Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Eu e a Margarida temos uma química que transparece

A forte amizade com Margarida Vila-Nova levou a actriz, Filomena Cautela, ao palco com a peça ‘A Noite dos Assassinos’. Feliz com o regresso ao teatro, a actriz falou sobre a vida profissional preenchida e garante que para o ano pensa voltar a apresentar um programa de televisão.
'Não quero e nem vou ser conhecida pelas pessoas com quem namoro', afirma Filomena Cautela

Em cena com a peça ‘A Noite dos Assassinos’, Filomena Cautela falou sobre a relação de amizade com a sua companheira de palco Margarida Vila-Nova e mostrou-se satisfeita com o rumo que a sua carreira tomou. Discreta mas muito bem-disposta, Filomena Cautela faz tudo para que pouco ou nada se saiba da respectiva vida pessoal. Por isso nunca se lhe conheceu um namorado.

- Correio Vidas – Está a fazer a peça ‘A Noite dos Assassinos’ com Graciano Dias e Margarida Vila-Nova. A Filomena e a Margarida Vila-Nova são amigas há muito tempo?

- Filomena Cautela – Conhecemo-nos em Paris quando fomos fazer a telenovela ‘Mundo meu’. A nossa relação começou quando ouvimos a palavra “acção” e foi um entendimento tão grande que a minha personagem acabou por ser alargada. A Margarida é das pessoas que conheço com quem é mais fácil trabalhar. Nós temos uma energia muito parecida e não precisamos de falar para nos entendermos, olhamos uma para a outra e sabemos o que temos de fazer. Temos uma química que transparece. A peça foi um sonho que tínhamos e estivemos três anos a tentar conciliar agendas, até que agora conseguimos. Está a ser uma experiência muito positiva, que estou a adorar.

- A estreia da peça aconteceu no Porto. Foram bem recebidos no Norte?

- Não conheço ninguém do Porto que seja má onda. Lá as pessoas gostam de ir ao teatro e gostam dos actores. Por isso não posso dizer que não tenhamos sido bem recebidos. Claro que houve o problema do filme ‘Corrupção’, por causa da participação da Margarida, e discutimos o assunto. Mas, à parte disso, fomos bem recebidos na rua, nos restaurantes e em todo o lado. O Porto é uma cidade muito viva culturalmente. Tanto ou mais do que Lisboa.

- Apoiou a Margarida durante as filmagens de ‘Corrupção’?

- Por ser amiga da Margarida, vivi este processo com grande intensidade. Mas, felizmente, a Margarida nunca teve ameaças, porque era uma personagem e não a Carolina Salgado.

- Já viu o filme?

- Sim, e gostei. Tenho pena de que as pessoas não tenham visto o filme completo. Quando há cortes, o filme perde fidelidade. Isso acontece, mas ‘Corrupção’ gerou mais polémica. É um trabalho incrível da Margarida e senti muito orgulho.

- Na sua última telenovela, ‘Vingança’, fez uma vilã. Qual foi o ‘feedback’ das pessoas relativamente à ‘Erika’?

- As pessoas que viam ‘Vingança’ não eram um público comum pois tinham de estar acordadas até tarde, por isso eram mesmo fãs da novela. No início diziam que eu era irritante. Mas a ‘Erika’ deu uma reviravolta interessante e já me diziam que não sabiam o que sentiam quanto à personagem. É bom criar esse tipo de confusão e não ser indiferente aos telespectadores. As pessoas tinham reacções fortes, e isso foi bom.

- Onde procura inspiração para interpretar as suas personagens?

- O processo de construção começa com a leitura do guião, e depois tenho sempre música. Cada personagem que interpreto tem três ou quatro músicas. Depois, frequento lugares e ambientes que penso que as personagens frequentariam para ver formas de falar, andar, comportamentos. Também utilizo muito a comida, porque os sabores ajudam a escolher o melhor tom de voz. Além disso, durmo com um bloco enorme ao meu lado e acordo de noite para desenhar a personagem, que coloco na parede e no tecto para ficar na minha cabeça.

- Foi VJ na MTV. Gostava de voltar à apresentação?

- Adorei o ano que passei na MTV mas tive de sair. Foi uma decisão necessária, porque sou actriz e não queria estar parada, sem representar. Mas vivi experiências excelentes fora do País e por isso é uma área que gostava de voltar a explorar. Já há propostas, talvez para o ano aconteça.

- Vive muito para a sua profissão. Nunca se lhe conheceu um namorado...

- Há uns tempos, disseram-me que era muito mais discreta que outras actrizes. Mas a verdade é que não quero e não vou ser conhecida pelas pessoas com quem namoro. Em relação a esse assunto não dou hipóteses, mas sei como é fácil ser-se apanhado e sei que as pessoas têm curiosidade. Mas não quero isso – e tenho conseguido manter a discrição.

- Quando descobriu que queria ser actriz?

- Desde que me conheço que sempre quis fazer teatro. Isto apesar de a minha primeira experiência ter sido estranha. Quando comecei a fazer teatro fiquei com o papel principal. A dada altura tinha de fazer um monólogo, mas deparei-me com a plateia e tive uma branca enorme. Ao mesmo tempo que fiquei em pânico, tive a certeza de que queria fazer isto durante toda a minha vida. Era no palco que queria estar. Fiz vários cursos e só ainda não parei para estudar durante mais tempo porque não consegui. Surge sempre um convite que não posso recusar ou uma personagem que me põe maluca.

- Em Portugal há competição entre os actores?

- Na minha geração de actores há um bocadinho mas eu vejo-me um bocado à margem. Há, de facto, um ambiente muito competitivo na nossa geração, e isto porque há uma leva enorme de actores novos. São jovens que nunca fizeram nada e vão recebendo convites porque são modelos, ou pessoas muito bonitas, ou porque resultam em televisão. E isso cria um ambiente de revolta em relação às pessoas que estudam e que já passaram por situações muito complicadas e que têm um respeito enorme por esta arte que há pessoas que não entendem. Compreendo essa revolta mas não a compartilho. Julgo que as pessoas que têm talento e amor por esta arte vão ficar. As outras serão ‘peneiradas’. Mas respeito toda a gente que trabalha.

Agradecimentos: sixtystore foz-porto e Restaurante Casa d’Oro

REFLEXO

- Correio Vidas – O que vê quando se olha ao espelho?

- Filomena Cautela – Não gosto muito de me olhar ao espelho. Se puder não o faço.

- Gosta do que vê?

- Tenho dias...

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Já, e em personagem aconteceu.

- Sai de casa sem se olhar no seu espelho?

- Várias vezes.

- Quem gostaria de ver reflectido no seu espelho?

- Gostava de olhar e dizer que a pessoa que está aqui dentro é aquela que o espelho reflecte.

- Um momento marcante na sua vida?

- A nível profissional, tive momentos incríveis e outros muito bons sozinha, a pensar no trabalho que faço bem.

- Qualidade e defeito?

- A nível profissional, sou muito trabalhadora, e isso é uma virtude. A nível pessoal, sou fiel aos meus amigos. O defeito é ser bastante nervosa.

PERFIL

Filomena Cautela nasceu em Lisboa, no dia 16 de Dezembro de 1984, numa família de três irmãos. A sua carreira como actriz começou no teatro. No ano 2000 protagonizou a peça ‘Antígona’.

Seguiram-se ‘Se o amor for outra coisa’ e ‘João e as Mulheres’. A sua estreia na televisão aconteceu na primeira série de ‘Morangos com Açúcar’ e depois fez uma participação em ‘Ana e os Sete’, na pele de ‘Sandra’.

Em 2005 integrou o elenco da telenovela da TVI ‘Mundo Meu’, onde conheceu Margarida Vila-Nova. Na telenovela da SIC ‘Vingança’ foi a maléfica ‘Erika’. Após esta produção da SIC, Filomena Cautela resolveu voltar a dedicar-se ao teatro.

A amizade com Margarida Vila-Nova levou-a até ‘A Noite dos Assassinos’, onde também divide o protagonismo com Graciano Dias. Os três estrearam a peça no Norte e depois em Lisboa, no Teatro da Barraca, onde estarão até ao próximo dia 22. Para o ano, a actriz já tem o regresso confirmado na televisão e promete surpresas. Muito ciosa em relação à sua vida privada, nunca se lhe conheceu um namorado.

CM

Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Cachet das estrelas

Luciana Abreu subiu a parada. Depois de renegociar o contrato com a SIC, a modesta rapariga que ficou conhecida pela telenovela ‘Floribella’ passou a ganhar mais do que muitas estrelas do mundo da televisão e o seu ordenado, de 20 mil euros, já está a dar que falar.
Luciana Abreu

Ao receber esta pequena fortuna, a menina-bonita de Teresa Guilherme e Francisco Penim deixou incrédulos alguns actores com longos anos de carreira que neste momento passaram a receber um salário de verdadeiros principiantes quando comparado com o de Luciana Abreu.

Actualmente, Alexandra Lencastre, Patrícia Tavares, Diogo Morgado, António Pedro Cerdeira, Sofia Alves e Margarida Vila-Nova estão a receber menos de metade daquilo que ganha Luciana Abreu, que em dois anos de carreira já tem um ordenado de fazer inveja a muitos veteranos.

Mas a verdade é que a actriz soube fazer-se valer do seu poder de negociação. No apogeu da série juvenil ‘Floribella’ e com um carisma cada vez mais forte junto do público infantil, Luciana Abreu acumulou convites e chegou a comunicar à estação de Carnaxide que estava de saída. A presença da actriz na RTP era dada como certa mas, numa reviravolta inesperada, a ‘Flor’ resolveu recuar e mostrou-se disponível para negociar com a SIC.

Em boa hora o fez. Sem projectos que lhe agradassem na estação estatal, onde apenas lhe ofereciam um programa infantil – a actriz viu o sonho de participar em ‘Vila Faia’ furado –, Luciana pediu mais dinheiro a Teresa Guilherme e mostrou-se completamente devota à casa que a projectou na carreira. Com os avanços e recuos, a SIC decidiu agarrar Luciana Abreu com uma proposta mais do que generosa. Actualmente, a actriz tem a sua conta bancária recheada com 20 mil euros por mês, que não serão a sua única fonte de rendimento. Além do ordenado-base, Luciana ganha ainda 15% dos lucros dos concertos ao serviço da banda da ‘Floribella’.

