Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Anónimos na mira dos caça-talentos

Mariana Monteiro, a Bia dos ‘Morangos com Açúcar’ e a Mafalda de ‘Doce Fugitiva’, tinha apenas 16 anos quando fez o seu primeiro casting depois de ser descoberta por uma agência numa das ruas da Baixa, quando fazia compras com a mãe.
Mariana Monteiro vai ser indiana de sari e trança preta em 'Imperius'

Mariana Monteiro vai ser indiana de sari e trança preta em 'Imperius'

“Tínhamos vindo a Lisboa passar uma semana. Andávamos a ver montras quando uma senhora da Unique Style nos abordou. Deu-nos o contacto e incentivou-me a fazer umas fotos na agência. Hesitei muito. Mas lá acabei por aparecer e fazer a inscrição.”

Um mês depois, no Porto, a jovem recebe um telefonema para a marcação de um casting.

Após algumas hesitações, Mariana meteu-se ao caminho, chegou a Lisboa, fez as provas e foi escolhida para interpretar a Bia de ‘Morangos com Açúcar’. Hoje com 18 anos, Mariana Monteiro recorda bem esse dia: “Estava muito nervosa. Tive de fazer uma contracena com um rapaz. Ele ‘fazia-se a mim’ e eu tinha de rejeitá-lo. O nervosismo passou quando comecei o casting. No final tinha a sensação de que tinha corrido bem”, conta.

Os pais de Mariana é que não viram com bons olhos o novo desafio da filha, que implicava ir viver para Lisboa, deixar a família e interromper os estudos. “Avisaram-me de que ao primeiro deslize regressava ao Porto. Mas arriscaram e deixaram-me vir. Foi um teste à minha confiança”, conta a jovem actriz, que prepara agora o terceiro trabalho em televisão na telenovela ‘Imperius’, que irá substituir ‘Ilha dos Amores’, na TVI. De trança preta e tez morena, o visual para o novo papel, Mariana Monteiro está irreconhecível.

PROVAR AOS PAIS

Provando aos pais que é uma jovem responsável, Mariana Monteiro concluiu o 12.º ano enquanto gravava ‘Doce Fugitiva’, em que interpretava o papel da rebelde Mafalda Noronha. “Acabava as gravações às 18 horas e ia a correr para as aulas. Foi muito difícil conciliar tudo. Mas consegui concluir o curso”, diz a actriz, que fará 19 anos dentro de dias.

Rafael Vilhena, director da Unique Style, a agência que descobriu Mafalda, faz questão de explicar que “não basta ter bom visual”. “É preciso espontaneidade, atitude. E conta também a forma como falam, como interagem. Só reunidas estas condições é que apostamos nos jovens”, frisa Rafael Vilhena, cuja agência procura novos talentos nas escolas secundárias, nas universidades, nas discotecas, numa rua de uma cidade ou no metropolitano.

“A Rita Fernandes, a Telma da última série de ‘Morangos de Verão’, foi descoberta numa discoteca de Leiria. Tem 19 anos e está agora na República Checa no concurso internacional Miss Europe Junior, em competição com representantes de 26 países.

O evento destina-se a jovens entre os 16 e os 20 anos”, revela à Correio TV o responsável pela Unique Style. Esta mesma agência descobriu ainda Martim Penedo, que começou por fazer publicidade e que aos dez anos foi seleccionado num casting para protagonizar a peça infantil de Filipe La Féria ‘O Principezinho’.

SEM MEMÓRIA DO PRIMEIRO CASTING

Fernando Fernandes, cantor e intérprete que se popularizou com a interpretação da personagem Tomé na série juvenil ‘Morangos com Açúcar’, era também um dos agenciados da Unique Style.

Patrícia Tavares não tem memória do seu primeiro casting. Porque fez muitos e começou muito cedo. Aos oito anos, Patrícia já fazia figuração em filmes estrangeiros. “Nessa altura saía barato vir rodar a Portugal. Mas a figuração era um meio muito restrito. Fiz muito trabalho. Ganhava-se bem e éramos muito bem tratados”, lembra a actriz. Aos 16 anos, Patrícia Tavares faria um casting para a sua primeira telenovela, ‘Roseira Brava’, exibida na RTP 1 em 1995. “Havia imensa gente e, depois de horas de espera, desisti e fui-me embora. Achei que nunca chegaria a minha vez. Como o casting foi atribulado, eles abriram inscrições para mais dias e, graças a uma marosca da minha mãe, lá consegui fazer as provas”. Tozé Martinho, Nicolau Breyner e Ivan Coletti conduziram o casting para ‘Roseira Brava’.

