Domingo, 13 de Novembro de 2005

Queremos emocionar o público




Depois da apresentação de ‘Operação Triunfo’, Catarina Furtado vai ser o rosto de ‘Príncipes do Nada’. Aos 33 anos, e agora casada, a multifacetada profissional prepara um programa para a RTP 1. O programa, com 13 edições, deverá estrear em Dezembro, com histórias de portugueses anónimos que, espalhados pelos quatro cantos do mundo, ajudam povos e populações carenciadas.


Catarina, que destino a traz desta vez ao Aeroporto de Lisboa?

Vou viajar até Timor e Indonésia.

Em trabalho?

Sim, trata-se de uma viagem de trabalho. Vou preparar um programa para a RTP 1 que vai chamar-se ‘Príncipes do Nada’ e que terá 13 capítulos.

Está a referir-se àquele programa que chegou a ser anunciado com o título de ‘O Melhor de Nós’?

Estou. O nome teve de ser alterado porque esse título, ‘O Melhor de Nós’, já existia e é agora designação de um programa na 2:

Quer explicar-nos o porquê da designação ‘Príncipes do Nada’?

É igualmente um bom nome para o programa que pretende identificar todas aquelas pessoas que nós vamos encontrar ao longo das nossas viagens, portugueses e não só, mas sobretudo os cidadãos portugueses, que estão a dar o seu melhor em países onde falta tudo, onde o nada é a palavra que mais se ouve. Acho que são príncipes porque fazem um trabalho difícil e extraordinário e abdicam da vida, da família, do conforto no seu país em prol de ajudarem determinadas populações e, às vezes, durante anos. Uns vão acudir a catástrofes pontuais, mas há funcionários de Organizações Não Governamentais (ONG) que estão ausentes durante anos. São opções de vida em prol dos outros. É um extraordinário trabalho de altruísmo. Ser voluntário é trabalhar com o coração.

Quando estreará ‘Príncipes do Nada’?

A RTP está a apontar para Dezembro.

Quem mais da equipa do programa parte agora consigo?

O operador de imagem, Hugo Gonçalves, e o produtor, Ricardo Freitas.

Que têm planeado para fazer em Timor?

Temos mais de dez reportagens, de ONG diferentes e missões diferentes, na área da saúde, do turismo étnico, agronomia, educação e ambiente

Que outros países vai visitar no âmbito deste programa da RTP 1?

Cabo Verde, Guiné, Moçambique e Sri Lanka. A estes iremos quase de certeza.

A fase de pré-produção e produção de ‘Príncipes do Nada’ foi longa e complexa?

Foi complicada porque exigiu muitos contactos no terreno. Há imensas ONG e imensas pessoas a trabalhar espalhadas pelo mundo. Mas o que nós queremos é contar histórias humanas, queremos emocionar o público telespectador com as histórias destas pessoas. Queremos que as pessoas sintam uma curiosidade tal que as leve, talvez, a ir trabalhar um dia para uma ONG. O trabalho de produção foi difícil porque tivemos de encontrar as pessoas certas e estabelecer uma rede de contactos. Vamos traçar um perfil de cada ONG, mas depois queremos contar histórias humanas.

A Catarina trabalhou alguma vez como voluntária?

Sou voluntária enquanto Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População. Mas em miúda ajudava a minha mãe que trabalhava com crianças deficientes. A minha mãe esteve na Crinabel, durante quase 20 anos, e eu ajudava nas praias e nas colónias de férias. Tomava conta das crianças todas, algumas bem mais velhas do que eu.

Com que idade começou a fazer esse trabalho?

Aos dez anos. Ajudava também a organizar as festas de Natal das crianças da Crinabel. Fi-lo como resultado da educação que tive que me sensibilizou para a questão dos outros.

Em situações pontuais, os portugueses já demonstraram, mais do que uma vez, ser muito solidários. Mas depois falham, porque é que o gesto solidário não tem continuidade?

É verdade, mas também é complicado. O meu trabalho enquanto embaixadora visa sobretudo os países em desenvolvimento. Às vezes, os portugueses têm alguma dificuldade em perceber que eu preciso de ajuda para poder ajudar os outros. E, muitas vezes, e com alguma razão, as pessoas dizem-me que em Portugal também há muitas carências. E é verdade, eu concordo. Mas comparativamente, as necessidades dos países africanos de expressão portuguesa, com os quais temos uma grande responsabilidade histórica, são muito maiores. E o meu compromisso com as Nações Unidas é tentar fazer uma avaliação global das necessidades de cada país de expressão portuguesa, e depois, ajudar a concretizar aqueles pedidos.

Leva muita bagagem para estas duas viagens?