A actriz está radiante com a melhoria das suas condições financeiras, até porque com este aumento dobrou o salário de dois dos veteranos da representação nacional. Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz foram ultrapassados pela ‘Flor’ visto que levam para casa cerca de dez mil euros por mês.

Neste momento, Luciana Abreu é das estrelas mais bem pagas da televisão portuguesa e também um caso raro na SIC, que não costuma fazer propostas tão generosas aos seus actores. Na estação de Carnaxide não é hábito abrir os cordões à bolsa e gastar fortunas no ordenado de um actor – recorde-se que Soraia Chaves e Ricardo Pereira não vão além dos quatro mil euros. No meio televisivo é a TVI quem melhor paga às suas estrelinhas, isto se não tivermos em conta as caras recém-chegadas às telenovelas.

Actualmente ser actor já não traz as mesmas vantagens económicas, e não se pense que os jovens que integram o elenco de séries juvenis como ‘Morangos com Açúcar’ têm recibos de ordenado de fazer inveja. É que o salário médio de um ‘moranguito’ não vai muito além dos mil euros mensais. Dedicados ao trabalho, os jovens actores queixam-se de exploração: muitas horas de trabalho nos estúdios e poucas garantias de trabalho futuro.

Os problemas começaram a ser tornados públicos depois da primeira série dos ‘Morangos’ – a única que conseguiu o sucesso pretendido junto dos telespectadores.

Sem trabalho nem perspectivas de virem algum dia a ser integrados em algumas das novas telenovelas da TVI, foram vários os actores que mostraram o seu desagrado em relação à maneira como estavam a ser tratados pela estação de Queluz de Baixo.

Marta Faial e Francisco Froes, entre muitos outros participantes na série, revelaram à Comunicação Social ter vários meses de salários em atraso e, revoltados, explicaram que se sentiam enganados pela TVI, que lhes tinha prometido mundos e fundos sem nada cumprir. Para estes jovens actores, o sonho de representar foi a pouco e pouco ficando pelo caminho. Mas nem todos podem queixar-se. Que o diga Luciana Abreu e os seus 20 mil euros por mês.

LUCIANA ABREU

A actriz fez-se valer da sua popularidade junto do público juvenil e passou a receber um ordenado de estrela. Além do salário mensal, a ‘Floribella’ ganha ainda 15% dos lucros dos concertos da sua banda.

RUY DE CARVALHO E EUNICE MUÑOZ RECEBEM 10 MIL EUROS

Os dois veteranos da representação nacional recebem um cachet no valor de dez mil euros, ou seja, metade daquilo que Luciana Abreu leva para casa ao final do mês. Os profissionais viram-se assim ultrapassados pela ‘Floribella’.

SORAIA CHAVES E RICARDO PEREIRA

São duas das estrelas da SIC mas a verdade é que, juntos, Ricardo Pereira e Soraia Chaves recebem apenas metade do vencimento mensal de Luciana Abreu.

CACHET DAS ESTRELAS

Luciana Abreu: 20.000 euros

Alexandra Lencastre: 12.000 euros

Ruy de Carvalho: 10.000 euros

Eunice Muñoz: 10.000 euros

Pedro Lima: 8.000 euros

Sofia Alves: 8.000 euros

Fernanda Serrano: 8.000 euros

António Pedro Cerdeira: 8.000 euros

Margarida Vila-Nova: 6.000 euros

Patrícia Tavares: 5.000 euros

Soraia Chaves: 4.000 euros

Ricardo Pereira: 4.000 euros

Sara Prata: 1.000/1.500 euros

Correio da Manhã

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Margarida Vila-Novadistancia-se da equipa de "Corrupção"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há uma nova cisão entre a equipa de "Corrupção", o filme baseado no livro "Eu, Carolina" de Carolina Salgado depois do abandono do realizador João Botelho, agora também a protagonista, Margarida Vila-Nova, se distancia da obra. A película que chegará a 55 salas do país no dia 1 de Novembro está envolta em polémica.

No início de Outubro, João Botelho e Leonor Pinhão, respectivamente realizador e argumentista de "Corrupção", recusaram-se a assinar a ficha técnica do filme produzido pela Utopia Filmes. Tudo porque Alexandre Valente, o produtor, terá discordado da versão montada pelo cineasta e, numa nova montagem que realizou sem a presença de Botelho, alterou a banda sonora, cortou 17 minutos de cenas e recolocou algumas passagens na fita protagonizada por Margarida Vila-Nova e Nicolau Breyner.

Ontem, horas antes do início de uma apresentação, a actriz Margarida Vila-Nova enviou, por fax, um comunicado à imprensa manifestando o seu desagrado por ter sido anunciada como presente na conferência quando nem sequer tinha sido convidada. "Na verdade, a produtora do filme - Utopia Filmes - não convocou a signatária para comparecer, facto totalmente incompreensível já que se trata da protagonista do filme", lê-se no comunicado.

Questionado sobre esse facto, o produtor Alexandre Valente afirmou "Exercemos todos os esforços na tentativa de comunicar com ela mas não se conseguia chegar à fala com a Margarida. Só falamos com ela hoje (ontem) de manhã e ela disse que não podia cá estar". "Foi por motivos profissionais", murmurou Carolina Salgado, sentada ao lado do produtor, que aproveitou a deixa para acrescentar: "Eu sei que ela está a ensaiar uma peça".

Mas o comunicado de Margarida Vila-Nova não se fica por esse desagrado. Nele, a jovem actriz, que no filme veste a pele de Sofia, inspirada na figura da ex-companheira de Pinto da Costa, aproveitou para deixar bem clara a sua posição, expressando "solidariedade com João Botelho", um realizador que "foi determinante na aceitação do papel de Sofia". Margarida foi ainda mais longe, manifestando "descrença no resultado final desta montagem" e "repúdio pela atitude da produtora". Confrontado com esta posição, o produtor Alexandre Valente limitou-se a comentar "É uma opinião dela que temos que respeitar".

Apesar de questionado sobre os motivos da discórdia com a versão de Botelho, o produtor ia fugindo às perguntas com respostas lacónicas "Eu não concordava com as ideias do João e quem tem que assumir os riscos sou eu" disse, evocando, também, o "segredo do contrato". A seu lado, Nicolau Breyner - actor que veste a pele de presidente de um clube de futebol - desvalorizou a polémica, saindo em defesa de Alexandre Valente: "O contrato dava ao produtor o direito de cortar, se quisesse - e esse direito foi exercido".

Na véspera da estreia de "Corrupção", será realizado uma festa de lançamento no Freeport de Alcochete com um concerto de Pedro Abrunhosa. JN

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Margarida Vila-Nova está uma ‘Sofia’ muito convincente em «Corrupção»

Foto Correio da Manhã

 

Começou este domingo (29) a filmagem do filme “Corrupção” , a adaptação ao cinema do livro «Eu, Carolina», sobre corrupção no futebol português. A autora Carolina Salgado estava presente.

Com um calor abrasador, o nervosismo e a tensão habituais do início da rodagem, iniciada pela manhã, ultimavam-se os pormenores da produção, que se vai estender por sete semanas, mas a que só um par de órgãos de comunicação social teve acesso, incluindo Lusa.

 Nicolau Breyner e Margarida Vila-Nova vestiram ontem, pela primeira vez, a pele de o ‘Presidente’ e ‘Sofia’, pesonagens do filme. 

“É a primeira vez que estou num ‘décor’ cinematográico. Estou a adorar”, confessa Carolina Salgado ao Correio da Manhã, que ficou surpreendida com o visual de Margarida Vila-Nova: “A Margarida está muito bem. Está uma ‘Sofia’ muito convincente em todos os aspectos.”

A ex-companheira de Pinto da Costa admitiu ainda que as sensações transmitidas pelo filme a tinham tocado.

 “Não pensei ter assim tantas emoções neste dia”, explicou sem querer adiantar mais pormenores ou admitir se as cenas filmadas a faziam recordar momentos semelhantes. Sobre a companhia permanente dos tais elementos do Corpo de Segurança Pessoal da Polícia, Carolina Salgado, confessa: “Adaptei-me bem.”

O projecto «Corrupção», a cargo da produtora Utopia Filmes e orçado em cerca de um milhão de euros, terá 40 cópias distribuídas por todo o País no início de Novembro, contando no seu elenco com os actores Nicolau Breyner, Margarida Vila Nova, Alexandra Lencastre e Rita Blanco, entre outros, dirigidos pelo realizador João Botelho.

A obra, cujo guião foi escrito pela ex-jornalista e companheira de Botelho, Leonor Pinhão, sócia do Benfica, à semelhança do cineasta, será um «filme negro» sobre «uma sobrevivente», em adaptação livre de «Eu, Carolina».

FONTE: http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/30-07-2007/18395-sofia-0

Sábado, 2 de Junho de 2007

Corrupção: Um filme de João Botelho

Margarida Vila-Nova e Nicolau Breyner são os dois actores escolhidos para vestirem a pele das personagens inspiradas em Carolina Salgado e Pinto da Costa, a partir de uma adaptação livre do romance ‘Eu, Carolina’, já na sua 14.ª edição.

‘Corrupção’ será realizado por João Botelho e escrito em parceria com a jornalista Leonor Pinhão, sua mulher, competindo à Utopia Filmes, – a mesma de ‘O Crime do Padre Amaro’ –, a produção da longa-metragem e a distribuição à Lusomundo. O título, provisório, representa uma homenagem a Fritz Lang, que na década de 40 dirigiu ‘Big Heat’ – em português ‘Corrupção’ – e o projecto custará mais de um milhão de euros. Se tudo correr como esperado uma série televisiva dará continuidade ao sucesso expectável da exibição nos cinemas.

“Será um filme negro, ao estilo dos policiais americanos dos anos 40”, antecipou ao CM João Botelho, explicando ainda que a fita “não vai ter participação activa da Carolina”.

“É uma adaptação completamente aberta”, sublinhou o cineasta, amigo de Carolina e conhecido adepto do Benfica, tal como a sua mulher. Aliás, o “grande domínio” em matérias futebolísticas foi um dos motivos que levaram à escolha do casal para partilhar as tarefas de proa deste projecto. “O João Botelho domina futebol e, além disso, faz bem cinema de autor e filmes comerciais”, confirmou Alexandre Valente, da Utopia. Já Leonor Pinhão “é uma figura feminina muito enraizada no futebol e uma ajuda transparente e objectiva na construção do argumento”.

