Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Pedro Granger, o protagonista de “Dei-te quase tudo” rejeita comparações com Alexandra Lencastre:“Nã

Pedro Granger regressa às novelas, depois de algum tempo afastado do pequeno ecrã.

'Não me preocupo com a fama. Os meus amigos são os mesmos desde que nasci', assegura Granger

TV+: Como tem sido o regresso às novelas, quatro anos depois?
Pedro Granger: Tem sido... Agora está a ser bom. O princípio foi meio complicado, mas agora já está tudo a correr bem.

TV+: Qual é a sua opinião acerca da trama e do elenco de “Dei-te Quase Tudo”?
P.G.: É uma novela do Tozé (Martinho), a história é boa, muito gira mesmo. As pessoas conhecem bem as novelas do Tozé!

TV+: Quem é o Rodrigo, a sua personagem?
P.G.: Um puto, mais até do que eu originalmente estava à espera, mas com um coração do tamanho do mundo.

TV+: Voltou a trabalhar com a Vera Kolodzig, com quem trabalhou em “Jardins Proibidos”, agora como seu par romântico. Como tem sido a experiência?
P.G.: Acho que tem corrido bem. A Vera é uma “profissionalona”, gira que se farta e estou a gostar mesmo muito de trabalhar com ela.

TV+: Volta a contracenar também com a Fernanda Serrano, que vai fazer de sua prima...
P.G.: A Fernanda Serrano, além de ser uma das melhores actrizes da sua geração, é uma “amigona” com quem eu já tinha imensas saudades de trabalhar. É um prazer! Dia em que tenha cenas com ela é um dia ganho, ainda antes de ter começado.

TV+: Leva o Rodrigo para casa ou ainda tem tempo para a vida pessoal?
P.G.: Entre fazer a novela, um filme (“Inimigo sem Rosto”), dobragens, locuções, crónicas e apresentar galas, não me sobra tempo para nada. Quanto ao levar a personagem para casa, infelizmente, é um hábito que se mantém.

TV+: Porque faltou à apresentação da novela à Imprensa?
P.G.: Antes de começar a novela, já tinha informado da minha indisponibilidade para esse dia. Estive a apresentar a gala de prémios de publicidade da “Briefing” e a filmar, no Alentejo, “Inimigo sem Rosto” (uma primeira obra do José Farinha, inspirado no livro da Maria José Morgado, que irá para os cinemas no próximo ano.

TV+: Como sente a responsabilidade de suceder a Alexandra Lencastre, como protagonista do horário nobre da TVI?
P.G.: Que disparate! Nem eu tenho a personagem da Alexandra, nem a presunção de me colocar ao nível dela. A Alexandra é única e a ela só se pode suceder ela própria. Eu faço um puto romântico, os meus conflitos são totalmente diferentes dos que a Luiza teve.

TV+: Acompanhou “Ninguém Como Tu”?
P.G.: Só vi os últimos meses, pois estive a estudar em Nova Iorque durante a maior parte da novela. Os textos foram, de facto, muitíssimo bons! Quanto aos actores, a Alexandra é... Nem sei dizer... Acho que o saldo positivíssimo! O António Pedro Cerdeira, a Dalila Carmo, a Benedita Pereira, o Zé Fidalgo, a Suzana Borges, a São José Correia... Cinco estrelas!

TV+: Foi convidado para fazer o papel de Miguel nesta novela, mas recusou...
P.G.: Não gosto de falar disso! Dou-me optimamente com o Fidalgo e ele fez um óptimo trabalho, óptimo mesmo, e foi importantíssimo para mim ir para Nova Iorque. Isso é que interessa!

TV+: Onde vai assistir à estreia da novela?
P.G.: Sozinho. Não sei onde, mas sozinho de certeza.

TV+: Está preparado para o aumento do assédio?
P.G.: Estou a tentar preparar-me para o aumento de trabalho e diminuição de horas de sono que vêm aí. O resto é paisagem.

TV+: O que é que Nova Iorque, onde esteve a fazer um curso de representação, acrescentou à sua vida?
P.G.: É a minha segunda casa... OK, a terceira. A seguir a S. Martinho do Porto. Vou lá sempre que posso!

TV+: Como se chama a sua namorada nova?
P.G.: Começa por M. E mais não digo (risos)...

