há mais ninguém com quem eu queira estar. Por agora é isto o que sinto e espero senti-lo para sempre. Mas isso…

– O Dani consegue fazê-la sentir-se especial todos os dias?
– Sim, o que é excelente.

– Dizem que os nativos de Escorpião são muito ciumentos e possessivos e no vosso caso a dose é dupla…
– Somos q. b. Todos os apaixonados, todas as pessoas que estão completamente apaixonadas, que amam a outra, são ligeiramente – espero eu que só ligeiramente – possessivas, ligeiramente ciumentas. Mas entendo que isso é saudável. É sinal de que se preocupam um com o outro. Se o Daniel não tivesse o mínimo de ciúmes meus ou eu não tivesse o mínimo de ciúmes dele, se calhar haveria dúvidas sobre se realmente era isto. Também faz parte, acho eu, do sentimento que é o amor.

– Em seu entender, é um bom condimento? O receio de perder aguça os sentidos numa relação?
Dani – Tudo o que for q. b. é bem-vindo, é sano. Agora, quando nas relações não há um entendimento puro e ao mesmo nível entre as duas pessoas, sejamos de que signo formos, as coisas nunca irão dar certas. Portanto, o amor é o fundamento das relações. O amor, a confiança, a honestidade, é que faz as relações. Depois, a forma como nos relacionamos vem da personalidade e do carácter de cada um. Neste caso, somos ambos Escorpião e somos os dois possessivos, mas temos ao mesmo tempo também outros aspectos que nos permitem canalizar esse sentimento para outras vertentes e elevar aquilo que temos de bom na relação e subtrair-lhe aquilo que temos de menos bom no nosso carácter e na nossa personalidade.

– Como é que se sente agora do outro lado, ou seja, ter uma namorada que também goza de projecção? Lida bem com isso?
– Para mim, ela é a Rita. Acho piada. Por acaso aconteceu-nos já duas ou três vezes estarmos a sair de um restaurante e virem pedir-lhe autógrafos a ela e a mim não me dizerem nada. Fiquei a olhar e pensei: “Bem, já passei de moda.” (Risos) Acho engraçado.

– Lá no fundo, não o incomoda?
– Não me incomoda nada, sinto-me orgulhoso e fico sensibilizado com essas situações que denunciam que estou com uma pessoa que está a ter o reconhecimento do público como eu já tive, e sei que é bom vermos o nosso trabalho reconhecido.

– Quem não tenha um mínimo de sex appeal não faz a capa de uma revista masculina. Como é que se sente em relação a isso?
Rita – Foi uma grande honra ter feito a primeira capa da FHM. Mas eu não sou modelo, usar o corpo como uma ferramenta para fazer um trabalho daquele tipo foi-me muito mais difícil. No entanto, foi um desafio e eu adoro desafios, por isso o aceitei. Tive alturas em que, mesmo durante a sessão, achei que era um bocadinho mais complicado do que pensava, porque não estou habituada a expor o corpo da maneira como o expus, mas foi uma experiência com um balanço altamente positivo. Mais do que para a moda, estou virada para o entretenimento, e é por aí que desejo que a minha carreira vá. Mas estes desafios também são gratificantes.

– Se a Rita recebesse novo convite, opor-se-ia?
Dani – Não, não. Independentemente de, na nossa relação, termos uma base de diálogo para projectos futuros, tanto meus como dela, penso que essas decisões têm de ser primeiramente tomadas por ela. Até ao momento, todas as decisões que ela tomou contaram com o meu acordo. Nesse aspecto estamos ao mesmo nível.

– Estão numa fase de descoberta. Há mais dúvidas do que certezas?
– Não, não há muitas dúvidas. Nesta primeira fase da relação há, acima de tudo, que estabelecer boas bases para que o futuro seja risonho e para isso acontecer tem de haver muito diálogo. Dissemos que tínhamos começado a namorar quase imediatamente, mas foi mais em termos de relação de amizade, de nos conhecermos um ao outro, de contarmos um ao outro como somos enquanto pessoas, como é a nossa família, o que é que queremos da vida, e depois, sim, é que começou o namoro ao nível da paixão, da relação amorosa. Nas primeiras três semanas, um mês, passámos muito tempo a conversar um com o outro para nos conhecermos bem e sabermos se valia a pena arriscarmos uma relação ou não, porque acho que tanto um como o outro estamos numa altura da vida em que sabemos exactamente aquilo que queremos e naquilo em que queremos apostar e não íamos enganar-nos, nem às pessoas que estão ao nosso lado, a nossa família. Houve esse diálogo desde o início e esse é o grande trunfo que temos para que a relação funcione.

– Estão a viver juntos. Sentiam-se preparados ou foi um risco que estiveram dispostos a correr?
Rita – Não olho para o facto de vivermos juntos como um risco e sim como uma consequência de uma relação saudável, equilibrada, apaixonada e que me dá bem-estar como nada me deu. Portanto, vivermos juntos é uma consequência perfeitamente positiva e saudável da nossa relação.
Dani – A partir do momento em que ultrapassámos o nível da relação de amizade para a amorosa, começámos a passar cada vez mais tempo juntos e praticamente já estávamos a viver juntos.

– Casamento é fundamental?
Rita – Para mim, o casamento não é fundamental. Não é o casamento que dita o amor entre duas pessoas, mas é mais uma coisa bonita que pode acontecer entre duas pessoas que se amam.
Dani – É uma celebração do amor.
Rita – Perante nós próprios também, estamos a celebrar uma coisa bonita. Acho que é bonito. Não é fundamental, porque não é o casamento que vai fazer com que as pessoas se amem ou vai mantê-las juntas para sempre. É uma celebração.

– E o tema ‘filhos’ já surgiu? Pergunto-o porque por vezes as pessoas, talvez mais a mulheres, estabelecem datas a partir das quais gostariam de ter filhos.
– Posso dizer que gostava de ser mãe antes dos 30, mas como ainda faltam muitos anos... (Risos)

– O amor é eterno?
Dani – Se for recíproco, penso que sim. Enquanto duas pessoas se amarem e não houver nada que consiga quebrar esse elo, então sim. Mas se for só uma pessoa a amar, só um amor, se calhar não é capaz de se sobrepor à inexistência de amor do outro lado. Agora, enquanto houver amor dos dois lados, acho que sim.

– Mesmo quando as coisas não correm como desejavam, parecem conseguir ultrapassar na hora os obstáculos.
– Acredito que tem de ser assim. Não vale a pena estarmos a perder tempo. A base de uma boa relação, quanto a mim, é o diálogo. Sempre que haja qualquer coisa que sintamos que não esteja bem, algo que incomode, a solução é conversar sobre as coisas, colocar tudo em cima da mesa, falar abertamente e seguir em frente.
Rita – Eu não viveria de outra forma. Tenho de viver feliz. Só se vive uma vez, então que seja um espectáculo de vida. E para que assim seja tem de ter amor e felicidade no amor, senão não vale a pena. Esta é a minha maneira de ver a vida e o amor. Para ser, tem de ser em grande e a sério.

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