Reconheceram que Patrícia Tavares tinha talento e escolheram-na para fazer o papel de Anabela, a jovem que se apaixona por Manolo (Virgílio Castelo). “Uma semana depois, noutro casting, seria seleccionado o António Pedro Cerdeira, que era o meu herói na novela porque me arrancava das ‘garras’ do Manolo’ e da prostituição”, recorda a actriz.

Casada, com uma filha de cinco anos e cansada das lides domésticas, Maria Vieira, então com 24 anos, decidiu mudar de vida. “Como a minha filha já não estava tão dependente de mim, decidi ir trabalhar para um escritório”, conta. Mas três meses bastaram para que a actriz percebesse que não tinha vocação para passar o dia fechada num gabinete.

A publicação de um anúncio para audições no semanário ‘7ete’ e o incentivo dos amigos levaram Maria Vieira a uma audição no Teatro Adoque. “Pediram-me para cantar. E eu não desafinei. Pediram-me para dançar, e eu fiz a prova sem esforço. Quando me pediram para improvisar uma cena, eu, que não tinha nada preparado, interpretei uma anedota alentejana. Pus a plateia toda a rir”, recorda a intérprete, que faz questão de sublinhar que teve de “trabalhar muito para ser actriz”. “Fiz muitos cursos de voz e interpretação. E ainda hoje tenho aulas”, conta.

AJUDOU A SELECCIONAR MARIA VIEIRA

Quem ajudou a seleccionar Maria Vieira foi o actor e guionista Francisco Nicholson, que integra também o elenco de ‘Imperius’.

Em conversa com a Correio TV, o conhecido intérprete recorda como Virgílio Castelo se tornou actor: “Ele era modelo e tinha tarefas burocráticas no Teatro Adoque. Mas depressa revelou talento e passou para os palcos”.

Alguns anos mais tarde seria a vez de Virgílio Castelo descobrir Pedro Granger e convidá-lo para aparecer num casting.

Em 1998, Ana Brito e Cunha, Pedro Granger e outros jovens actores integravam o grupo de amadores Amigos do Palco e preparavam um espectáculo no Coliseu dos Recreios em prol da Acreditar. “O Virgílio Castelo ia apresentar o espectáculo e, depois de saber através da Ana que eu queria muito ser actor, convidou-me a aparecer num casting para a novela da RTP ‘A Lenda da Garça’”. Para assegurar que o amigo Pedro Granger não faltava ao casting, Ana Brito e Cunha foi levá-lo ao local. “Correu tudo bem”, conta o actor, que na altura estudava Direito na Universidade Nova de Lisboa. “O Virgílio foi o meu padrinho de profissão e a Patrícia Tavares a minha madrinha, porque foi com ela que fiz a minha primeira cena. Lembro-me de que estávamos em Guimarães e eram 09h00 da manhã.” E a brincar acrescenta que Ana Brito e Cunha foi “a fada-madrinha”.

Pedro Granger viaja dentro de semanas para a cidade de Goa, na Índia, onde vai gravar algumas cenas para a telenovela ‘Imperius’, cujo elenco integra.

ÊXITO POR MERO ACASO

O êxito do actor norte-americano James Gandolfini, o Tony da série ‘Os Sopranos’, prova que às vezes o encontro com uma profissão pode acontecer por mero acaso.

Um dia, em Nova Iorque, Gandolfini, que trabalhou como porteiro e depois empregado de bar, acompanhou um amigo às aulas de representação. Foi assim que se introduziu no meio e acabou por se formar na arte de representar. Já America Ferrera, a jovem protagonista da série ‘Betty Feia’, cuja segunda edição começou a ser exibida na SIC, passou no casting graças a um pequeno incidente com um copo. A sua atrapalhação revelou ao produtor que diante si estava uma jovem divertida, humana e “muito real”. As peripécias em redor dos castings são tantas que Dalila do Carmo fez uma peça intitulada ‘Nós depois telefonamos’. “O objectivo era parodiar um pouco com a situação, porque muitas vezes os actores vão aos castings e recebem sempre a mesma resposta: ‘Gostámos muito. Nós depois telefonamos.’ E nunca dizem mais nada...”