TV+: Tem pena de ter “deixado” a SIC, agora que está lá a sua amiga Teresa Guilherme?
Pedro Granger: Gosto muito da Teresa, é uma grande amiga! Mas estou a gostar de fazer o “Dei-te Quase Tudo”, isso agora é o que interessa. Aliás, estou a trabalhar na casa onde nasci (NBP) e na estação de televisão onde dei o salto (TVI).

TV+: O que espera do trabalho da Teresa Guilherme, como directora de Ficção da SIC?
P.G.: Espero e desejo o melhor. A Teresa é uma profissional exímia e merece que tudo lhe corra bem.

TV+: O que ficou do tempo do “Ídolos”?
Pedro Granger: Umas saudades enormes, muitos amigos, uma nova família, muitos ensinamentos, a Sílvia [Alberto] e a prova de que vale sempre a pena tentar darmo-nos bem com os outros.

TV+: O apresentador já está reformado?
P.G.: Nem pensar! Aliás, tenho apresentado várias coisas e, por exemplo, se me convidassem para fazer outro “Ídolos” com a Sílvia ia já a correr.

Fonte: TV Mais

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

Acordo: Alexandra Lencastre é exclusiva da TVI

A SIC ofereceu-me muito mais dinheiro


Alexandra confessa que lhe custou dizer ‘não’ a Francisco Penim
Alexandra confessa que lhe custou dizer ‘não’ a Francisco Penim

Alexandra Lencastre preferiu ser leal a Moniz, recusando o convite milionário de Francisco Penim. A actriz chegou ontem a acordo de exclusividade com a TVI. “Não foi uma questão monetária que me fez permanecer na TVI; antes pelo contrário.

A SIC ofereceu-me muito mais dinheiro”, confessou Alexandra Lencastre ao CM. A decisão da actriz “foi baseada, não propriamente na escolha de uma casa, mas sim no respeito e lealdade a uma pessoa, que é o José Eduardo Moniz. Trabalhei com ele muitos anos e é uma pessoa por quem nutro grande admiração. Isso fez-me continuar a seu lado”.

Apesar de ainda não se ter habituado à ideia de ser actriz exclusiva da TVI – pressupõe ter liberdade para fazer teatro e cinema onde quiser, mas TV só em Queluz de Baixo –, Alexandra Lencastre sente-se satisfeita com o facto de optar “pelo conhecido. Já sei como aquela casa funciona.

Estou satisfeita com o que a TVI tem conseguido. Por isso, não havia razões para me mudar”, considera, referindo que o que mais lhe custou foi “ter de ligar ao Francisco Penim a recusar a proposta. Desejo-lhes a maior sorte do mundo e faço questão de manter com eles uma boa ligação. Ninguém sabe o dia da amanhã. Agora, sou exclusiva da TVI, mas amanhã posso estar num outro canal”.

Nem a actriz nem a TVI revelaram os montantes envolvidos ou a duração do contrato. A SIC, por seu turno, escusou-se a comentar. Ao que tudo indica, o acordo pressupõe a presença de Alexandra Lencastre na nova novela da Rui Vilhena. Depois de ‘Ninguém como Tu’, o autor poderá ver o seu novo projecto estrear em Setembro, agora com a estrela-TVI.

PERFIL

‘Luiza’, da novela ‘Ninguém como Tu’, é sem dúvida o personagem que marca uma carreira dividida entre a TV, o teatro e o cinema. Alexandra Lencastre soma êxitos nas três áreas. No pequeno ecrã, o talento reparte-se entre a apresentação e a representação. Destaque para ‘Rua Sésamo’, ‘Na Cama com...’, ‘Jornalistas’ e ‘Ana e os 7’. No cinema, ‘A Mulher que Acreditava ser Presidente dos EUA’.

Fonte:CM

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

Alexandra Lencastre - Férias nas Maldivas

O próximo destino de Alexandra são as Maldivas

Férias maldivas

 

Alexandra Lencastre terminou as gravações da novela "Ninguém como Tu" há um mês e neste momento aproveita o tempo para estar com os filhos e o namorado. A actriz não faltou à festa da revista Men¿s Health, onde o namorado, o fotógrafo António Gamito, foi o responsável pela elaboração da capa. O próximo destino para as férias da Luiza, de "Ninguém como Tu", ainda está a ser estudado. Várias revistas fizerem convites e neste momento o casal estuda a melhor proposta, sendo as Maldivas o destino mais provável.
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005

Alexandra apoia Gamito




O casal Alexandra Lencastre e António Gamito marcou presença no concurso Novo Homem Rexona, que decorreu anteontem à noite no espaço Toyota Box, em Lisboa.

