Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Daniel Oliveira apresenta "Só Visto" há 3 anos

 

O seu programa está no ar há quase três anos. Daniel Oliveira, então com 23 anos, concebeu o formato e deu a cara por um projecto cujas linhas mestras há muito estavam esboçadas: “Sempre achei, desde miúdo, e continuo a achar, que falta alguma criatividade na televisão. Além disso, os principais artistas não eram devidamente valorizados, não havia tempo para os ouvir. O “Só Visto” dá-lhes tempo de antena”, diz o apresentador.

Discreto e sem uma ambição desmedida, é seguro quando é desafiado a fazer um balanço dos três anos de “Só Visto”: “O programa tem conseguido abranger todas as áreas com um estilo próprio”. E continua: “Nós sentimos que as pessoas reconhecem o nosso estilo, seja na edição, na captação de imagem ou nas perguntas. Respeitamos os convidados. Se recebemos alguém, não vamos pôr a pessoa em xeque colocando-lhe questões embaraçosas”.


Talvez por isso o programa conte com muitos convidados que raramente dão entrevistas. Apesar da familiaridade e transparência presente nas entrevistas, o semblante pouco sorridente do apresentador já foi algumas vezes criticado na imprensa. Daniel regista os “recados” e explica: “Tenho de me adaptar ao programa em que estou.


Eu sou aquilo que sinto no momento. Não tenho pretensões nenhumas de parecer o que quer que seja”. Nem tem sede de notoriedade: “Gosto de fazer televisão, quer apareça ou não. 80% do meu trabalho não é visível. O meu futuro pode até não passar pela apresentação”.


Além da condução do programa, Daniel é também responsável pela coordenação e edição do programa semanal. Um trabalho a que se dedica a 100%: “É uma questão de brio. Tenho orgulho no que faço e uma equipa que espera, de quem a coordena, uma dedicação a tempo inteiro. O ‘Só Visto’ gravou declarações das caras actuais da estação, para serem usadas quando a RTP fizer 100 anos, em 2057. Isso dá-nos um orgulho especial”, revela Daniel.

Domingo, 19 de Novembro de 2006

"Procuro tirar de todas as entrevistas que faço lições de vida"

Dá a cara, aos domingos, pelo programa que pretende mostrar o que de melhor se passa no mundo artístico nacional. Daniel Oliveira explica porque é que o "Só Visto!" - que hoje comemora dois anos de emissões- prefere não seguir o caminho da intriga e do lado negativo da vida das celebridades, apesar disso implicar um "caminho mais longo"




Apenas tem 25 anos de idade, mas está no activo em televisão há quase dez. Daniel Oliveira é, actualmente, o rosto do programa "Só Visto!" que a RTP1 transmite todos os domingos. Começou aos 15 anos a trabalhar em televisão. Aos 16, na SIC, estava na produção de "Os Donos da Bola, e aos 19 foi produtor editorial do "Jornal do desporto" e vice-coordenador de "Caras Notícias". Acha que é um privilégio estar "no ar" desde a adolescência e garante que sente prazer em tudo o que faz profissionalmente. Admite, no entanto, que o seu programa "tem ainda muito para crescer". Quanto à fama, ao ser reconhecido na rua, adianta que isso não o preocupa muito, pois, quem faz televisão, sublinha, tem de estar preparado para o reconhecimento.



JN| No próximo domingo o seu programa faz dois anos. O que mudou nele nos últimos tempos?



DO|Vamos aprendendo com o tempo, com a experiência de dois anos de emissão. Aperfeiçoámo-nos e, como somos espectadores de nós mesmos, penso que temos conseguido não nos acomodarmos, nem cansarmos de determinados conteúdos. Estamos em constante mutação, mas sem nunca perder a identidade. Dá-me especial prazer ver as pessoas com quem trabalho directamente crescerem profissionalmente, serem chamadas para outros projectos na RTP. O "Só Visto" cumpre um papel no serviço público de televisão e sem nunca renegar o passado ajuda a projectar uma nova geração de profissionais.



Está a ser preparado alguma mudança para breve?

Todas as semanas procuramos não estagnar, não nos acomodarmos com os resultados ou com as rubricas que temos. Eu afixei a seguinte frase nas nossas salas "Tu és tão bom como o teu último trabalho!". E a lógica tem de ser esta, todos os elementos da equipa têm este espírito de conquista permanente.