PASSOS DA CARREIRA

CAMALEÓNICA

Mariana Monteiro prepara o seu próximo desafio na TVI, a novela ‘Imperius’, que vai substituir ‘Ilha dos Amores’. Habituada a mudar de visual, tornou-se morena, com uma longa trança preta, e recebe aulas de postura e dança para dar credibilidade ao papel de indiana.

A VISÃO DA MÃE

“A mãe de Inês Castel-Branco teve muita visão para perceber as potencialidades da filha. Nem todos os pais têm esta sensibilidade”, conta Ana Borges. Hoje, explica a ex-manequim, já não é tão habitual surgirem nas agências pais a inscrever os filhos. São estes a contactar a agência e a candidatar-se. Os pais só tomam conhecimento da situação quando se confirma que, realmente, os filhos têm hipóteses.

FECHADO NA CASA DE BANHO

Quando fez a audição para o papel de ‘Dr House’, Hugh Laurie estava na Namíbia a filmar ‘Flight of the Phoenix’. Cansado das filmagens e do calor africano, o actor bebeu uma garrafa de uísque, fechou-se na casa de banho do hotel e filmou a sua interpretação do médico viciado.

Ao ver o vídeo de Laurie, o autor, Bryan Singer – que tinha decidido recusar actores britânicos –, ficou fascinado com o sotaque genuinamente americano de Hugh Laurie e escolheu-o de imediato. O que Singer não sabia é que Hugh Laurie é natural do Reino Unido e concorrera ao casting a pensar que House era uma personagem secundária. Mais tarde, com as filmagens, os produtores descobriram que a imagem de Laurie era também sedutora.

MARIA VIEIRA: AUDIÇÃO POR ANÚNCIO

Foi “por paixão” que entrou na profissão, num tempo em que os castings eram designados por ‘audições’ e reservados a quem fizesse parte do meio artístico. Um anúncio no semanário ‘7ete’ levou-a a uma audição no Teatro Adoque.

Maria Vieira tornou-se actriz por “amor à representação” num tempo em que a profissão parecia “inatingível”. Hoje, lamenta, “os jovens querem ser actores quase exclusivamente para serem famosos”.

DALILA DO CARMO: A IMPORTÂNCIA DO CASTING

Para Dalila Carmo todos os castings são “marcantes” porque eles são “a base” do seu trabalho. Em cada um deles é preciso “prestar provas”, “mostrar talento”. Há castings e castings. E pensa que alguns não passam de “exercício de autoridade”, “voyeurismo” ou “fachada”, porque quem se procura já está escolhido. “Há 15 anos pediram-me que dançasse com uma esfregona”, conta. “Mas há dias fiz uma audição de uma hora. Foi quase um ensaio.”

INÊS CASTEL-BRANCO E MARIA JOÃO BASTOS: 'PÉROLAS DE ANA BORGES'

Directora da Elite Portugal, Ana Borges recorda-se bem do dia em que Luísa Castel-Branco e a filha Inês lhe entraram pelo gabinete adentro. “Recebi uma mãe muito despachada que me queria apresentar a filha, uma rapariga tímida que se encolhia e se escondia atrás do cabelo. Assim que a vi percebi que tinha à minha frente um diamante em bruto. Nunca trabalhou muito como modelo, não era muito alta e não tinha ‘aquelas medidas’. Mas a relação com a câmara começou a afirmar-se e hoje ela brilha no palco e no ecrã.”

Quem bateu também à porta de Ana Borges foi uma miúda de cabelo curto e uns “incríveis olhos azuis”, a Maria João Bastos. “Não era muito alta e já tinha 18 anos. Dois factores que jogavam contra ela”, recorda a responsável da Elite Portugal. Mas, explica, “pela primeira vez quebrei as regras de ouro da Elite Internacional e aceitei-a na agência”. Para Ana Borges, a “maturidade” da actriz foi “um trunfo” na sua carreira. Hoje ela é uma das actrizes “mais reconhecidas do mercado nacional”.