Gamito foi o fotógrafo que captou as imagens dos cinco finalistas, usadas na votação. “Os candidatos estiveram relativamente à vontade. Fizeram tudo o que lhes pedi até à exaustão. Foram óptimos modelos”.

Alexandra acompanhou o companheiro em mais esta ‘aventura’: “Tive oportunidade de assistir a todo o processo, desde a escolha do local à escolha das fotografias.” Em termos profissionais, a actriz está já a preparar um novo projecto. “Vou voltar a fazer teatro. Mais não posso dizer”, revela.
Sábado, 15 de Outubro de 2005

Biografia de Alexandra Lencastre

::
Biografia
 

 

Dados Biográficos

Ocupação: Actriz e Apresentadora
Nascimento: 26 de Setembro de 1965
Local de Nascimento: Lapa, Lisboa
Signo: Balança
Nacionalidade: Portuguesa
Idiomas: Português, inglês, francês, espanhol e alemão
Desportos e Hobbies: Natação, patins em linha, matraquilhos, equitação, pinguepongue, canasta e cozinhar
Interesses: Leitura, cinema, teatro, dança e escrita

 

Começou a nascer na sala de espera... Foi muito engraçado porque a sua mãe ia a um casamento de uns primos nesse dia, num domingo... Então arranjou-se toda, vestiu o irmão da Alexandra (que é um ano mais velho) e, entretanto, deve ter sentido uma dor. O seu pai achou que não era nada, «que disparate, amanhã logo se vê...». Isto era para aí um quarto para as dez e às onze horas já estava a nascer no Hospital Militar, em Lisboa... a futura grande estrela Alexandra Lencastre. Foi no dia 26 de Setembro de 1965.

Teve uma infância feliz e desse tempo guarda recordações que ninguém vai conseguir apagar. Até aos 3 anos viveu em casa dos avós, em Campo de Ourique. Depois mudou-se com os pais e o irmão para o Restelo.

Estudou num colégio particular, a Academia de Música de Santa Cecília. Seguiu-se o Algés de Dafundo. Nesta altura Alexandra Lencastre achava que fragilidade e futilidade eram sinónimos de um lado mais feminino, por isso agia como um rapaz. Inspirava-se no irmão e nos amigos que eram, na sua maioria, rapazes.

Mas o corpo começou a desenvolver-se e Alexandra Lencastre tornou-se uma adolescente feminina. Aos 11 anos teve o seu primeiro namorado, aquele que achava que era o homem da sua vida, aquele que julgava que seria o seu marido e pai dos seus filhos. 

Quando completou 18 anos entrou para o curso de Filosofia na Universidade Clássica. Surgiu a oportunidade de se iniciar na arte de representar com um grupo de psicológos que paralelamente faziam parte de um grupo de teatro. Desisitiu de Filosofia e inscreveu-se no Conservatório. Alexandra Lencastre já carregava consigo o dom de representar, quis aprender a técnica.

Foi no Conservatório que conheceu Rita Blanco, também ela uma actriz de sucesso. Foram colegas, tornaram-se amigas e hoje onde as duas estão presentes nota-se a cumplicidade que existe entre elas.

Quando terminou o curso vestiu a pele de Maria em Frei Luís de Sousa. Papel que lhe valeu um prémio de crítica como actriz revelação. Entretanto Alexandra Lencastre chegou à televisão: Apresentou um ciclo de histórias infantis e ficou conhecida pelo público mais jovem quando integrou o elenco de Rua Sésamo,
no papel de Guiomar.

 

Estreia-se nas telenovelas portuguesas com A Banqueira do Povo, de Walter Avancini. Apresentou o tão famoso Na Cama Com.... programa que a levou a ser considerada uma das mais bonitas e sensuais figuras do nosso país. 

Actualmente tem duas filhas: Margarida e Catarina. Por elas, para as ver crescer, às vezes, pensa em desistir da carreira, mas sabe que não conseguiria viver sem representar.