Quais são as principais metas do programa? Que público pretende atingir essencialmente?

O horário em que é transmitido faz com que nós pensemos em todas as faixas de público, porque todas estão potencialmente disponíveis às duas da tarde de domingo. Também por isso é aliciante fazer o "Só Visto!," porque temos de chegar a todos e a cada um.



Em sua opinião, o que distingue "Só visto" das propostas (do género) dos outros canais?

O "Só Visto!" não é um projecto fechado, nunca o foi, e mesmo tratando-se de um magazine não abdica de utilizar antena para falar de assuntos que consideramos relevantes. Pensemos no público adolescente, por exemplo eu posso "chamá-lo" ao programa com determinados apelos e no mesmo dia falar de prevenção na luta contra a SIDA ou no perigo no consumo de drogas, ou na importância que devemos dar aos mais velhos. O programa tem esta matriz de não ser estanque e fechado sobre si mesmo, daí o nome.



Pode-se considerar que o "Só visto!" é um programa sobre celebridades?

Não exclusivamente. É um programa de actualidade que procura mostrar o que de melhor se passa no mundo artístico nacional, mas que abre espaço a talentos que a fama ainda não bafejou. Por exemplo, temos tido um espaço em que mostramos um jovem talento em determinada área.



Você é o apresentador e entrevistador do programa. Qual foi a figura que entrevistou que, de forma positiva, o mais impressionou?

Em quase 100 convidados é difícil eleger apenas uma personalidade, mas várias me marcaram à sua maneira. Estou a recordar-me por exemplo do Ruy de Carvalho, José Hermano Saraiva, Eunice Muñoz, Alexandra Lencastre, Scolari, Nicolau Breyner. Eu envolvo-me muito com as entrevistas e por isso acabo por extrair delas grandes lições para a vida.



Hoje em dia, os jornais e revistas da especialidade tratam sobretudo do lado negativo da vida das pessoas, das intrigas. Como consegue o "Só visto!" resistir a isso? Não se deixou contaminar?

Nunca foi esse o nosso caminho. Sempre respeitámos muito as pessoas que nos visitaram e as que visitámos, público incluído. Não entendo esta actividade de outra forma. Mesmo sendo este um caminho mais longo é este que queremos e vamos percorrer. Temos muita estrada para andar.



Que balanço faz da imprensa sobre televisão e sobre as celebridades que existem em Portugal? Acha que o sensacionalismo atinge toda a imprensa?

Não é um fenómeno português, é assim no mundo todo, mas penso que as generalizações são sempre perigosas e injustas. Há casos de resistência ao sensacionalismo na imprensa portuguesa e nem por isso têm menos sucesso.



"Só visto!" tem a particularidade de levar ao programa caras que também trabalham noutros canais. Porque é que o faz? Essa atitude já lhe trouxe problemas?

Não. Fazemo-lo porque desde o início eu entendi que a RTP como estação de serviço público não pode ignorar fenómenos nacionais, não pode fingir que eles não existem. Por exemplo, é unanimemente reconhecido que a Alexandra Lencastre foi talvez a maior figura televisiva de 2005, nós trouxemo-la ao "Só Visto!", mesmo faltando uma semana para acabar "Ninguém como Tu". Sendo um programa de actualidades tem de viver disso mesmo, ignorar a realidade é que seria desrespeitoso para com o público.



Em termos futuros, a televisão é para continuar na sua vida? É esse o seu projecto?

O "Só Visto!" é um projecto que tem ainda muito para crescer e não obstante a ambição que me acompanha, entendo ser um privilégio para mim, que tenho 25 anos, estar no activo há quase 10 e no ar em permanência há cinco. Quando olho para trás vejo coerência no percurso e ponderação na forma de abordar a profissão. Tenho plena consciência da efemeridade da posição que ocupo e portanto saboreio-a a cada momento. Eu tenho tanto prazer em fazer o que faço, que todos os projectos que tenho na cabeça não condicionam os meus dias.



E quanto ao público, ele reconhece-o na rua. Tem boa relação com a fama e a popularidade?

Quem trabalha em televisão tem de estar preparado para isso e saber lidar com o reconhecimento, tendo a consciência de que não há duas imagens da mesma pessoa, e que, portanto, tem de ter um comportamento adequado à posição que se ocupa. JN

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