Correio da manhã

Sábado, 2 de Dezembro de 2006

Dalila do Carmo:"Não sou romântica no sentido convencional da palavra"

A actriz maquilhou-se, vestiu-se a rigor e foi modelo fotográfico por um dia. Dalila Carmo, a Bárbara da novela Tempo de Viver, em exibição na TVI, foi transformada numa boneca para a agenda de 2007 da Elite Portugal, com o tema Elite on the Air.

Casada com Vasco Machado há nove meses, a actriz tem estado afastada do marido, uma vez que o economista está a trabalhar no Rio de Janeiro, no Brasil, onde deverá permanecer até ao final do ano. A CARAS aproveitou esta sessão fotográfica para falar com a actriz.

– Como correu esta experiência?
Dalila Carmo – Correu muito bem. Eu não sou modelo fotográfico, mas esporadicamente tem a sua graça. Até porque adorei esta personagem e comecei logo a tentar imaginar situações e uma peça de teatro para ela. É um boneco com uma grande construção plástica, a roupa e a maquilhagem são muito giras. Foi uma experiência engraçada.

– Hoje foi uma boneca por algumas horas. Brincava muito com bonecas quando era pequena?
– Gosto muito de marionetas, de teatro de sombras, e hoje tentei ser uma marioneta. Nunca fui muito dada a Barbies, as bonecas de que eu mais gostava eram as de lã e de trapos, que eu fazia, por isso tive uma relação um pouco difícil com as de plástico.

– Criou uma personagem romântica. O romantismo é uma das suas características?
– Sou uma mulher romântica q.b. Acho que qualquer pessoa aprecia determinados gestos e pequenos nadas, mas romântica no sentido convencional da palavra não sou. Claro que gosto de receber flores e adoro ler coisas extraordinárias...

– O seu marido tem estado no Brasil. Como tem sido esta separação forçada?
– Temos muitas saudades um do outro, mas estamos ambos muito empenhados no nosso trabalho. Eu já lá fui duas vezes e não tarda nada ele está cá. De resto, estou muito contente e não quero falar mais sobre o Vasco.

– Gosta de se arranjar e de se “produzir” para sair, por exemplo?
– Gosto sobretudo de distinguir as situações. Há contextos em que gosto de usar peças especiais. Também é bom haver uma certa simplicidade e despojamento da nossa imagem no dia-a-dia, mas de vez em quando é bom mimarmo-nos um bocadinho. Até porque projectamos uma segurança completamente diferente.

<– Como lida com a sua imagem?
– Às vezes sou um bocadinho conflituosa e aceito-me menos bem, mas isso é uma aprendizagem que vou fazendo de uma forma gradual. Além disso, acho que os defeitos fazem parte da perfeição. Mas no presente seria incapaz de modificar o que quer que seja.

– Não exclui, portanto, uma operação plástica no futuro?
– Não sei. Estou a mudar todos os dias, e já aprendi que não digo “desta água não beberei”. Mas não sei como estarei daqui a 10 anos, nem como vou envelhecer. Espero continuar a sentir-me bem dentro da minha pele e, acima de tudo, a manter a coerência.

Sábado, 18 de Novembro de 2006

Polémica em ‘Canta por Mim’

Falta de tempo para ensaiar, respeito pelo contrato com a TVI e abuso de protagonismo são algumas das queixas que famosos e anónimos levantam ao concurso ‘Canta por Mim’.

Nem tudo corre bem no ‘Canta por Mim’. Depois da polémica em torno de Rui Veloso que recusou cantar no programa, a Correio TV apurou que algumas das caras conhecidas do universo televisivo da TVI podem estar a ser pressionadas para cantar no programa dos domingos à noite. Alexandra Lencastre, a Fátima da novela ‘Tempo de Viver’, terá sido a primeira a sentir essa pressão ao ser contactada directamente pelo próprio José Eduardo Moniz, director-geral da TVI que a lembrou do contrato que tem com a estação.

“Tivemos uma conversa muito elegante. Foi a última instância a pedir-me para ir! Disse-me que compreendia as minhas razões em não querer participar, mas pediu-me que fosse... E eu percebi! Afinal tenho um contrato com a estação de Queluz, e é para a TVI poder contar comigo quando precisa”, revelou à Correio TV no dia da primeira gala. No primeiro contacto feito pela produção do programa, a actriz mostrou-se relutante e não queria aceitar. Mas Alexandra acabou por ceder e assumir o desafio de cantar em público e defender a causa de Marcelino.