As filmagens devem arrancar em Julho e, claro, Vila-Nova já se está a preparar para o papel. “Estou muito entusiasmada. Quando me convidaram aceitei de imediato”, contou ao CM, lembrando a confiança em Botelho, que a dirigiu em ‘O Fatalista’ (2005). “Os olhos estão postos neste filme e vou fazer o melhor. Mas não penso, por antecipação, se vai ser o filme do ano e não moldo a construção da personagem por esse facto”, afirmou.

Já Nicolau Breyner, submerso em filmagens para várias produções distintas ainda este ano – entre as quais a película que vai realizar sob o título provisório ‘Requiem por um D. Quixote’ – não quis confirmar o convite, apesar de saber “que existe um projecto ligado ao futebol” e estar a par que “todas as personagens são pura ficção”.

“SOPRANOS À PORTUGUESA”

O orçamento “ainda não está fechado mas deverá ultrapassar um milhão de euros”, afirmou o produtor que, naturalmente, espera que este filme, “um ‘Sopranos’ à portuguesa”, se traduza num sucesso tão grande ou maior do que o projecto que produziu em 2005, realizado por Carlos Coelho da Silva.

Recorde-se que ‘O Crime do Padre Amaro’ – protagonizado por Soraia Chaves, Jorge Corrula e Nicolau Breyner – se transformou no filme português que mais espectadores levou ao cinema: mais de 400 mil.

Além dos protagonistas, ‘Corrupção’ deverá envolver ainda outros nomes sonantes como Rogério Samora e Nuno Lopes. O elenco, avança Alexandre Valente, integrará “cerca de 70 actores”. O filme poderá converter-se ainda em série de televisão, como aconteceu com ‘O Crime do Padre Amaro’ – posteriormente exibido na SIC – e o CM sabe ainda que a proposta já foi apresentada à TVI.

A expectativa é grande e, apesar da garantia da argumentista de que esta “não será jamais uma adaptação literal do romance mas sim uma ficção a partir do tema”, logo se verá se, de facto, se confirma a expressão (também sublinhada pelo cineasta) – “qualquer semelhança com a realidade é pura ficção”.

'APITO DOURADO' EM DOCUMENTÁRIO

Em Janeiro, o realizador Sérgio Tréfaut falou com Carolina “para fazer um documentário com ela mas sob a óptica dos tribunais”, explorando o caso ‘Apito Dourado’ na Justiça. “O que me interessa é a realidade da corrupção no futebol, sob a óptica da lei, mas é muito difícil conseguir autorizações para filmar em tribunais. A acontecer, só a partir de Setembro”, altura em que o processo estará mais activo.

O cineasta garante, porém, que não descartou a hipótese de levar o projecto adiante. Entre os naturais envolvidos no caso, o ‘CM’ sabe ainda que o cineasta gostaria de integrar Maria José Morgado no documentário.

"VAI TER CENAS ESCALDANTES"

Os seis anos que Carolina Salgado viveu com Pinto da Costa inspiraram ‘Corrupção’, filme para maiores de 18 anos. A estrear até ao fim do ano.

Correio da Manhã – Como surgiu o projecto para o filme baseado no livro ‘Eu, Carolina’?

Carolina Salgado – Há algum tempo que eu, o João Botelho e a Leonor Pinhão pensávamos em fazer um filme inspirado no livro que escrevi. Já estamos a trabalhar, nomeadamente no argumento, e na escolha dos actores. Os principais serão a Margarida Vila-Nova – que se vai chamar ‘Sofia’ – e o Nicolau Breyner, no papel de um dirigente desportivo de um clube de futebol. São dois grandes artistas.

– O tema do filme...

– Terá a ver com os seis anos que vivi com Jorge Nuno Pinto da Costa, tal como sucede em relação ao livro. Eu vendi os direitos à produtora Utopia Filmes e eles vão fazer uma história baseada no ‘Eu, Carolina’. Em princípio o filme vai chamar-se ‘Corrupção’. No contrato é esse o título provisório. Eu gosto e acho que é o adequado. Mas ainda pode mudar.

– Que papel a Carolina vai ter no desenvolvimento desta longa-metragem?

– Não vou participar mas irei estar sempre por perto e contribuir com algumas ideias. Até agora está tudo a correr muito bem e tem sido uma excitação tremenda.

– Já há data marcada para o início das gravações?

– As filmagens vão começar já em Julho. Embora ainda não esteja tudo bem definido, vamos filmar em Lisboa e no Porto.

– E está prevista a filmagem de alguma das cenas no Estádio do Dragão?

– Não. Creio que o FC Porto não iria dar autorização.

– E no Estádio da Luz?

– Também não.

– Vai ser um filme classificado para que idade?

– Para maiores de 18 anos, dado que vai ter algumas cenas escaldantes.

– Quer concretizar algumas dessas cenas?

– Não posso, até porque ainda estão a ser discutidas. Mas uma coisa posso dizer, o filme vai prender os espectadores do princípio ao fim.

– Para quando é que está prevista a estreia?

– Se tudo correr bem, e não há indicação do contrário, deve chegar às salas de cinema no final do ano.

– E em relação ao documentário que o realizador Sérgio Tréfaut pretende fazer consigo [ver caixa]?

– Estamos a conversar para acertar ideias e analisar a disponibilidade de cada um.
Corrreio da Manhã
Sábado, 3 de Março de 2007

Austrália vista por Margarida Vila Nova

Uma verdadeira caixinha de surpresas. Nos últimos tempos, e pelas mais diversas razões, Margarida Vila Nova tem surpreendido. E, desta vez, volta a marcar pontos. As gravações de “Tempo de Viver” terminaram no passado dia 18 de Fevereiro e, por isso, a actriz pode finalmente “despir a pele” de Maria Laurinda. Novelas de parte, Margarida já tem em mãos um novo projecto: um diário de viagem, que a editora Guerra e Paz pensa lançar em Maio. E o local eleito para esta aventura foi a Austrália. Uma escolha que se prende, acima de tudo, com a curiosidade da actriz. “Sempre tive muita curiosidade em conhecer lugares distantes com culturas, rituais e tradições diferentes”, explica. Daí a decidir fazer um diário da viagem foi um pulo: “A ideia surgiu há uns meses quando quis planear a viagem. A princípio a intenção era, apenas, ir de férias, repousar e, principalmente, ir para um local distante de tudo. Mas depois fui fazendo investigações e percebi que podia ir mais além do que estava planeado”. Assim, durante mês e meio, a actriz vai viver em pleno todos os aspectos da vida australiana. “Vou cair de pára-quedas numa realidade que desconheço por completo, que nunca vivi. Por isso, a minha ideia é fazer o registo da viagem, recheado de fotos e de todo o material que consiga recolher.”

Partir à aventura
De qualquer forma, uma coisa é garantida: “É sempre a visão da Margarida, o meu olhar sobre aquela realidade”. Indagada sobre a loucura que é fazer malas, Margarida volta a surpreender. “Sou fanática de listas. Na bagagem, não falta o kit de farmácia, o de praia, o computador, máquina fotográfica. Está tudo preparado e divirto-me a fazer isso”, garante, sorridente.

Um lado responsável de Margarida que parece não ser coerente quando revela não ter hotéis marcados, “vou à aventura”, mas que logo se volta a compor quando acrescenta: “Claro que a minha mãe já fez a pesquisa dos melhores locais onde ficar, comer...”

Aliás, a actriz leva consigo o namorado, Rodrigo Freixo, “a companhia certa para esta viagem”. Por isso, não há tempo a perder.

Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Celebridades nacionais foram convidados para dar início às festividades do Ano Novo Chinês

Nas semanas anteriores ao início das festividades na China e nas comunidades chinesas em todo o mundo, a Swatch juntou-se ao espírito da festa e criou um Especial Ano Novo Chinês, com uma Embalagem Especial.

 

Para promover o produto em Portugal, a Swatch organizou uma festa, na passada sexta-feira, no restaurante "La Vila", no Estoril, onde juntou muitos os VIPs nacionais.

Na festa estiveram presentes muitas celebridades nacionais (entre outros: Rita Andrade, Margarida Vila-Nova, Diogo Amaral, Cláudia Borges, Vanessa Oliveira, Nilton, Cláudia Semedo, Pedro Górgia, Francisco Mendes, Paulo Costa, Alexandre Silva, Joana Cruz e etc.).

Todos os convidados presentes receberam o relógio Swatch, concebido especialmente parar celebrar o Ano Novo Chinês, dentro de uma caixa redonda e de cartão encarnado, com moedas douradas e um reluzente porquinho-mealheiro dourado. Esta combinação de sorte destina-se a atrair a fortuna (sorte e riqueza) no próximo Ano do Porco.

No calendário ocidental, o ano 2006 coincidiu aproximadamente com o Ano do Cão, enquanto o novo ano, que se inicia a 18 de Fevereiro de 2007 (4075 no calendário chinês) é o Ano do Porco.

As características de personalidade variam sensivelmente de acordo com a origem da informação, mas os nascidos no Ano do Porco são geralmente considerados trabalhadores esforçados, educados, com um gosto vincado pelo luxo.

Admite-se que são companheiros amorosos e leais, que facilmente fazem amigos e habitualmente os mantêm toda a vida!

Sábado, 30 de Dezembro de 2006

Margarida Vila-Nova confessa:"Já sentia falta de ter alguém à minha espera"

    

Deixou de ser a menina ingénua que conhecemos há alguns anos, quando se tornou famosa pela sua participação na novela Fúria de Viver. Aos 23 anos, Margarida Vila-Nova continua a surpreender pela sua energia contagiante, mas mostra outra maturidade.

Nesta viagem à Tunísia, a actriz, que actualmente podemos ver na pele de Maria Laurinda em "Tempo de Viver", revelou-se menos impulsiva, confessou que é o amor que move a sua vida e, já depois do seu regresso a Portugal, revelou que está de novo apaixonada. Profissionalmente imparável, Margarida Vila-Nova vai tentar, no entanto, dar prioridade à sua estabilidade emocional, ainda que isso não implique deixar de pisar os palcos, a sua maior fonte de prazer enquanto actriz.

– Finalmente, gozou alguns dias de descanso...
Margarida Vila-Nova – Sim. Depois de oito meses intensivos nas gravações da novela, no início em simultâneo com o teatro, sinto falta de ter tempo para não pensar em nada. Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer… é assim que recupero.

 

– Sente-se atraída pela cultura árabe?
– Não me identifico com a cultura árabe, mas sinto-me atraída por ela, sim. Gosto de a conhecer, saber como funciona.