De gargalhada fácil diz-se difícil de aturar. Mas quem lida com ela todos os dias refuta essa ideia. A actriz é na realidade uma mulher com variações de humor. É temperamental e explosiva. No entanto é uma mulher de convicções que luta pelo que quer. Nunca viveu à sombra de ninguém.

Assume-se também como uma pessoa instável apesar da imagem contrária que deixa passar. O facto de ser insegura faz com que ande numa busca permanente da perfeição o que dá jeito na sua profissão. Aliás, essa é a diferença entre uma actriz com muito talento como Alexandra Lencastre e uma com mais segurança que vive da acomodação. (Fonte: star.pt) 

 

 

 

Alexandra fala sobre a infância, a família e a adolescência

 

             

Entrevista a Selecções do Reader's Digest, Máxima e Jornal Expresso em simultâneo

 

Selecções do Reader`s Digest - Comecemos pela história da sua vida.


Alexandra Lencastre - Nasci no Hospital Militar em Lisboa. A minha mãe é madeirense e chama-se Gisa, o meu pai é de Coimbra e chama-se Jacinto. A minha mãe fez colégio de freiras, numa família bastante tradicional, irmãos e primos a viverem na mesma casa; o meu pai veio interno para o Valsassina, depois faculdade de Economia, revoluções. Conhecem-se estes polos opostos e apaixonam-se; ele pela pureza, ela pela transgressão. E têm filhos.

 

SRD - O seu pai e a sua mãe eram muito novos quando vos tiveram.


AL - E por causa disso, as circunstâncias ultrapassaram a sua vontade. Ou seja, a consciência que têm da infância que proporcionaram aos filhos é ligeiramente diferente da consciência que eu e o meu irmão temos do que foi a nossa infância. Eram dois jovens empenhados em mudar o mundo. Esqueceram-se que as circunstâncias eram demasiado intensas para que duas crianças passassem por ali como se passassem por um corredor vazio.

 

SRD - Que circunstâncias eram essas?


AL - Eram duas maneiras de estar na vida distintas. De um lado, a família burguesa das férias na Ericeira com os mesmos rituais e o mesmo chapéu de sol, o que nos dava uma enorme segurança; do outro lado, a exigência e o rigor onde as dificuldades não eram escondidas. Não se deixava comida no prato, não havia muitas espécies de fruta. Eles próprios são o produto das suas famílias, e nós fomos absorver as coisas boas e as coisas menos boas de ambas. O meu pai fazia questão de nos dar uma educação liberal. Não compreendia como é que os seus filhos chegaram à adolescência conservadores! Mas a geração que vem a seguir é sempre reactiva.

 

SRD - O que atribuiria imediatamente a um lado e a outro?


AL - A família da minha mãe simboliza tudo o que tem a ver com colo, mimo, sestas, com o «não faz mal», «já passou», «vais ver que consegues», «gostamos de ti na mesma». A família do meu pai tem a ver com o «trabalho é um valor», «não vales nada», «com a tua idade o teu avô estudava e trabalhava». Há um lado feudal onde as mulheres têm menos importância. Contudo, vivia-se um matriarcado, que na família do meu pai era económico e na família da minha mãe amoroso. Ver as líderes da famílias serem tão distintas, orientarem-nos para zonas tão diferentes é um bocadinho confuso. Foi também enriquecedor. Mas para uma criança... Aprende-se muito cedo a representar.

 

SRD - A representar para poder estar nos dois polos, com dois registos?


AL - Sim. Se num lado podia descansar, porque não fazia mal, no outro, muita coisa fazia mal. Num lado podia ser criança à vontade; no outro tive de crescer muito depressa.

 

 

SRD - E o seu irmão?


AL - Ele não gosta nada de ser falado, mas é omnipresente.

 

SRD - A influência dele, o querer ser como ele, o ser protegida por ele, é fundamental na sua vida?


AL - Absolutamente.

 

Que imagens tem da infância?

 

Tive uma infância muito feliz. Os primeiros três anos vivi na casa dos meus avós, em Campo de Ourique, e senti durante algum tempo - mesmo quando fomos viver só os quatro num apartamento no Restelo - um sentimento assim de... segurança. Tínhamos vinte pessoas para almoçar, a família era enorme. Havia sempre duas empregadas internas, mais uma que vinha passar e outra coser... Todos faziam parte da família. O meu avô proporcionava o bem-estar a todos.