A actriz teve apenas uma semana para se preparar, pelo que quase não teve tempo de ensaiar os temas que cantou ao lado de Luís Represas. O facto de ser o rosto da edição de estreia de ‘Canta por Mim’ também não foi do agrado de Alexandra. “Eu não queria mas o José Eduardo Moniz explicou-me porque pretendia que estivesse na estreia e convenceu-me de que era importante ser eu a abrir o programa”, explicou. E confessou ainda que o seu “primeiro ensaio foi por telefone”. Alexandra acrescentou que a sua prestação ficou aquém do que pretendia. “Estava com mau pressentimento porque toda a gente trabalhou. A Dalila Carmo então dedicou-se imenso, até nos intervalos das gravações cantava... Mas ela grava menos do que eu e começou a trabalhar muito antes. Ela teve um mês e eu só tive uma semana”.

POPULARIDADE DOS CONCORRENTES

A verdade é que o êxito de ‘Canta por Mim’ vive das caras da TVI. O programa conta com apresentadores da estação, actores das novelas em exibição, famosos que participaram nos ‘reality shows’ e até jornalistas da estação. A popularidade destas figuras é tal que o próprio maestro António Victorino d’ Almeida, um dos membros do júri, reconhece: “As pessoas estão a votar nos actores e não no desempenho”. Rui Veloso cancelou mesmo a sua participação no ‘Canta por Mim’ por não concordar com o formato. O cantor desistiu porque em sua opinião o formato da TVI não correspondia ao original ‘Stars On Stage’ em que se baseia. No formato inglês o objectivo é levar pessoas conhecidas a recriar actuações das maiores lendas musicais.

Todos os cantores amadores cantam sozinhos e usam a própria voz para imitarem as suas estrelas favoritas. Recorde-se que Rui Veloso deu o dito por não dito com poucos dias de antecedência o que obrigou a produção a arranjar outro parceiro para Manuela Moura Guedes, que cantou em dueto com André Sardet. A subdirectora de informação da estação de Queluz, que passou à semifinal, disse na altura que preferiu cantar ao lado de André Sardet e não se poupou a elogios ao cantor que lidera o top de vendas da Associação Fonográfica Portuguesa.

PACO BANDEIRA LAMENTA

Quem lamenta ter participado é Paco Bandeira, que considera o formato “desonesto e uma imoralidade, estando a TVI a aproveitar-se da miséria alheia para aumentar as audiências”. O cantor foi substituir José Cid no dueto com Cristina Ferreira. A troca de pares podia ter sido evitada se a produção não estivesse interessada em colocar a apresentadora a cantar nos primeiros programas. “A produção queria que eu estivesse no terceiro programa por isso sugeriu--me o Paco Bandeira e aceitei”, disse Cristina Ferreira. No entanto, a apresentadora “preferia ter cantado com os dois. Tenho pena de não haver outro programa para cantar, também, com o José Cid”.

Os profissionais da informação também vão cantar no programa líder de audiências da TVI. Depois de Manuela Moura Guedes, o segundo a estrear-se será Júlio Magalhães já este domingo. O jornalista e pivô irá cantar ao lado de Lara Lee o tema ‘Telepatia’, da própria. Fonte da estação de Queluz garantiu à Correio TV que mais jornalistas irão subir ao palco das estrelas. Para já, na gala de dia 19 actuam também Rute Marques com Nuno Norte, Manuela Couto com Maria João e Lurdes Baeta com Pedro Camilo.

O ‘Canta por Mim’, apresentado por Júlia Pinheiro, terá a participação de 36 celebridades. Em dueto com um cantor conhecido, os famosos lutam por uma causa para chegar até à final e ganhar o prémio de 100 mil euros. Todavia, apenas uma única causa terá solução. Deste critério discorda Nuno Guerreiro, que cantou ao lado de Ana Paula Reis, uma das vencedoras da última edição. “Um ganha e o que acontece depois aos outros casos?”, questiona o cantor. Simone de Oliveira também lamenta que apenas uma causa possa ser resolvida. Mas a cantora e actriz de ‘Tu e Eu’ não poupa elogios ao programa da TVI e adianta que “estas acções para ajudar as pessoas são muito importantes”.