– É uma cultura que não dá prioridade à independência da mulher. É com isso que não se identifica?
– Se eu fosse jornalista, adorava fazer uma entrevista a uma mulher muçulmana. Porque elas têm uma coragem extraordinária… não sei se fugia ou se me revoltava caso vivesse numa cultura desse género, porque nela existem valores superiores mais importantes do que as vontades ou convicções pessoais.

– Falando nos direitos da mulher, uma das posições que assumiu recentemente foi a defesa da despenalização do aborto...
– Sim. Sou pelo sim, mas, mais do que isso, sou pelo não à hipocrisia, mediocridade, injustiça e ilegalidade. A proibição nunca evitou nada, o aborto clandestino sempre existiu e vai continuar a existir. A questão do aborto recai sobre um direito de escolha da mulher e a criação de soluções com condições para uma gravidez não desejada. Claro que este não pode ser visto como um contraceptivo, e é importante apostar mais na prevenção e no apoio ao planeamento familiar.

– Apesar de tudo, não sabe se faria um aborto...
– Quando me perguntam se faria um aborto, não sei responder, porque não sei o que vou viver amanhã. Sei que nos dias que correm faço por não me ver nessa situação, para não viver situações de risco. Agora, se acontecesse uma gravidez, também não sei o que faria, porque tenho uma grande vontade de ser mãe…

– Seria uma mãe muito nova…
– Quero muito ser mãe, é o meu grande sonho. A minha realização pessoal passa por aí. Mas quando for mãe quero ter a certeza de que estão reunidas as condições… que são a pessoa certa e a altura certa. Gostava de ser uma mãe muito nova, até porque aos 23 anos quase me sinto com uma crise de 30. Talvez porque comecei a trabalhar muito nova, aos nove anos estreei-me em palco, aos doze já fazia castings. Enfim, penso que cresci fora de tempo. Por isso acho que vivo as coisas em contra-relógio. O meu tempo está sempre a esgotar-se…

– Esse ritmo antecipou algumas crises de adulto...
– Sim. Agora estou numa fase em que ponho tudo em causa, as minhas vontades, os meus desejos... Sinto que vivi muito sufocada pelas minhas ideias, objectivos, pensamentos, e tão preenchida de experiências. Neste momento sinto falta de absorver as coisas, digerir os espectáculos que faço, os livros que leio, cada filme que vi. Falta-me saborear pequenos aspectos da vida.

– Sente que perdeu alguma coisa?
– Isso é sempre questionável. Quando paro para pensar se valeu a pena, fico sempre com a eterna dúvida. Acho que, inevitavelmente, vou sempre sentir que me faltou viver determinadas coisas. Ao mesmo tempo, sinto-me uma privilegiada, porque tive tantas experiências diferentes, vivi tantas personagens… Se não tivesse abdicado de algumas coisas, nunca o poderia ter feito. Hoje faria tudo diferente, mas porque tenho o distanciamento e a maturidade para poder escolher e saber avaliar cada situação. Mas estou feliz por ter crescido assim. Era feliz e não sabia.

– Será por ter vivido tudo desta forma que sente já vontade de ser mãe?
– Talvez... Se bem que desde que me conheço que quero ser mãe. Espero ter filhos muito antes dos 30 anos. Acredito na vida, no amor, nas pessoas e acredito que tudo é possível. Trabalhar, ser mãe, viajar, namorar… Depois, quero ser mãe nova, porque quero acompanhar o percurso dos meus filhos. Como diz uma amiga minha, às vezes parece que vivo na ‘lalolândia’, num mundo em que tudo é bonito, belo, romântico e possível. Acredito que, com amor, tudo se constrói, tudo se resolve. Acredito na vida.

– Entretanto, voltou a encontrar o amor…
– Sim, e estou muito feliz com isso. Já sentia falta de ter alguém à minha espera. Acho que é importante sabermos viver sozinhos – eu fui morar sozinha aos 18 anos –, mas somos mais felizes se tivermos um sorriso à nossa espera. A vida é muito curta, e de um dia para o outro rouba-nos aquilo que é mais importante, portanto, antes que seja tarde, não quero deixar fugir esses momentos bons e bonitos da vida. Os últimos meses foram importantes em termos de vivências e experiências e mesmo de me pôr em causa a mim, ao amor, ao meu trabalho, à própria vida. Estive sozinha, mas isso foi bom. É tudo tão rápido e efémero que, se não pudermos partilhar as nossas coisas no final do dia com alguém, tudo é menos interessante. Partilhar o sono, o ombro, um livro, um filme, ter alguém que discuta comigo se os ovos estão bem ou mal passados…

– Mas arrepende-se do que viveu em termos amorosos?
– Indepen­dente­mente de termos tido amores ou dissabores, encontros e desencontros ao longo da vida, se eles aconteceram, por alguma razão foi. Não quero condenar nem fechar os olhos a qualquer momento que vivi, mas houve coisas complicadas.

– A sua vida foi muito devassada nos últimos dois anos...
– Sim, e por isso é que hoje estou muito mais tranquila. Escolhi uma profissão de exposição, pelo que vou sempre ser criticada e avaliada. Há dois anos foi mais complicada a exposição a que a profissão me obrigou, mas acredito que tudo é efémero. Não só o mediatismo como a vida. Tal como as pessoas certas nos momentos certos. Por isso, para tirar o maior partido dos momentos bons, tive de pôr um travão na forma como fazia as coisas, na minha impulsividade. Quando lia as coisas nas revistas, ficava sem energia. Agora não. Mas a verdade é que tudo isto me roubou a ingenuidade que tinha, mas foi necessário.

– É-lhe difícil falar da sua vida pessoal?
– O que me incomoda não é falar sobre a minha vida pessoal, mas sim a forma como ela é abordada no que os outros escrevem… sei que as minhas palavras nunca vão ser interpretadas de uma forma fiel. Porque eu sou muito impulsiva, mas também brinco muito. E há pessoas que aproveitam tudo de uma forma tão leviana que me faz uma grande confusão. Agora, amores, paixões, encontros, desencontros, tudo isso acaba por se saber. Isso não é um problema. Até porque, se esconder as coisas, acabo por não conseguir viver e perde-se uma história bonita. Com amor tudo se constrói, tudo se resolve. Por isso, não vou esconder nada. Vou aproveitar ao máximo o momento feliz que atravesso. Tudo com limites, como é óbvio.

– Acredita, portanto, que tudo isso teve um lado positivo e construtivo…
– Sim. Acredito que não existem problemas, existem soluções. Mas, mais do que isso, sou muito optimista, e por isso só posso tirar das experiências menos boas uma lição. Sinto que o meu crescimento possa ter sido apressado, a minha intimidade tenha sido roubada, mas não guardo rancores nem remorsos. Por isso não lamento nada, não viro as costas ao passado. Tento ver sempre o lado positivo das coisas e evitar cometer os mesmos erros.

– Há que não esquecer que tudo acaba por ser uma consequência do crescimento da sua carreira… Isso é bom?
– Sim. Por mais que não queira, sou um pouco mimada. Gosto de estar com as pessoas, receber afectos e carinhos. E por isso não posso viver bem profissionalmente sem ter um grande equilíbrio do outro lado, sem ser compensada emocionalmente na minha vida pessoal. E estes dois anos, apesar de parecerem catastróficos, foram também muito bons para mim. Apesar do turbilhão de emoções, tenho de ficar grata por tudo o que me aconteceu. Cresci, amadureci e vivi muita coisa que contribuiu para a minha evolução pessoal.

– Depois de tudo, sei que vai abrandar o ritmo e recuperar algum tempo para si própria…
– Preciso de ter tempo para não fazer nada, para parar um pouco. Vou parar depois de terminarem as gravações da novela e penso, para já, fazer uma grande viagem. Vou para a Austrália durante um mês ou mais. Tenho a cabeça cheia de projectos, mas preciso de respirar fundo para pensar bem no que fazer. A minha cabeça é um turbilhão de ideias que quero pôr em prática, mas para isso tenho que estabelecer prioridades. E ainda me fervilham na cabeça todas as experiências que tenho vivido.

– Faz planos?
– Já desisti de fazer grandes planos ou, melhor, gosto de os fazer, mas nunca sei se esse é o caminho. Agora quero ter mais metas, mais objectivos de vida. Quero desafiar-me a mim mesma. Estou confortável com o que faço, mas não quero sentir-me acomodada. É um risco quando isso acontece. Quero surpreender-me a mim e aos outros e quero ser surpreendida.

Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006

Maria João Bastos: Entrevista com actriz de ‘Tempo de Viver’

Maria João Bastos prepara-se para viver emoções fortes no final de ‘Tempo de Viver’. À semelhança do que aconteceu em ‘Mundo Meu’, onde já disputava o protagonismo com Margarida Vila-Nova, a actriz volta a ganhar destaque na novela da TVI. Agora na pele de Raquel, que persegue ferozmente a sua rival, Maria Laurinda, e desmascara as suas vilanias.

- Na novela ‘Tempo de Viver’, a sua personagem, Raquel, vai entrar numa fase de confronto directo com Maria Laurinda, interpretada por Margarida Vila-Nova?

- Vamos começar a assistir a uma disputa aguerrida entre a Maria Laurinda e a Raquel. O confronto vai ganhar novos contornos e agudizar-se. Como diz uma expressão brasileira, a Raquel ‘vai pegar no pé’ da Maria Laurinda. E vai vigiá-la cada vez mais de perto, descobrir todos os planos que ela engendrou e reunir forças para a desmascarar.

- A Raquel está disposta a tudo para enfrentar a adversária?

- A Maria Laurinda e a Raquel estão a morar na mesma casa e as próximas vigarices da Maria Laurinda vão ser rigorosamente controladas pela Raquel. E o insucesso de algumas dessas vigarices ficará a dever-se à interferência da Raquel.

- A Maria Laurinda leva a bom termo o plano de engravidar do Afonso?

- Veremos como esse projecto vai ser muito prejudicado com a intervenção da Raquel

- Foi publicada uma notícia que dava conta da sua insatisfação com a personagem de ‘Tempo de Viver’. É verdade?

- Não. Essa notícia é completamente falsa. E para provar isso basta assistir à novela. Não tenho razões para me queixar do meu papel. Estou em confronto directo com a Maria Laurinda, que é uma personagem forte. E tenho ainda uma história de amor lindíssima que também tem muito conflito. Está a olhos vistos que é um papel que me dá muito material para trabalhar e que me dá prazer.

