Domingo, 28 de Outubro de 2007

Não sou escrava de dietas e ginásios

Yolanda Noivo, actriz, desvendou a sua história ao Correio Vidas e falou da adolescência dura, com uma saúde débil que a levava a passar os dias no hospital, do topo da carreira como manequim e da vida que cons-truiu ao acaso mas que a deixa cheia de orgulho. Mãe ex-tremosa, Yolanda garante que não fosse a idade adorava ter mais filhos.Aos 51 anos, a antiga manequim continua a manter uma forma física invejável. Em entrevista ao Correio Vidas, a actriz e empresária contou-nos como vê a moda nos dias que correm e revelou como se sente preenchida com a vida familiar, ao lado dos filhos e do marido, Carlos Noivo.
'É na minha família que eu vou buscar forças para travar a batalha do dia-a-dia', revela actriz

- Correio Vidas – Como é que se chega aos 51 anos com uma tão boa forma física?

- Yolanda Noivo – O segredo é comer bem. Não há nada que não goste de comer mas nunca abuso do mesmo alimento demasiadas vezes. Era uma infeliz se estivesse sempre a fazer dieta. Faço-o duas vezes por ano, para beneficiar a minha pele e o meu organismo. Evito o álcool, os hidratos de carbono, como muitos legumes e faço muitas caminhadas. Mas não sou escrava de ginásios e dietas. Não tenho paciência para sacrifícios, porque acho que a vida não tem que me doer.

- Esteve na Moda Lisboa. Que diferença encontra em relação ao seu tempo como manequim?

- Não há nada que coincida, e digo isto com imensa pena. É impensável ver os manequins a desfilar com umas calças de ganga ou um vestido de noite com a mesma postura. Não sabem andar, dão passos enormes com um vestido de noite, são pouco femininas. Não quer dizer que se volte a uma passagem clássica, mas acho que não devíamos ficar satisfeitos com a mediocridade. Até porque ninguém gosta: nem o público, nem os costureiros, mas ninguém faz nada para mudar.

- Há alguma manequim que, no seu entender, se destaque pela positiva?

- Não consigo ver nenhuma. A nossa obrigação é fazer com que as pessoas que estão sentadas a ver o desfile tenham vontade de comprar a roupa. E eu saí da Moda Lisboa sem sentir que houvesse o mínimo esforço por parte dos manequins em transmitir essa mensagem. Para mim são todos iguais.

- Foi estabelecido um mínimo de peso para as manequins. Na sua altura também havia tantos problemas de anorexia?

- Eu era de um magro saudável. Adorava comer e não tinha a paranóia das dietas. Nem tínhamos de nos preocupar com o peso para ter trabalho, só uma vez me perguntaram quantos quilos tinha. Cada uma de nós tinha é a responsabilidade de se manter com o peso ideal para a nossa altura. Nem se falava de anorexia.

- Sempre quis ser manequim?

- Não. Desde miúda que tinha decidido que queria seguir Medicina e tirar a especialidade de Cirurgia. E era mesmo isso que ia fazer mas não deu, por razões de saúde. Estive gravemente doente durante anos, por isso a minha vida foi um acaso e fui aproveitando as oportunidades que foram surgindo.

- O que é que tinha?

- Tinha problemas de coração e sempre me habituei a estar ligada às máquinas. Vivia em Moçambique mas a humidade de África fazia com que estivesse sempre de cama. Vinha a Lisboa muitas vezes para fazer tratamentos e foi numa dessas viagens, aos 18 anos, em que era suposto ficar cá um mês, que me mudei. Tinham sido destruídos todos os aparelhos cardiológicos na Beira e não havia alternativa. Com todos estes problemas, fiz o percurso de vida que me foi possível. Mas foram muitos anos de sofrimento, a querer desistir de tudo.

- Mas superou o problema e tornou-se numa das primeiras manequins em Portugal, numa altura em que a profissão não era vista com bons olhos...

- Não foi fácil porque implicava trabalhar à noite em ambientes complicados, onde se podia optar por uma vida leviana. Mas como o meu carácter já estava vincado não houve problema. Mesmo em Paris, que era um sítio onde já havia moda há muitos mais anos, não era fácil chegar a qualquer lado e dizer que era manequim. Eram pessoas olhadas como menos sérias, com uma vida muito facilitada e onde se punha tudo em causa. Mas sempre defendi a profissão com muita postura e carácter.

- Hoje o que está a fazer?

- Neste momento estou a reconsiderar pegar em dois projectos que estavam na gaveta mas ainda não posso revelar. Estou a estudar tudo muito bem, porque já não me apetece não ter tempo para a minha família. Também quero continuar a representar, porque me dá uma boa-disposição tremenda. De resto, tenho a minha empresa de comunicação e imagem e, nos últimos tempos, tive algumas pressões no sentido de dar cursos de saber estar às pessoas.