VOTAÇÕES DOS TELESPECTADORES

Ainda assim, as polémicas não ficam por aqui. As votações dos telespectadores não agradam ao júri de ‘Canta por Mim’ nem estão em sintonia com a pontuação dada em estúdio. Em dois programas, o famoso menos votado pelo júri foi o preferido do público. Aconteceu primeiro com Tomás Santos, actor da novela ‘Fala-me de Amor’, e depois com Ana Guiomar, ex-’Morangos’ e actual actriz de ‘Tempo de Viver’. “As pessoas estão a votar nos actores dos ‘Morangos com Açúcar’. A pontuação de Tomás Santos foi injustíssima, os telespectadores votaram no acompanhante ‘FF’ (ex-moranguito) e não no Tomás, quando havia dois talentos inquestionáveis [Margarida Vila-Nova e Leonor Poeiras]”, disse o maestro António Victorino d’ Almeida. Na última edição, Ana Guiomar, que cantou em dueto com Zé Manel, dos Fingertips, foi a menos pontuada pelo júri e a eleita pelo público. Essa diferença de critérios levou o maestro a fazer um apelo para que as “pessoas votem no desempenho do famoso e não nas causas, nem em quem está a cantar”.

MANUEL LUÍS GOUCHA

Manuel Luís Goucha estava de férias quando o convidaram e aceitou de imediato, mas só depois percebeu a dimensão de ‘Canta por Mim’. “Arrependi-me mais tarde, mas já não podia voltar com a minha palavra atrás. Não fui obrigado porque tenho um contrato muito honesto com a TVI em que não faço nada do que não quero”. O apresentador, que cantou ao lado de Rita Guerra, tem acompanhado a causa de um jovem com deficiências motoras. “Já o levámos ao ‘Você na TV!’ e conseguimos dar-lhe aulas de condução. Dou-lhe informação de exposições de pintura para que possa vender os seus quadros e assim conseguir comprar o carro que precisa”.

Apesar do entusiasmo, Cinha Jardim não aceitou de imediato concorrer a ‘Canta por Mim’. A ex-participante do ‘reality show’ ‘Quinta das Celebridades’, também da TVI, confessou não se sentir capaz de defender a causa. “Tenho uma voz rouca e fico afónica com facilidade”, admitiu à Correio TV. Mas cantou e encantou o júri que lhe deu o primeiro lugar na edição em que participou. Apesar de não ter passado à final, Cinha Jardim mantém contacto com a causa que apadrinhou, um empreiteiro que sofreu um acidente que o deixou paraplégico. “Fomos ao ‘Você na TV!’ – o programa matinal da estação de Queluz – onde lhe foram dadas canalizações e uma grua para que se pudesse movimentar melhor dentro da própria casa que está a construir”, revelou.

“EXPOSIÇÃO DA MISÉRIA” (Paco Bandeira, músico, 61 anos)

Paco Bandeira também aceitou participar no ‘Canta por Mim’. Mas apenas, como diz o próprio, “por uma questão de ética”. O cantor desconhecia o formato do programa e quando se apercebeu já tinha dito sim ao par Cristina Ferreira (apresentadora de ‘Você na TV!’, da TVI). “Ao perceber o formato disse que não concordava com a exposição da miséria alheia e do respectivo negócio de lágrimas que está por trás”, disse. E acrescenta: “Não é das pessoas que lá aparecem que tenho mais pena, é do maestro Victorino d’ Almeida e da Júlia Pinheiro. Acho que alguém que escolhe o lodo em vez das águas límpidas é que precisa de ajuda”. E as críticas ao ‘Canta por Mim’ não se ficam por aqui. O cantor vai mais longe ao afirmar que “os que mandam na TVI parecem os grandes senhores que andam de fraque e cartola a mendigar na lixeira”. Paco Bandeira não acredita na boa vontade da estação de Queluz e o próprio afirma: “penso que ninguém daquela casa esteja disposto a ajudar seja quem for. Estão sim interessados em explorar a miséria daquelas pessoas”.