- Depois da novela ‘Mundo Meu’, como é trabalhar, de novo, com a Margarida Vila-Nova?

- Além de trabalharmos juntas, o que me dá muito prazer, sentimos que esta representação é como um bom jogo de ping-pong. Entre nós existe uma química muito forte enquanto profissionais. E fazer uma cena, por muito simples que seja, é sempre muito prazeiroso, e algo muito enérgico.

- É grande amiga da Margarida Vila-Nova?

- A Margarida é uma das minhas melhores amigas.

- Por que não teve ninguém a apoiá-la no concurso ‘Canta por Mim’?

- Preferi não ter ninguém, nem amigos, nem família. A Margarida Vila-Nova queria muito ir, porque eu também a apoiei quando ela cantou, mas eu não quis lá ninguém. O programa é de entretenimento. A minha participação está ligada a uma causa e eu acho esta vertente de solidariedade muito interessante. Não fui para lá com nenhuma pretensão de ganhar ou de provar nada como cantora. Fui lá para me divertir e para o público conhecer a tentativa da Maria João cantar.

- Continuou a gravar a novela ao mesmo tempo que fazia os ensaios do ‘Canta por Mim’. Como reage a este ritmo intenso?

- Muito bem. Gosto de trabalhar com adrenalina, dá-me muito prazer.

- Tem projectos de trabalho no Brasil?

- Ao contrário do que tenho lido por aí não vou fazer nenhuma novela. Nem cinema. O que está previsto é um programa de televisão para a TV Globo. É um trabalho que vai exigir a minha presença apenas uma vez por mês, e durante quatro dias.

- Que tipo de programa é esse?

- Algo na linha ‘Do Comando’. E não posso dizer mais nada... Para já não conto ir ao Brasil nos próximos seis meses.

- Está nos seus projectos fazer uma carreira internacional?

- Não tenho planos. Sei que quero trabalhar com muita força e ter bons personagens para interpretar. Em Portugal, no Brasil ou noutra qualquer parte do Mundo. Não sei se terei oportunidade de fazer uma carreira internacional, mas se tiver tentarei sem qualquer medo, sem reservas. Mas não faço disto um objectivo.

- Como aprecia o trabalho do Rui Vilhena, o autor e guionista de ‘Tempo de Viver’?

- Adoro o Rui. É um autor extraordinário de novela contemporânea. É fantástico trabalhar com um bom texto. É o melhor que um actor pode ter. E é a inteligência da escrita que caracteriza o Rui.

- Nas novelas, as mulheres roubaram o protagonismo aos homens. As grandes figuras de cartaz são a Maria João Bastos, a Luciana Abreu, a Fernanda Serrano, a Sofia Alves... Como analisa este fenómeno?

- A figura feminina é muito mais apelativa. E vende mais. E isto vê-se na ficção, nas capas das revistas, na moda

- Tem 14 anos de carreira e a sua evolução na interpretação é muito notória. Foi só a experiência que contribuiu para esta evolução?

- A experiência e o muito trabalho que tenho feito ao longo destes anos. As novelas ensinam muito, mas a par das gravações tenho estudado muito. Isto é uma coisa que as pessoas não sabem, mas invisto imenso na aprendizagem, em cursos. O meu crescimento enquanto actriz deve-se também muito a isso.

- Depois de ‘Jura’, novela em exibição na SIC, o sexo vai ganhar protagonismo na ficção nacional?

- Acho que esse é apenas um caminho. Não é o caminho. E se o tema for bem desenvolvido, por que não?

- Como é a sua relação com a imprensa?

- Nunca falo sobre a minha vida pessoal, que gosto de preservar. Mantendo esta limitação é uma relação de respeito. Fazemos parte de um todo e o respeito é a base para que tudo funcione bem.

- Como reage quando alguma coisa corre menos bem?

- No momento pensa-se na melhor forma de agir. Tento fazer com que percebam que, além de ter uma exposição pública, também sou uma pessoa que quer ter uma posição mais reservada em relação à vida.

- Quando começou a tornar-se figura pública foi obrigada a repensar na sua imagem e exposição pública, entre outras coisas?

- Não reflecti sobre o assunto, naturalmente fui aprendendo, porque ninguém nasce ensinado. Até chegar a um nível em que sei o que quero. Neste momento, consigo conciliar a minha vida profissional que tem uma exposição pública com a minha vida pessoal que é privada. Parece-me a mim que tenho conseguido encontrar um equilíbrio.

- É verdade que vai fazer uma pausa na representação para fazer um curso de culinária e outro de fotografia?

- É verdade. Apetece-me parar um bocadinho. Será uma pausa desejada. Não quero, de todo, parar a minha carreira, porque adoro representar e a minha carreira é a minha vida. Mas fiz duas produções seguidas e apetece-me viver outras coisas, estar em contacto com outras realidades, outras pessoas, daí a vontade de aprender mais línguas, fazer um curso de culinária e de fotografia. E isto só é possível se eu fizer uma breve paragem e viver mais para mim, para a minha família, fazer aquilo que estou sempre a adiar. Isto vai-me engrandecer enquanto pessoa e actriz. Aparecerei renovada para encarar projectos futuros.

PASSOS DE UMA CARREIRA

DA MODA À TV

Maria João Bastos nasceu em Benavente. Há 30 anos. No final da adolescência chegou a Lisboa para estudar e licenciou-se em Ciências da Comunicação. Começou a trabalhar como manequim aos 19 anos. Declinou o primeiro papel numa novela, ‘Os Lobos’, porque teria de posar nua. Uma cara bonita e um corpo nu eram o passaporte com que recusava estrear-se na representação. Estreou-se em ‘Cinzas’, na RTP. Participou, na SIC, nas séries ´Médico de Família’ (SIC), ‘Querido Professor’ e ‘A Minha Família é uma Animação’. Em 2002, e a convite da Globo, rumou ao Brasil.

‘TEMPO DE VIVER’

Maria João Bastos é Raquel, uma viúva que volta a Lisboa após o 11 de Setembro.

FORMATO: Novela

HORÁRIO: 2ª a 6ª

CANAL: TVI

CONTRAPONTO

A MÁ DA FITA

Em ‘Tempo de Viver’, Margarida Vila-Nova é a vilã Maria Laurinda. Papel oposto ao que fazia em ‘Mundo Meu’, onde assumia o papel da órfã Rita.

A MAIS SENSATA

Na pele de Raquel, Maria João Bastos é a mais racional da trama em exibição na TVI. Um bálsamo, depois de ter sido a megera e enlouquecida Sofia de ‘Mundo Meu’.

PERCURSO NA REPRESENTAÇÃO TELEVISIVA

- Em ‘Ganância’, na SIC, (2001), no papel de Joana. Contracena com Amílcar Azenha, o vilão da trama.

- Estreou-se na Globo com ‘O Clone’.‘Sabor da Paixão’ foi a sua segunda novela brasileira.

- Em 2005, a actriz era a vilã e perturbada Sofia Salgado. Já nesta novela era rival de Margarida Vila-Nova.

- ‘Canta por Mim’. A actriz cantou e encantou o júri do programa da TVI, que a votou para entrar na semifinal.  FONTE: Correio da Manhã

 

 

Domingo, 5 de Novembro de 2006

Margaridas sobem ao palco

Júlia Pinheiro apresenta hoje mais quatro novos duos no programa "Canta por mim". Para a segunda fase do concurso foram convocados os músicos e intérpretes Margarida Pinto, João pedro Pais, FF e Kika Santos.

A sua participação é associada aos actores Margarida Vila- -Nova, a protagonista de "Tempo de Viver", José Carlos Pereira, actualmente figura central dos "Morangos com açúcar", e Tomás Santos, que participou em "Fala-me de amor".

Margarida Vila-Nova subirá ao palco com a jovem Margarida Pinto, dada a conhecer através da banda Coldfinger, que, entretanto, tem um trabalho a solo chamado "Apontamento". JN

Domingo, 29 de Outubro de 2006

Famosas rendidas à moda das botas

Tendência - Ao estilo das celebridades internacionais

Soraia Chaves, Benedita Pereira, Andreia Diniz, Sara Esteves Cardoso, Margarida Vila-Nova e Katty Xiomara, à semelhança das celebridades internacionais, renderam-se às botas de cano alto que este ano são sinónimo de bom gosto e elegância. “Não faço ideia de quantos pares de botas tenho, mas garantidamente muitos”, revela a actriz Soraia Chaves, que nem se lembra de quanto já gastou nesse prazer.

SOraia Chaves Soraia Chaves

Menos desligada do que a bela ‘Amélia’ de ‘O crime do Padre Amaro’ é a modelo Andreia Diniz, que investe neste tipo de calçado a sério: “Adoro botas, tenho para aí uns dez pares: desde os mais práticos de salto raso e confortáveis a outros mais ‘sexy’ e de tacão alto ou em estilo texanas. Quanto a valores acho que o mais alto que já paguei foi 200 euros.” Já a actriz Benedita Pereira confessa ser incapaz de dar mais de 150 euros por um par de botas. “Acho que as mais caras são umas texanas que comprei por 150 euros. “Ainda assim, também ela tem uma colecção de dez pares. Quanto ao seu estilo favorito, Benedita diz que são mesmo estas, estilo galochas, e até sorri quando admite ser uma ‘fashion victim’, como Sienna Miller.

Num retorno ao ‘glamour’ dos anos 60-70, as botas surgem agora como um acessório indispensável na moda feminina. Com detalhes discretos, aplicações ousadas e materiais nobres, as botas conquistam as celebridades que não as dispensam em nenhuma ocasião. Mas o segredo do sucesso deste calçado reside na conquista inteligente dos criadores que, desde o ano passado, o impõem, subtilmente, nos seus desfiles.

A ideia acabou por pegar e sair da timidez das ‘passerelles’ para a rua e tornar-se moda. As beldades nacionais destacam ainda as mil e uma possibilidades de um acessório que agora domina a ‘toillette.’ De dia e de noite. Com vestidos justos, calções, saias, calças, tornam-se indispensáveis quando se trata de compor um guarda-roupa.

E porque a moda é, cada vez mais, ecléctica, quer a bota preta clássica, a estilo ‘cowboy’, a bota-galocha, as azetecas, as esquimó (ou Uggs) ou as de estilo alentejano, todas elas são ‘fashion’.

MARGARIDA VILA-NOVA, ACTRIZ

Bota tipo alentejana é a que mais seduz as actrizes Margarida Vila-Nova e Julia Roberts.