 

De que forma?


Era uma espécie de guardião da família. Estes primeiros anos pareceram-me muito tentadores com excepção de um grande ciúme que tinha do meu pai. Tinha uma grande paixão pela minha mãe e ele era um intruso.

Que fazia a sua mãe?


Trabalhava imenso, mas só começou a ter uma ocupação quando eu tinha 7 anos. Depois tive experiências horríveis na escola. Primeiro comecei na Academia de Música de Santa Cecília, que era um colégio particular, caríssimo na altura - os meus avós pagavam o colégio, porque os meus pais não tinham hipótese de o fazer - e foi aí que comecei a viver as primeiras desventuras. Por não pertencer a uma família com muito dinheiro e com nome, fui retirada das aulas de piano, por exemplo, por não ter piano em casa para estudar (e ao que parece até tinha imenso jeito). Depois saí desse colégio e fui para o Algés e Dafundo, onde já fazia natação desde os 3 anos.

 

Também uma escola privada?


Não sei bem... Era uma escola triste. Não tive vaga logo para o edifício onde existiam classes mistas. Fui completamente ostracizada. Para já, existiam aí umas oito Alexandras na minha turma (devia ser moda), e não tive direito a ser chamada pelo nome. Sempre fui uma criança muito nervosa e ansiosa, talvez por ter nascido e crescido neste ambiente de colo. Todas as coisas práticas da vida me assustavam imenso.

Natal...

 

O Natal ideal para mim foi aos três anos de idade, imediatamente antes do meu irmão Pedro me ter contado a tão triste verdade.
A família estava completa, nenhum ente querido tinha ainda desaparecido, e o meu mundo, visto de baixo, era lindo, cheio e barulhento.
De colo em colo, podia olhar nos olhos de cada um com justiça, frontalidade e ternura. Podia também receber beijos repenicados das tias, ficar com as bochechas cheias de bâton da avó, levar uns apertos de amor dos tios e primos, e receber festas que não voltam que me despenteavam os caracóis sem que eu me importasse.
A mesa parecia um presépio e o presépio parecia o céu. A árvore era enfeitada por todos, com ordem e sabiamente orientados pela tia Mana, a tia mais velha.

Os cheiros – dos doces aos amargos – eram de entontecer. Sentia que todos os sabores me pertenciam e que já era meu dever experimentar e opinar. “Delicioso”, dizia muito séria, mas muito cómica.
Acho que a maior confusão na minha cabeça era ouvir dizer no colégio ou nas ruas que era o Menino Jesus que trazia presentes aos meninos. Na minha casa e família, separava-se a festa de Natal – do Pai Natal, das renas, dos guizinhos e toneladas de papel para desembrulhar febrilmente – da celebração do nascimento do Menino Jesus. Gostava de ter uma máquina do tempo para levar as minhas filhas a experimentar este Natal.

 

Se tivesse de fazer um filme sobre si, nessa fase, que imagens escolheria?


Seria um filme de terror. A ideia da morte sempre me perseguiu desde muito cedo. Não podia ver a minha mãe de olhos fechados. Tinha crises de pânico, por não querer apanhar sol ou adormecer, com medo de cegar. Vivi muito cedo o dilema da religião e da política. Aos 10 anos fui falar com um padre, e perguntei o que podia fazer para me tornar uma menina melhor e dormir descansada. Apanhei um idiota, na igreja de Santa Isabel, que me disse que tinha de rezar, não só pela minha família, como por todas as famílias e crianças que padecem. Ficava desde as 10 horas da noite, quando me mandavam deitar, até às duas da manhã, a rezar por toda a gente. Não dormia e por isso fui a um médico que me receitou um xarope. 

 

Entrou numa turma só de meninas. Quando começou a relacionar-se com rapazes?


Comecei por querer imitar o meu irmão. Durante muitos anos queria ser rapaz. Eliminava qualquer indício de feminilidade. Conscientemente. Achava ridícula qualquer manifestação de fragilidade, de futilidade. Era muito cáustica. Dava-me muito melhor com os rapazes. Hoje em dia é o contrário.

 

SRD - Só começou a ser menina na acepção mais estereotipada da palavra da adolescência em diante. Até aí era uma criança quase sem sexo. Não era marcadamente menina, nem menino.