O JÚRI REMUNERADO: NINGUÉM VOTA NAS CAUSAS

Jan van Dijck, produtor, apenas avalia as vozes e a presença dos famosos e afirma: “Não ligo às causas”. Também o maestro António Victorino d’Almeida tenta alhear-se das causas e concentrar-se nas vozes, algo que “os telespectadores também deveriam fazer”. “O público não está a ser isento. Está a votar nas causas e nas pessoas que já pertenceram aos ‘Morangos com Açúcar”, sustenta. Felipa Garnel é o único jurado que não está ligado à música: “Acredito que tenha sido escolhida por isso mesmo”. O júri é pago. “Estamos a trabalhar e por isso recebemos uma quantia discreta e justa”, admite o maestro.

'CANTA POR MIM'

O concurso apresentado por Júlia Pinheiro é um dos mais vistos ao domingo.

42,5% de share médio

14,6% de audiência média

Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

Joana Solnado e Dalila Carmo arrasaram no "Canta por Mim"

A afinação da voz e a presença em palco foram trunfos determinantes e comuns a Joana Solnado e Dalila Carmo, as duas vencedoras da primeira semifinal de “Canta por Mim”. Actrizes de profissão, as duas jovens não deixaram os créditos por mãos alheias e arrasaram personalidades de peso como Manuela Moura Guedes, Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira ou Cinha Jardim.


Joana, que mais uma vez cantou com Mafalda Sacchetti, foi a preferida do público, enquanto que Dalila, que se apoiou na experiência de Tiago Bettencourt, foi a eleita do júri. “Fiquei muito contente com a vitória. Desta vez diverti-me mesmo muito, já não estava tão nervosa. Parecia que estava a dançar e a cantar em casa com os amigos”, confessou Joana.

Segunda-feira, 6 de Março de 2006

Dalila Carmo foi “obrigada” a tirar a aliança

Hoje foi a primeira vez que tirei a aliança”, disse-nos Dalila Carmo no final do ensaio para a Imprensa da peça Memória da Água. Dalila casou-se com Vasco Machado há quase um mês, naquele que foi um dos seus grandes desempenhos, já que conseguiu esconder de todos o momento e, assim, vivê-lo tranquilamente na presença de um número reduzido de convidados.


Neste ensaio, Dalila Carmo contou com a presença discreta do marido, “que me apoia a cem por cento”, garantiu, adiantando: “Ele gosta de ver bom teatro e é um espectador isento, que não tem nada a ver com o meio, felizmente para mim, porque é bom respirarmos outras coisas e relacionarmo-nos com outras pessoas”, explicou a actriz, que tinha preparado Vasco para o pior, já que era a primeira vez que os actores ensaiavam em palco.
O estatuto de casada não mudou a vida de Dalila, que desde o início do ano, e depois de terminada a telenovela Ninguém Como Tu, já fez uma peça, casou-se pelo civil, “depois de ter tratado dos papéis durante o Natal, para ninguém saber”, e está agora de regresso aos palcos no Teatro Armando Cortez, na Casa do Artista, com um papel de uma energia esgotante, que vai, com certeza, implicar a perda de alguns quilos.
Fonte: Caras

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

Dalila Carmo - Casou-se em segredo



Dalila Carmo e Vasco Machado namoraram um ano e sete meses e, na sexta-feira passada, decidiram oficializar a sua relação. Mas o enlace não foi de todo muito comum.

Tal como fizeram durante o seu namoro, também o casamento foi envolto de muito secretismo, ao ponto de conseguirem trocar alianças sem que ninguém soubesse, nem mesmo as famílias e amigos mais chegados de ambos.

“Casámos pelo civil numa conservatória de Lisboa. Foi uma cerimónia muito íntima, à qual só assistiram quatro amigos. Nem as nossas famílias estiveram presentes. Nunca pensei conseguir manter este dia em segredo, mas como tratámos de tudo durante o Natal não chamou a atenção das pessoas, e depois pouca gente sabia”, começa por contar a noiva, confessando que até conhecer o agora seu marido, o economista Vasco Machado, nunca tinha pensado em casamento: “Não era um dos meus planos de vida, mas estas coisas acontecem naturalmente e de uma forma inevitável. A verdade é que casei e estamos muito felizes”, refere Dalila Carmo, radiante. E quanto à indumentária, também esta fui ‘sui generis’. “Não fomos vestidos de forma tradicional. Fomos de ‘jeans’ e, como as noivas costumam ir de branco, levei um kispo comprido dessa cor”, conta divertida.