BENEDITA PEREIRA, ACTRIZ

‘Fashion victim’ assumida, Benedita Pereira opta pela bota-galocha, tal como Sienna Miller.

SARA E. CARDOSO, PSICÓLOGA

A bota à ‘cowboy’ agrada a Sara Esteves Cardoso e à mulher de David Beckham, Victoria.

ANDREIA DINIZ, MODELO

O estilo azeteca agrada sobremaneira às actrizes Andreia Diniz e Gwyneth Paltrow.

KATTY XIOMARA, ESTILISTA

A estilista Katty Xiomara identifica-se com a bota esquimó, tal como a actriz Jodie Foster.

Fonte: CM

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

Margarida Vila-Nova e Gonçalo Santana Casalinho já voltou das primeiras férias românticas

O ritmo intenso de trabalho deixou Margarida Vila-Nova esgotada e tirar umas férias foi uma prioridade logo no início de 2006. Fez as malas e foi espairecer para longe. Na companhia do namorado, o modelo Gonçalo Santana, deixou para trás a azáfama diária e deu prioridade ao descanso. Nas praias sempre apelativas do Brasil, o casal teve direito a uns merecidos momentos a dois. Contactada pela tvmais, a actriz não se alongou em comentários: “Sim, chegámos agora de férias”. E não quis alongar-se em mais explicações, o que, aliás, é compreensível. A relação ainda é recente e os dois querem preservá-la a todo o custo.


A ideia de Margarida era estar pelo menos dois meses longe dos afazeres profissionais. Angola ou Nova Iorque são dois dos seus destinos de eleição, mas qualquer sítio é bom para namorar. Quem sabe se ainda este ano não conseguirá visitá-los... Nestas pausas, Margarida aproveita para arejar as ideias, relaxar, mas também para pensar em novos projectos. Com algumas propostas já em cima da mesa, a actriz tem de ponderar sobre aqueles que vai aceitar. Uma peça de teatro e uma novela são apenas dois dos projectos em que poderá vir a empenhar-se. Mas em 2006 tem uma prioridade: não aceitar tantas responsabilidades como no ano que passou.


Assim, planeia conseguir dedicar-se profundamente a cada um, sem deixar que o stresse tome conta dela. 2005 foi um ano em cheio: um filme, uma novela, duas peças de teatro, um livro... Isto apenas para enumerar algumas apostas desta jovem de 23 anos. Ao lado de Gonçalo, Margarida programa agora uma agenda bastante mais liberta.

Fonte:TV Mais

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

O novo namorado de Margarida Vila-Nova

Agora que as gravações da novela da TVI “Mundo Meu” chegaram ao fim, Margarida Vila-Nova tem mais tempo para namorar. E o coração já tem dono. Chama-se Gonçalo Santana, tem 29 anos e é manequim. Gostam de manter a discrição, mas não dispensam a companhia um do outro e, entre musicais e passeios na praia, dão azo à paixão.

 O novo namorado de Margarida Vila-Nova


Margarida protagoniza, assim, uma história mais pacífica do que aquela que vive no pequeno ecrã: agarra cada momento de um amor que nasceu recentemente mas que ainda tem muitos capítulos por escrever. Quando folhear uma revista é só ficar atento às páginas de moda, é bem provável que o Gonçalo lá esteja. Quanto à sua mais-que-tudo, vai continuar a aparecer na televisão por muitos e bons anos.

Fonte: TV Mais

Domingo, 22 de Janeiro de 2006

Novo namorado vai vê-la ao Algarve - Margarida Vila-Nova vive paixão

Orlando Almeida

A actriz vive dias românticos ao lado de Gonçalo Santana na praia do Alvor. A Vidas descobriu quem é a paixão secreta de Margarida Vila-Nova e conta-lhe tudo sobre o amor da actriz de ‘Mundo Meu’.

 

Margarida Vila-Nova tem novo namorado. Chama-se Gonçalo Santana, é modelo e foi visitar a actriz ao Algarve, onde esta estava a fazer filmagens para a novela ‘Mundo Meu’, da TVI.

Duas semanas depois de se tornar público o fim do namoro com Pac, vocalista dos Da Weasel, a Vidas mostra-lhe momentos de felicidade entre a protagonista da novela da estação de Carnaxide e o modelo da Just. É caso para dizer que Margarida Vila-Nova ganhou a coragem da personagem ‘Rita’ e, num impulso, entregou-se aos braços de uma nova paixão. Abandonando a prudência a que a popularidade obriga e libertando-se dos receios da pressão do público, que outrora fora desculpa para o fim do namoro com Pac. Afinal, apesar do frenesim do seu dia-a-dia, a actriz confirma o que havia dito sobre a gestão do seu tempo. “Estou habituada a conciliar a minha vida particular com a profissional e sou ‘perita’ neste puzzle das 24 horas de um dia.”

Ainda assim, o novo pretendente ao coração da jovem actriz decide deitar mãos à obra e provar que merece estar na sua vida. Acompanhando-a, sempre que os seus compromissos profissionais o permitem. É preciso manter acesa a chama da paixão. São os primeiros passos da história de amor do modelo de 29 anos e da actriz de 23. Desta vez, o refúgio dos apaixonados foi uma praia do Algarve, próxima da unidade hoteleira onde Margarida Vila-Nova ficara hospedada para filmagens. Tudo se passou no último fim-de-semana, a seguir à hora de almoço. Nesse dia a actriz foi às massagens, enquanto o modelo a esperava no bar junto à piscina do hotel.

Depois de algum tempo, o telemóvel de Gonçalo Santana tocou. O modelo saiu, então, do bar e foi para a beira da piscina. Minutos depois chega Margarida Vila-Nova. A actriz deita-se numa espreguiçadeira e o casal troca algumas carícias e confidências. De seguida, com receio de serem descobertos, procuram lugar mais resguardado. Abraçam-se e dirigem-se para a praia do Alvor, cenário que foi palco de uma das primeiras aventuras do casal. Já no regresso do tranquilo passeio pelo extenso e deserto areal, Margarida tropeça numas rochas. Gonçalo não consegue evitar e a actriz acaba mesmo por cair. Carinhosamente, o namorado pega-lhe na mala e coloca-a ao ombro, carregando-a até ao hotel. Quando um homem se alheia da figura que faz com uma mala de senhora ao ombro, é porque está muito apaixonado e determinado a conquistar a dona do acessório.

Uma ‘aventura’ que o casal viveu com descontracção, porque mais importante que a queda foi o objectivo do passeio: consolidar cumplicidades de uma relação que está nos primeiros episódios. É que o vaivém de gravações (Lisboa/Algarve), o ritmo alucinante com que a actriz produz, integra ou aceita novos projectos, torna difícil manter a estabilidade de uma união afectiva, como a própria confidenciou à Vidas. “É complicado, mas sou bastante organizada e quem está comigo, verdadeiramente, entende.” Mas como conquistar uma das mais mediáticas actrizes do momento, que faz questão de sublinhar que não dissocia ambições pessoais e profissionais?! “Não separo uma coisa da outra, ambas se completam e a minha maior ambição é vir a ser uma grande actriz.” Não é fácil, está visto, mas o modelo aceitou o desafio. Além de que, Gonçalo Santana, como quem está de sobreaviso (o fim da ‘relação-relâmpago da amada com Pac), dá mostras de não querer descurar a relação com a actriz, que mostra saber viver com o inesperado. “O meu lema passou a ser: amanhã é outro dia.” Mas, bem vistas as coisas, Margarida e Gonçalo não mostram grandes receios, já que ambos partilham alguns gostos.

Diz-se que é nos pormenores que mora a essência das coisas e neste caso tudo indica que assim é. Senão vejamos: Gonçalo Santana tem por ‘hobby’ escrever e Margarida Vila-Nova já tem um livro editado (‘O Mundo de Margarida’), além das peças de teatro que produziu, a última, ‘Por Uma Noite’, foi um êxito de bilheteira. Gonçalo fala inglês, francês, italiano e espanhol e é um adicto do desporto: faz surf, capoeira, boxe e natação. Margarida não revela talentos na área, mas, de improviso, aprendeu a tocar na viola baixo. Quanto a outros gostos ambos apreciam boas leituras. O modelo é fã de Luís Sepúlveda, e tem como referência a obra ‘O Velho que Lia Romances de Amor’. Já a actriz revela que o livro que a marcou é da autoria de Michael Cunningham: ‘Uma Casa no Fim do Mundo’.

O PREÇO DA FAMA

O namoro de Pac e Margarida Vila-Nova ganhou a simpatia do público, mas a pressão foi demasiado alta e a relação terminou.

A exposição pública tem, por vezes um preço demasiado elevado. A 31 de Dezembro de 2005, a actriz e o músico dos Da Weasel confirmam-nos o fim do namoro, de pouco mais de cinco meses, e o refúgio nas suas carreiras. “Já não estamos juntos, mas prefiro não falar do assunto, tanto a Margarida como eu, optámos por não falar disso”, disse o músico à Vidas, dando a entender que o mediatismo teve o seu peso. E na sua crónica da nossa revista Domingo, Pac volta a abordar o assunto: “A partir do momento que ganhas algum reconhecimento público, ganhas também uma série de responsabilidades, quer queiras, quer não. (...) Tudo, mas tudo, passa a ter várias leituras. E de certa forma têm o direito de te julgar a partir do momento que os cativas e os trazes para o teu mundo. Mas só até certo ponto, porque tudo tem um limite e nunca se pode esquecer disso. Mas a exposição é lixada.”

MARGARIDA VILA-NOVA

- Idade: 23 anos.

- Profissão: actriz.

- Viagem: Grécia.

- A actriz, que é também produtora, ganha o seu primeiro ‘cachet’ aos cinco anos e aos 16 vai a Nova Iorque com dinheiro ganho por si. Diz que o sonho da sua vida é fazer uma viagem pelo Mundo, mas o melhor sítio para viver é o Rio de Janeiro.

GONÇALO SANTANA

- Idade: 29 anos.

- Profissão: modelo.

- Viagem: Patagónia.

- Gonçalo Santana tem feito uma carreira discreta, sendo que o grosso do seu trabalho são produções de moda. Com 1,86 m de altura, olhos e cabelos castanhos, o modelo tem hábitos de leitura e é fã de Martin Scorsese.

PASSEIO NA PRAIA DO ALVOR

1 - O casal decide passear na praia, longe de olhares indiscretos.