- Como concilia o trabalho com a vida privada?

- Tenho um dia-a-dia muito dedicado à família. Acordo muito cedo porque faço questão de levar o meu filho à escola e tento conciliar aquilo que faço com os horários dele, porque me sabe muito bem acompanhá-lo. Organizo o meu dia de maneira a estar às 16h20 à porta da escola, para o levar à natação, enquanto eu faço ginástica. Depois vamos os dois para casa. Tenho uma vida familiar muito preenchida.

- É casada há 16 anos com Carlos Noivo. É o seu pilar?

- Sim, o Carlos é um dos pilares da minha vida. Os meus pais transmitiram-me uma educação que é muito pela família. Não quer dizer que a amizade não seja importante mas é na família que vou buscar forças para continuar a batalha do dia-a-dia.

- Tem dois filhos (Inês, de 20 anos, António Maria, de 13). Gostava de ter tido mais?

- Sim. Mas tive os meus filhos de uma forma muito consciente. Só depois de ter a minha carreira muito trabalhada é que fui mãe, já com 31 anos. Parei dois anos para acompanhar o crescimento da Inês e voltei a trabalhar. Aos 37 anos nasceu o António Maria, já com uma idade muito madura, sem conflitos com a parte profissional. A maternidade era tão importante para mim que não podia ter de a dividir com a carreira.

- Ser mãe é o papel que mais lhe agrada?

- Sim, e é também o papel mais difícil. Sou extremamente exigente com os meus filhos porque penso que todos os dias temos de tentar ser melhores seres humanos.

- Algum dos seus filhos tem queda para a representação?

- O meu filho tem uma tendência especial para o teatro. O engraçado é que ele não se entusiasma nada pelos ‘Morangos com Açúcar’ e só vê a novela quando eu apareço. Mas pede para ir ao teatro e está do primeiro ao último minuto concentrado na peça. Ultimamente tem dito que gostava de ir para Londres estudar Teatro.

REFLEXO

- Correio Vidas – O que vê quando se olha ao espelho?

- Yolanda Noivo – Vejo a miúda que fui em Moçambique, com o mesmo sorriso e boa-disposição mas com uma maturidade completamente diferente e com um percurso de vida que foi preenchido ao acaso. Não foi estruturado nem pensado. Fui aproveitando as oportunidades e não fiz nada daquilo que estaria previsto fazer. Por isso, quando me olho ao espelho acabo por ver uma miúda que se tornou numa mulher citadina e numa lutadora muito exigente consigo própria.

- Gosta do que vê?

- Gosto porque atingi objectivos que me saíram do pêlo e porque fui muito batalhadora. Penso que atingi várias etapas, que são reconhecidas publicamente como profissional de qualidade, e isso é muito bom.

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Não, nunca me passou pela cabeça tal coisa.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- O meu marido e os meus filhos, porque são as pessoas que preenchem a parte boa do meu percurso de vida.

- Uma pessoa de referência?

- A minha mãe. É a pessoa que me transmite tudo aquilo que eu sou hoje. É, sem dúvida, um exemplo para mim.

- Momento marcante na vida?

- O nascimento dos meus filhos. O momento da expulsão marcou-me muito. Fiz dois partos naturais, sem epidural, e esse momento é único. É uma emoção que não se esquece. São segundos muito intensos e emocionantes, em que se vive tudo.

- Qualidade e defeito?

- Sou muito organizada e metódica e consigo preencher o meu dia com todas as minhas responsabilidades e sem que as tarefas profissionais apaguem o lado pessoal. Já os defeitos são muitos! (risos) Mas acho que o maior é o facto de ser uma insatisfeita por natureza. Não gosto de rotinas e essa instabilidade, com tudo o que acarreta, pode trazer coisas más. Para mim é um defeito.

PERFIL

Nasceu há 51 anos em Moçambique e ficou na História por ter sido a primeira portuguesa a desfilar na Semana de Moda de Paris. Com uma infância difícil e com pouca saúde, aos 18 anos Yolanda troca a cidade da Beira por Lisboa, de forma a receber os cuidados médicos necessários para tratar do problema de coração que lhe marcou a adolescência.

Com uma saúde débil e muitas horas passadas no internamento hospitalar, Yolanda deixou para trás o desejo de se tornar numa cirurgiã de sucesso e, como a própria conta, foi “preenchendo a vida ao acaso”. Trabalhou no gabinete de imprensa do primeiro Governo Constitucional, onde deu nas vistas pela elegância. Com uma carreira mais exposta, os apelos da moda eram tantos que depressa aceitou começar a desfilar nas ‘passerelles’.

Casada com Carlos Noivo e mãe de dois filhos, actualmente Yolanda divide o tempo entre a sua empresa de comunicação e a representação.

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