AL - Não era uma Maria-Rapaz típica. Era Maria-Rapaz porque me esforçava para ser uma Maria-Rapaz. Para poder acompanhá-lo. Claro que me fartava de esfolar os joelhos... Mas a grande confirmação exterior era o meu irmão. Isto no universo tão limitado e tão vasto como pode ser o de uma criança. Cresci com profundo desejo de ser rapaz. Ser rapaz correspondia a uma noção de ideal e principalmente de liberdade. Percebi que o mundo estava feito à medida dos rapazes; eles podiam sujar os calções com o óleo das bicicletas, podiam fazer barulho. Havia uma força vital, ou até brutal, que era aceite e mesmo vangloriada eram rapazes. Eu queria fazer parte desse mundo. Jogava à apanhada, não corria tão depressa como eles, mas queria, queria... Ser rapaz era ter liberdade, era poder sujar os calções. Lembro-me de ouvir a minha mãe dizer que gostava de ter quatro rapazes; como o segundo filho foi uma rapariga, parou. Ela própria tinha noção que as mulheres sofriam muito mais. Já não sei quem disse que os homens lutam e caçam e as mulheres intrigam e choram. De facto... Havia no ser mulher uma nota de lamento. Foi desse lamento que fugi até aos 16, 17 anos.  

 

Sim, mas o peito começou a crescer, todos os outros sinais físicos de mulher foram aparecendo. Como se deu com isso?


Muito mal. Vou dar um exemplo. Fiz natação dos 3 aos 13 anos e comecei a ver uma transformação no meu corpo que não me agradava. Sentia o «feedback» exterior e também sentia que não agradava. Era diferente das outras raparigas. Tinha uns ombros muito largos e um peito grande, era baixa e tinha umas pernas de que não gostava. Sentia-me cada vez mais masculina. Portanto, quando as hormonas começaram a falar mais alto, não tinha lugar para as encaixar. 

                                                                                                                                 

Quem foi o seu primeiro namorado?


Tinha 12 anos. Chamava-se «Pixas», por isso, se calhar, não posso dizer... Apaixonei-me por um, o Pedro Jardim, aos 11 anos. Começámos a namorar quando eu tinha 13, e foi o meu namorado desde aí até aos 17. Foi o primeiro namorado mais consequente. Achava que íamos casar e ter filhos, essas coisas... Mas ele era muito frágil.

 

A primeira vez que fez amor, marcou-a muito?


É um assunto complicado para mim, se calhar não quero responder. A questão do sexo... Sempre fui um bocadinho marota. Essas questões interessavam-me e eu lia os livros proibidos que tinha em casa, nas prateleiras mais altas: Henry Miller, Sartre, Camus... Tinha uma grande expectativa em relação ao amor e ao sexo, e não separava as coisas. Só que depois isso não fluía... Nunca fui uma adolescente popular, porque era excessiva em zonas onde não era bem aceite dentro do meu círculo de amigos, porque gritava, cantava, esperneava, gostava era de jogar à bola, não era feminina e não me penteava, nem me arranjava... Então, sentia algumas pulsões e tinha desejo... Tive sonhos eróticos bastante cedo. Mas o meu ideal de beleza nunca teve nada a ver com o que sempre fui. Era um ideal redondo, e eu era angulosa, arrapazada, com uma maneira de andar pouco elegante, com músculos, nunca fui sensual... Sentia qualquer coisa cá dentro, mas ficava ali... Isto não interessa...

 

Interessa sim.


Então, resumindo: sempre vivi mal na minha pele. Sempre quis ser o que não era e daí talvez a vontade de ser actriz. Como fuga.

 

...fuga essa que faz de ti a actriz que és!

 

Fonte: Clube de Fas de Alexandra Lencastre

 

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2005

Alexandra Anorética

A TV Guia noticiou na semana de 29/08 a 04/09/2005 uma suposta doença que afecta a Alexandra. A capa mostra:


Vida Real

Anorexia Nervosa - Era esta a misteriosa doença da actriz


ALexandra chegou aos 45 quilos"


....


....


pois é, estão sem palavras não é? Pois, também eu!