2 - O modelo e a actriz afastam-se, tranquilamente no extenso areal.

3 - Os apaixonados trocam confidências.

4 - A actriz e o modelo consolidam cumplicidades.

5 - No regresso do passeio tranquilo, Margarida cai.

6 - Gonçalo pega na mala da namorada e carrega-a até ao hotel.

Fonte: Correio da Manhã

Domingo, 8 de Janeiro de 2006

Margarida Vila-nova - "Tem que se querer muito para conciliar tanta coisa"

Com apenas 22 anos e cinco de profissionalização no mundo da representação, Margarida Vila-Nova é o rosto loiro da nova geração de actores que se desdobra por novelas, cinema e teatro. Com o reconhecimento de "Mundo meu" até já editou em livro o seu próprio diário, enquanto esperava pela estreia do seu mais recente trabalho em cinema, "O Fatalista", de João Botelho. Mas tanta exposição já lhe trouxe dissabores.



Com esse ritmo todo, como se concilia uma peça de teatro com as gravações de uma novela como "Mundo meu"?



[Margarida Vila-Nova] Estamos a gravar no Algarve e acontece ter que ir lá por três dias para gravar ou até passar lá a semana. Mas com o espectáculo à noite, em Lisboa, implica fazer a viagem diariamente. Isto é, por volta das quatro ou cinco horas da tarde arranco do Algarve e venho para Lisboa. Faço espectáculo e por volta das 23.30 horas regresso ao Algarve para de manhã estar a gravar de novo. Acho que é sempre possível conciliar. É tudo uma questão de organização e vontade. Primeiro vontade, porque tem que se querer muito uma coisa para se fazer tantas coisas ao mesmo tempo.



Envolvida em tantos projectos, não estará a Margarida, em certa medida, um pouco solitária?

(silêncio) Acho que sim... Creio que percebo a pergunta. Cada vez que entro num projecto, as pessoas que nele também participam acabam por se tornar a minha família temporária. Acabo por ter a família do teatro, a família do cinema e a da televisão. Mas não deixa de facto de ser um pouco solitária, sobretudo no momento em que estou a compor a personagem. Normalmente faço-o sozinha em casa.



Esse processo de composição é tumultuoso?

Varia com a personagem e com o meio onde o projecto se insere. Por norma vejo muitos filmes para me ajudar. Não são para copiar mas apenas para me inspirar. Acho que com os anos aprendi a ver. Eu cresci no mundo das produções e da representação.



A perceber o processo de transfiguração por que passa um actor...

Precisamente. Há sempre uma transformação e basta às vezes um olhar ou um trejeito para transmitir essa mudança. Um personagem pode ser agarrado de milhares de formas diferentes. Para trabalhar vejo montes de filmes ou então um em que a história vá ao encontro daquilo em que estou a trabalhar. Às vezes o argumento pode não ter nada a ver, mas há ali um aspecto que me interessa para compor o personagem.



Trabalha regularmente nas três áreas, teatro, cinema e televisão. Qual delas faz a sua preferência?

Gosto de representar. Seja qual for a área.



Se tivesse de escolher obrigatoriamente uma das três áreas...

Não consigo escolher. Adoro fazer cinema e da sua linguagem. Gosto do processo, desde a preparação à rodagem. O teatro tem-me permitido explorar mais as minhas limitações e capacidades, porque é onde posso testar mais coisas. Há sempre tempo suficiente para ensaiar e isso permite trabalhar de forma minuciosa. A televisão acho interessante de fazer se o personagem for também interessante. Acho mais difícil fazer televisão do que cinema ou teatro. Por causa das condições de trabalho. O actor tem de ter espontaneidade. A verdade é que uma novela não se faz num décor mas sim em casa. Temos que ir bem preparados para as gravações.



E quais são as consequências de tanta exposição pública?

Creio que até "Mundo meu" nunca tinha estado tão exposta. E sempre soube lidar mais ou menos com a situação. Percebo é que os tempos são outros, as coisas mudaram. A projecção que a televisão traz hoje em dia ao actor é muito diferente.



Há uma imprensa mais agressiva...

Sem dúvida. Já tive de colocar um processo a uma revista, que corre agora em tribunal. Mas já passei a fase de me irritar, de me revoltar. Conto pelos dedos entrevistas minhas publicadas que correspondam de verdade àquilo que eu conversei com o jornalista. Deturpam o que eu digo, tiram frases do contexto, atribuem-me afirmações que nunca proferi. Fotógrafos escondidos nos locais mais improváveis...



Hoje em dia as "estrelas" também se aproveitam desse interesse dos media. Por exemplo, o livro que lançou recentemente tem tido muita exposição.

A questão é tirar proveito da situação por que hoje em dia uma pessoa não controla o processo de exposição pública. É indiferente pedir aos jornalistas para que não avancem com determinado artigo ou peça. Como também é indiferente eu dizer que não falo da minha vida privada. E, feitas as contas, mesmo o proveito que se pode retirar dessa exposição acaba por não compensar.



E falemos do livro lançado no final de Novembro. Prove que transformar uma agenda em livro não é uma ideia disparatada.

Como sou muito organizada tenho que andar agarrada a uma agenda. Sou muito metódica e guardo tudo bilhetes, cartões de restaurantes, etc. E acabo sempre por transformar as minhas agendas em diários, onde escrevo muitos pensamentos e ideias. Claro que o livro nasceu da popularidade da novela "Mundo meu". Depois pensei em todas a cartas e e-mails de fãs que recebo e nas várias abordagens que me fazem e vi que não seria disparate converter a minha agenda em livro. Mas não tenho pretensões de ser escritora.



A novela não se faz num décor. Temos de ir bem preparados para as gravações

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

Margarida terminou o namoro com Pacman

 
Margarida Vila Nova terminou o namoro com Pacman. A actriz e o cantor dos "Da Weasel" já não passaram o ano novo juntos. Margarida passou o "réveillon" em casa e Pacman entrou no novo ano a cantar. A actriz quer agora estar apenas concentrada no seu trabalho, mas ainda sente o desgaste depois de três dias (28, 29 e 30 de Dezembro) de grande sucesso no Porto. A peça de teatro "Por Uma noite" onde a actriz foi protagonista esgotou os três dias.
Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Margarida Vila-Nova - "O mundo dela"

22 anos. Um currículo invejável. Independente e incansável. É assim Margarida Vila-Nova, uma actriz da nova geração que, em pequena, sonhava trabalhar numa caixa de supermercado. À noite podes vê-la na pele de Rita, na telenovela “Mundo Meu”. Mas nós fomos à descoberta do mundo da Margarida.

 

 

Na novela “Mundo meu” representas uma personagem com uma grande força. A Margarida também é assim na vida real? A ficção ultrapassa sempre um pouco a realidade. Pelo menos a minha realidade. Embora eu goste de trabalhar e lutar por aquilo em que acredito, não tenho, talvez, a mesma liberdade que a Rita tem. Peso os prós e os contras, às vezes tenho reticências, posso adiar alguns projectos... Sou menos impulsiva. Acredito que tudo é possível na vida, essa é a minha forma de estar, mas acho que nisso a Rita está uns anos à frente. Ela nem sequer pondera a hipótese de adiar. Se lhe passa uma coisa pela cabeça, aí vai ela. Apesar de tudo, eu não tenho toda essa liberdade e coragem.

És a protagonista da novela... Está ser fácil ou difícil abraçar uma personagem tão importante?
Não vou dizer que não há pressão, porque há. Uma pressão enorme, sobretudo, porque é a personagem central, é o fio condutor de toda a trama. Todas as histórias paralelas à volta da Rita, de uma forma ou de outra, se cruzam com a dela. Há um maior grau de responsabilidade e exigência. Para além de ser uma das personagens mais complexas, que fiz, também pelo número de cenas que tem. Há uma panóplia de emoções, de sentimentos e reacções enorme. Acabo por viver, no meu dia-a-dia, uma segunda vida.

Mas a Rita é, de algum modo, parecida contigo nas atitudes? Não... Há algo importante que é: eu baseio-me sempre na minha experiência de vida para ajudar a compor uma personagem. Mesmo que seja através da nossa família e amigos, acaba sempre por enriquecer o trabalho. Nunca passei por uma experiência de perder os pais, mas conheço quem tenha passado. E, no fundo, o que tenho em comum com a Rita são as sensações. Cada um pode reagir de forma diferente à perda dos pais, mas a dor e a saudade constante são as sensações que ouvia falar quando estava a preparar-me e a fazer “trabalho de laboratório”. Por mais que uma pessoa se conforme e ultrapasse, há uma dor que está sempre lá, nunca é apagada. E é essa sensação que, provavelmente temos em comum.

Nesse “trabalho de laboratório”, que tipo de pesquisa fizeste para te documentares e preparares para o papel? Falei com pessoas à minha volta que tivessem perdido familiares. Contactei a Casa Pia, onde há muitos miúdos órfãos. Queria perceber a atitude na vida de pessoas que não têm raízes. Porque a Rita foi viver para Paris ainda bebé, e não tem mais ninguém. Vem à procura de uma tia. E isso para mim é estranho, que venho de uma família enorme, pensar que pode não se ter uma referência. Há uma coisa que faço também muito: quando estou a preparar uma personagem vejo dezenas de filmes. Não quer dizer que vá fazer igual ou seguir aquela linha. Às vezes nem têm nada a ver, mas podem trazer ideias para o universo imaginário que estamos a compor.

A tua mãe tem um papel muito importante na tua vida, uma vez que é quem gere a tua carreira. Como é a tua relação com ela a nível pessoal e também profissional?
Embora tenha uma empresária que trata das minhas coisas, a minha mãe representa-me em qualquer trabalho ou questão contratual. Há dois lados bons: primeiro, porque a minha mãe sempre trabalhou em produção e foi com ela que montei as “Magníficas Produções”, que é uma produtora direccionada, essencialmente, para projectos jovens. Por outro lado, damo-nos bem a trabalhar. Podemos às vezes ter divergências de opinião, porque eu não deixo de ser actriz e ela não deixa de ser produtora. Mas é muito saudável, temos uma cumplicidade e amizade muito forte. E eu adoro trabalhar com amigos, não só a minha mãe.