Segundo os noivos, aquele foi um dia fantástico, apesar de não terem tido direito a lua-de-mel. Dalila e Vasco abdicaram de uma viagem romântica devido a compromissos profissionais da actriz. “Só tirámos um dia de folga para casar. Mantemos a nossa vida normal e comemoramos a dois. Não podia pensar em lua-de-mel nesta altura, pois estou em ensaios para a minha próxima peça, ‘Memória de Água’, que estreia em Março. Não tenho disponibilidade

Fonte: Correio da Manhã

Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Comuna: «Vidas Publicadas» com Lídia Franco e Dalila Carmo

As actrizes vão juntar-se numa peça de Donald MarguliesAs actrizes vão juntar-se numa peça de Donald Margulies

Lídia Franco e Dalila Carmo são as protagonistas desta peça em cena no Teatro da Comuna, em Lisboa, de 12 a 29 de Janeiro. A história decorre em Nova Iorque, em 1990. A estudante de Literatura Lisa Morrisson (Dalila Carmo) encontra-se com a consagrada escritora Ruth Steiner (Lídia Franco), sua professora de escrita criativa. Aí começa uma relação conflituosa.

Dalila Carmo e Lídia Franco dão cara e corpo a duas grandes personagensDalila Carmo e Lídia Franco dão cara e corpo a duas grandes personagens

O motivo do encontro é um artigo sobre bulimia que Lisa escreveu. Para comentá-lo, Ruth convida Lisa a ir a sua casa e a rapariga, visivelmente nervosa e deslumbrada com a escritora, aceita. O problema é quando tanta admiração leva a uma grande rivalidade.
Na acção decorrem seis anos de acção, distribuídos por seis cenas, que marcam a ascensão profissional de Lisa, os conflitos professora-aluna e uma constante luta pela identidade.
Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005

Ninguem Como Tu - Ordenados dos actores

 

 

 

 

 

 

 

Sábado, 10 de Setembro de 2005

Dalila Carmo fala de ‘Ninguém como Tu’

Acredito muito neste trabalho


Dalila Carmo
Dalila Carmo
Entusiasmada com o êxito, a actriz não quer ser a heroína romântica da história.

 

 

 

 

 

Ainda que não olhe para o que ditam as audiências no momento em que as luzes das câmaras se acendem, Dalila Carmo sabe que ‘Ninguém como Tu’ imprimiu uma nova dinâmica à ficção nacional. O público adora o que vê nas noites da TVI e o ambiente que se vive nas gravações é dos melhores: “É óbvio que o sucesso da novela é uma motivação extra mas não interfere no meu trabalho, até prefiro abstrair-me disso.”

Dalila Carmo refere: “Acredito muito neste trabalho.” E, em bom rigor, o que mais lhe interessa é fazer de Júlia, a irmã sensata da vilã Luiza (Alexandra Lencastre), o menos certinha possível. “Tento evitar que ela tenha um ar moralista para não cair naquele tom monocórdico da rapariga que tem sempre razão. Até porque as personagens desta novela não são nada lineares: todas têm a sua nódoa negra. E a Júlia também tem, não é limpinha e imaculada. Até é excessivamente assertiva.” E dá exemplos: “há uma cena em que ela discute com a irmã e diz-lhe que não gosta dela. Por aí, percebe-se que Júlia não é uma personagem cheia de compaixão.”

'NINGUÉM COMO TU'

Dalila Carmo nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1974. Estudou no Ballet Teatro Contemporâneo do Porto e no Actor’s Studio, em Nova Iorque. Fez teatro e cinema antes de se estrear na televisão como protagonista na série ‘Diário de Maria’, em 1998. Nos anos seguintes, participou em ‘Todo o Tempo do Mundo’, ‘Jardins Proibidos’, ‘Filha do Mar’, ‘Jóia de África’ e ‘Morangos com Açúcar’. Em 1999, recebeu o prémio de Melhor Actriz no Fantasporto com o filme ‘Anjo da Guarda’, da cineasta Margarida Gil.

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