Eu queria ser mais prática, confesso. Eu sou desembaraçada e adapto-me facilmente onde quer que esteja, mas preciso sempre de levar muita coisa comigo. Levo uma mala grande cheia de roupa, o meu ‘necessaire’, que eu bem tento reduzir, mas não consigo. Dos cremes, ao champô, levo sempre muita coisas. E levo também outra mala cheia de medicamentos. Alguns deles serão para oferecer.

Não leva um kit de sobrevivência?

Levo umas bolachinhas e barritas de cereais para as viagens de jipe e para evitar que o meu estômago dê horas. E ainda levo a minha máquina fotográfica para trazer um registo pessoal.

Sempre que viaja faz-se acompanhar pela máquina fotográfica?

Sempre, para ter um registo pessoal. Mas também levo livros sobre Timor, dossiês de trabalho, caderninhos, blocos, lápis, canetas... E umas ‘echarpes’ por causa dos mosquitos e para cobrir a cabeça na Indonésia, por razões culturais... Já sei que não poderei aparecer com decotes, calções e cabeça descoberta em determinados lugares.

Vejo que leva calçado apropriado...

Levo as minhas botas de guerra.

Nesta viagem, junta a sua vertente de profissional da TV com a de embaixadora da Boa Vontade do FNUAD. Vai por isso aproveitar a ida a Timor para avaliar as carências da população?

Um dos meus sonhos como embaixadora era poder ajudar Timor. Assim sendo vou aproveitar esta viagem para fazer um levantamento das necessidades da população do país e ver o que será possível fazer depois.

A concretização dessa ajuda depende sempre da solidariedade dos portugueses e das empresas nacionais?

Exactamente. E eu tenho recebido um grande apoio financeiro do Rotery Club, que é um movimento rotário, e de várias empresas portuguesas.

PORTUGUESES RECEOSOS

Civismo e sentido de cidadania são conceitos que, segundo Catarina Furtado, ainda escasseiam em Portugal. “Temos um longo caminho a percorrer. As pessoas vivem muito centradas em si e esquecem as regras básicas de convívio, de educação e respeito para com o próximo. E, depois, parece haver um medo que paira sobre as pessoas... porque os portugueses vivem acima das suas expectativas, estão zangados com os sucessivos governos, não têm apoios na educação das crianças e, talvez por todas estas razões, têm receio de perder o pouco que conquistaram. Daí fecharem-se ainda mais sobre si mesmos para poderem gerir os seus nichos. E há o medo internacional ligado ao terrorismo, à gripe das aves... A falta de civismo, a ausência de educação ecológica... Vê-se tanta gente a cuspir para o chão, a deitar lixo pela janela dos carros... Porque não é aplicada uma multa a quem cospe no chão?”

DA DANÇA À TV

Catarina Furtado nasceu em Lisboa há 33 anos, filha do jornalista Joaquim Furtado. Formou-se bailarina no Centro Nacional de Cultura e estreou-se na TV a apresentar o ‘Top+’ (RTP 1). Estudou representação em Londres. É embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, e casou este Verão com o actor João Reis.

AS VÁRIAS ETAPAS DE CATARINA

ACRIZ E APRESENTADORA

Depois da apresentação de ‘Caça ao Tesouro’ e ‘Uma Noite de Sonho’, em 1995, na SIC, que o seu futuro profissional poderia passar também pela representação. Rumou então a Londres onde se inscreveu na London International School of Acting e, depois, no Actor’s Studio. Chegada a Portugal em 1997, Catarina Furtado participou em curtas-metragens e telefilmes como ‘A Noiva’ e ‘O Lampião da Estrela’, na SIC, e ‘Love online’, na RTP 1.

MISSÃO HUMANITÁRIA

Enquanto embaixadora das Nações Unidas, Catarina Furtado tenta levar a ajuda possível aos países de expressão portuguesa com os quais, sublinha, “temos responsabilidades históricas”. No âmbito desta actividade, Catarina ofereceu a São Tomé e Príncipe, no ano passado, a única unidade móvel de saúde que existe no país. “É o único hospital móvel que faz partos, vacinação, planeamento familiar, e prevenção da sida.” Moçambique recebeu a oferta de computadores.

QUATRO MOMENTOS DA CARREIRA TELEVISIVA

CHUVA DE ESTRELAS

Catarina Furtado apresentou, em 1993, no canal SIC, o concurso da Endemol líder de audiências.

GANÂNCIA

Em 2001, com o actor brasileiro Leonardo Vieira, na primeira telenovela nacional exibida pela SIC.

OPERAÇÃO TRIUNFO

O ano de 2003 marca o seu regresso à RTP 1, para apresentar o formato que cativou a Espanha.

A FERREIRINHA

Na série, Catarina foi Ana Plácido por quem Camilo Castelo Branco (João Reis) se apaixonou e casou.</aux></texto>

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