Ainda assim, foste morar sozinha aos 18 anos. Porquê? Precisavas da tua independência?
A minha mãe e as pessoas que me rodeiam educaram-me para ser muito independente. Eu cresci em plateaus de cinema, em bastidores, ensaios de teatro... E todos aqueles elencos pelos quais eu passei sem ter participado incutiram-me valores, opiniões e ideais. Educaram-me de uma forma especial e isso fez com que eu amadurecesse cedo e tivesse um grande espírito de independência e liberdade. Num dia devo falar com a minha mãe umas 30 vezes, sem exagero. Mas ao mesmo tempo que estamos a par do que cada uma faz, sou muito independente. Ter saído de casa aos 18 anos aconteceu porque precisava de experimentar. Tanto a minha mãe como o meu pai me deram a noção de quanto a vida custa a ganhar. Do género “queres? Então vai, vai ver como é, a ver se te aguentas...”

Quanto à tua carreira... Aos 22 anos tens um currículo já bastante extenso. Vais conseguindo concretizar os projectos a que te propões? Embora tenha sempre “quinhentos” projectos na cabeça ao mesmo tempo, vou fazendo e gerindo tudo com muita calma. Já me aconteceu – poucas vezes, mas aconteceu – ter de recusar um projecto por saber não ter capacidade de o fazer bem feito e conciliar com os outros. Mas também já sucedeu meter-me em três coisas ao mesmo tempo e era a loucura! Não folgava. Ainda há pouco tempo, estava a gravar a novela com exteriores no Algarve e a fazer a peça “Por Uma Noite”. Mas vou levando tudo com calma. Percebi que cada coisa tem o seu tempo e que agora estou na novela, com a dedicação que ela exige, para poder dar o meu melhor. Quando as coisas tiverem de aparecer, aparecem. Há ainda projectos que quero concretizar.

Onde te vês daqui a dez anos?
o António Pedro Vasconcelos, com o Marco Martins, com o João Canijo, a Margarida Cardoso... Adoro cinema. Posso estar horas à espera num plateau de cinema a ver a montagem de cabos e projectores e não me chateia. Mas em teatro tenho tudo para fazer. Há imensos autores que gostava de trabalhar, não só clássicos como também contemporâneos. Assim como encenadores. Em televisão também, desde que o projecto seja interessante e explorar o personagem.

Uma batalha que tenhas ganho: Acho que pôr qualquer espectáculo de pé é uma batalha.

Um sonho que te falte cumprir: A volta ao mundo.
Um livro que te tenha marcado: “Uma Casa no Fim do Mundo”, de Michael Cunningham

Um filme que gostes de rever: “E tudo o Vento Levou”. “Tomorrow is another day” passou a ser o meu lema de vida.

Uma música que lembre um momento perfeito: “Por Enquanto”, interpretada por Cassia Eller

Um momento perfeito: Qualquer estreia de uma peça é um momento perfeito. Odeio estreias. Morro. Tenho de andar com a minha mãe atrás. Mas acho que é uma noite de consagração, em que se atinge um objectivo. Quando se chega a casa, está-se com a alma cheia.

Uma pessoa que admires: O Miguel Guilherme. Acho que é um actor maravilhoso, com uma forma de trabalhar única, e é um ser humano inteligente, culto e generoso.

Uma foto na mesa de cabeceira: Não tenho. Ainda está por tirar.

Uma cidade para viver: Rio de Janeiro
.

Um postal de férias: Da Grécia, Santoriny.
BI
Nome: Margarida Vila-Nova
Idade: 22 anos
Carreira: Teatro – “Confissões de Adolescente”; “Pedras Rolantes”; “A Morte de Romeu e Julieta”; “Por Uma Noite”. Cinema – “A Falha”, de João Mário Grilo; “O Milagre Segundo Salomé”, de Mário Barroso; “O Fatalista”, de João Botelho. Televisão – novela “Fúria de Viver”; série “Ana e os 7”; série “O Segredo”; novela “Mundo Meu”. Criou com a mãe as “Magníficas Produções”, que produz peças sobre o universo juvenil. Profissão de sonho: Quando era pequena, o sonho era ser caixa de supermercado. Ou, em alternativa, “ir atrás” nas ambulâncias. “Não era ser enfermeira nem nada, era ir lá atrás, a socorrer pessoas...”

Domingo, 23 de Outubro de 2005

Margarida Vila-Nova


       A personagem central da    novela Mundo Meu, um  fenómeno de audiência, Margarida Vila-Nova,
é uma lutadora cheia de alegria, com uma inteligência invulgar.

Como reagiu ao convite
para fazer esta novela?
Morri de medo. Nunca tinha feito nada tão exigente, com um ritmo tão alucinante de trabalho. Porque o fio condutor da história é a Rita. Então, se falhasse esta personagem… falhava a novela. Isto sem nenhuma presunção. É a constatação fria de uma enorme, esmagadora, responsabilidade. Ainda por cima com uma peça em cena. Acabava de gravar, no Algarve, às quatro e meia, vinha para Lisboa, ia para o teatro, fazia o espectáculo, metia-me no carro, Algarve outra vez. Chegava às duas e tal da manhã, dormia, acordava às sete, gravava o dia todo.

E a Inês de Por Uma Noite não tem nada a ver com a Rita do Mundo Meu!
Comecei a ensaiar a novela já quase em estreia da peça. E houve uma ou outra vez em que cheguei aos ensaios da peça e a minha mãe chamou-me a atenção: “Fizeste imensas caretas, não deste tempo, não cresceu a cena, então? A Inês é toda coquete, uma parisiense que estuda filosofia na Sorbonne, e chegas aqui toda despachada?!” Foi o sinal. Passei a estar ainda mais atenta. Porque se entras em piloto automático, a transição é complicada.

Neste ponto, já se pode sentir segura em termos profissionais.
Quando me dizem: “Tens 22 anos, um prémio de actriz [em O Milagre Segundo Salomé], já fizeste isto e isto, estás garantida”, lembro-me da Teresa Roby, uma actriz maravilhosa que morreu sem essa estabilidade. E de muitas outras, extraordinárias… sem trabalho. Nunca nos podemos convencer de que a coisa está dada como adquirida. Porque não está mesmo.

Faz cinema e teatro com regularidade, tem uma empresa de produção…
Como é fazer novela?

A novela faz-se em casa. Não há tempo para ensaiar. Ontem gravei 24 cenas, o que é muito comum. Se és o motor da história, vais gravar cinco dias por semana, 12 horas por dia…

Qual é o segredo para conciliar ritmos tão díspares?
Disciplina. Leio os capítulos, separo as cenas que vou gravar, sublinho-as e arquivo-as por ordem de semana. Adoro material de escritório, sou maluca por agrafadores e clipes e canetas de cor, e tenho tudo em pastas, micas e dossiers! Depois sei tudo o que se passa na história, e em qualquer circunstância posso-me cruzar com qualquer núcleo. Estava a fazer teatro e disse que só aceitava na condição – sine qua non – de não abdicar de o fazer, e durante dois meses conciliei as duas coisas. Mas quando aceitam uma exigência dessas, não se pode falhar. Era impensável ir para o plateau e não saber o texto de cor!

A crítica tem sido generosa consigo?
Sim. Mas lembro-me que nas Confissões de Adolescente houve um artigo que nos arrasava. Era tudo mau, nós éramos péssimas, “Quatro Barbies em palco”! Estávamos a estrear-nos em Teatro, era uma aposta toda feita e direccionada para jovens, com um público jovem, e depois era uma miúda de 17 anos, eu, que estava a investir do seu bolso num projecto novo. E na altura aquilo magoou--me um bocado. Mas o saldo é positivo. As miúdas deliravam, lembro-me que chegava ao final e vinham ter connosco a dizer: “Adoro teatro, já vim ver esta peça 15 vezes!” Além disso, as Confissões de Adolescente continua a ser um êxito e ainda hoje viaja pelo país.

Voltando à novela, Mundo Meu, sendo a Rita Bugalho o motor da história, é inevitável atribuirmos-lhe grande parte do mérito. Como abordou a personagem?
Acho sempre que a personagem é muito mais inteligente, muito mais boa pessoa, muito mais interessante do que eu. Se partirmos do princípio que somos mais inteligentes do que a personagem, nunca vamos poder ter a capacidade de exposição do ridículo. Eu, Margarida, a comer com as mãos? Eu, Margarida, não entro pela porta adentro de ninguém, a bater duas palmadinhas e upa, upa, aqui estou eu. No fundo, a personagem tem uma liberdade muito maior, sem cair no estereótipo da boazinha e generosa… porque não há pessoas assim.

Que preparação envolve a construção das personagens?
Ver muito teatro, muito cinema. Fazer muitas leituras. No Milagre Segundo Salomé, por exemplo, estudei História. Na Fúria de Viver a minha personagem tomava pastilhas e frequentei casas de toxicodependentes. Nesta novela, também fiz muita pesquisa para apanhar esse lado de autenticidade que é fundamental e trabalhar aquele lado de “bicho” que a Rita tem. Para além disso, sei tudo o que pensam sobre mim, sei tudo sobre a vida deles. E sei muito bem onde é que a Rita vai, onde foi, de onde veio e com que estado de espírito. Por exemplo, sei que a Rita não diria “Como está”, mas “Estás bom?” No fundo, é ser inteligente em cima do texto, é saber usar o que já foi dito ou feito, a enriquecer a cena ou a personagem.


Margarida Vila-Nova confessa que só entra em projectos
quando acredita plenamente no autor, encenador, realizador,
colegas. “Aí a entrega é total.”

Tem 22 anos e um currículo de peso! Que idade tinha quando começou?
Seis anos. Estava de férias com a minha mãe, que fazia a co-produção de um filme francês. Houve um casting a miúdos, eu fiquei. Ia fazer uma prima do protagonista, só tinha uma cena, mas o realizador “apaixonou-se” por mim e meteu--me em todas as cenas.

Queria ser o quê, aos seis anos?
Caixa de supermercado. Era um delírio, as unhas a baterem nas teclas, e os “tititis” dos legumes que não passam e é preciso ir aos códigos de barras! Depois adorava os filmes em que o herói romântico se apaixona por elas. Para além disso, não me lembro de querer ser outra coisa que não fosse actriz. Só que aos seis anos a pessoa não tem essa consciência. Aos 17, estreei-me em Teatro, fiz Confissões de Adolescente, e fiz a produtora, entrei na Fúria de Viver, já fazia parte do elenco principal da novela… então acho que foi quando… passei a ser mesmo actriz profissional.

Como actriz, o que gosta mais de fazer?
Um actor tem de ser versátil o suficiente para ser capaz de fazer em qualquer veículo. Depois podemos gostar mais de teatro, de cinema ou de televisão.

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