 


E não estou sem palavras por achar que a coisa chegou a estes termos (aliás a Alexandra já se deu ao trabalho de desmentir, numa pequena e recente entrevista à revista LUX, todas estas falsas notícias que têm vindo a público sobre o seu cansaço. Só ela para se dar ao trabalho!!). Estou sem palavras porque mais uma vez me parece que esta é nova mentira sem fundamento, aliás característica bem comum na nossa imprensa sensacionalista. Mas não é só a capa que chama à atenção e vende... Mais uma vez as tão famosas "fontes" que vêm sabe-se lá de onde fazem vender mais uma edição neste nosso Portugal... Já estou a ver, suponho, a história desta notícia... Pesquisa-se sobre uma doença que a Alexandra possa aparentar e descobre-se a "fabulosa" anorexia nervosa!! A salvação do dinheirinho desta semana!! ... ... E cá vai... Uma série de fontes afirma que a Alexandra fez e aconteceu (aliás aquilo que a fonte refere é precisamente os sintomas da doença), que está muito doente, que as gravações foram afectadas por isso... E mais... Colocaram de forma estrategica duas fotos, as tipicas "antes e depois"... Na primeira está sorrir, enquanto que na segunda está a fazer de Luíza, de certeza já concentrada na personagem, o que obrigatoriamente a colocará numa foto bem menos sorridente porque a Luíza é uma personagem por si só com um aspecto sério e doente (ou será que se esqueceram que é a personagem quem sofre de um problema como o aneurisma cerebral?!)!!  Enfim, uma quantidade de afirmações e de truques que não se sabe bem que origem têm.  


Agora eu pergunto.. Qual é o maldito objectivo disto tudo senão ganhar o dinheiro? É incrivel como uma notícia tão fora dos limites do razoável pode vender tanto!


Mesmo que a doença possa, eventualmente, ser verdade, a mesma não merece ser capa de revista. Primeiro porque essa capa não divulga carreira nenhuma, nem trabalho nenhum... E depois, porque se infiltra numa vida que merece privacidade e respeito. Porque a Alexandra é pessoa antes de ser uma profissional. E porque há tantas coisas bonitas nesta vida! E explorar o outro e falar da vida alheia não é, com certeza, uma delas.


No meio disto tudo as perguntas que se fazem são...


"Será que não ficava melhor em termos HUMANOS uma capa sobre a BRILHANTE (na minha opinião) carreira da Alexandra? Será que não é isso o que verdadeiramente interessa? Ou melhor, não deveria ser isso o motivo de interesse por parte das pessoas em relação à Alexandra?" 


"Será que não há qualquer noção de ética e de respeito neste grupo de pseudoprofissionais?"


"Será que me estão a chamar burra?"


Confesso que comprei a revista. E por isso falo dela. Mas foi precisamente para falar dela que a comprei. E claro, para ver mais uma vez a menina linda que temos, através das imagens. Pelo menos as fotos aproveitam-se no meio disto tudo... Temos o prazer de revê-la.


Um grande beijo


e sejam felizes!


Mariana


Finalmente as fotos:


Fonte:

Fórum Clube de Fãs de Alexandra Lnecastre

Terça-feira, 4 de Outubro de 2005

Glamour - Alexandra Lencastre

al.bmp Veja aqui as fotos do lançamento da revista Style 196 O espaço 196 acaba de ser lançar mais uma edição da revista 196 Style. Depois de Fernanda Serrano, a dupla Maria João Bastos/Pedro Lima e Sofia Cerveira terem sido capa da revista, agora foi a vez de Alexandra Lencastre. No quarto número da revista, a conceituada actriz é a grande "protagonista" e interpreta com grande "glamour" as colecções deste Outono-Inverno. No lançamento muitas caras conhecidas do social nacional não faltaram ao convite.

Veja as imagens da festa de lançamento da revista Style 196 :

 

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2005

Alexandra Lencastre em capa de revista

A maquiavélica Luísa de ‘Ninguém como Tu’ pode finalmente despir a personagem. As gravações da telenovela acabaram anteontem, mas Alexandra Lencastre ainda não teve tempo para descansar.

A actriz compareceu ontem, com o namorado António Gamito, à apresentação da quarta edição da revista ‘196 Style’, da qual é capa. “As minhas filhas, quando viram o resultado, acharam que não parecia eu”, disse Alexandra muito divertida

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005

Ninguem Como Tu - Ordenados dos actores

 

 

 

 

 

 

 

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