Segunda-feira, 12 de Março de 2007

Cristina Ruiz escreve novela para Portugal

A guionista brasileira Cristina Ruiz está em Lisboa para ultimar pormenores sobre a novela que será apresentada à TVI. “Eu vim para acertar detalhes”, confessa Cristina Ruiz ao CM. A guionista chegou na sexta-feira a Lisboa e reúne-se hoje à tarde com a ScriptMakers, empresa dirigida por Rui Vilhena e promotora do Concurso de Talentos no qual a guionista participou com o projecto vencedor: ‘O Dom da Vida’.
Cristina Ruiz está em Portugal para proceder a algumas alterações no guião da sua autoria

Cristina Ruiz adianta que a telenovela, com cerca de 200 episódios, será apresentada à estação de Queluz de Baixo já com algumas alterações que devem passar exclusivamente pela mudança de lugares. “O que se passa em S. Paulo e no Rio de Janeiro vai passar a ser no Porto e em Lisboa, por exemplo”.

Autora de várias novelas, Ruiz diz que esta se trata de “uma história totalmente diferente de tu-do o que já se viu” envolvendo “relações familiares e tecnologia”. “É um assunto de extrema vanguarda”, adianta, escusando-se a dar mais informações sobre o enredo uma vez que assumiu um compromisso com a ScriptMakers. A guionista afirmou contudo que ainda não tem nenhum contrato: “Estou só presa numa palavra de honra.”

Terá sido a originalidade e a criatividade que permitiram que Cristina Ruiz vencesse.

Rui Vilhena, autor das telenovelas ‘Ninguém como Tu’ e ‘Tempo de Viver’, em exibição na TVI, disse apenas: “Houve um projecto vencedor que vamos tornar exequível e vendável”, confessando que a compra por parte a TVI não é, ainda, certa. Mas sabe-se, contudo, que os projectos assinados por Rui Vilhena têm tido carta branca da direcção da Quatro.

No final de Novembro, Ruiz soube que tinha sido a vencedora do concurso que recebeu 96 projectos (20 eram brasileiros) de 77 autores.

‘Almas Cruzadas’, ‘Espelhos de Água’ e ‘Adeus Inocência’ são apenas algumas das novelas da escritora que ainda não estrearam. Mas o rol de trabalhos estende-se aos livros, a exposições de arte plástica e a peças de teatro.

Correio da Manhã

Sábado, 3 de Março de 2007

Empresa do autor de ‘Tempo de Viver’ - ScripMakers festeja aniversário

A ScriptMakers, empresa de produção de conteúdos, entre eles ‘Tempo de Viver’, festejou anteontem o primeiro aniversário na presença da maioria do elenco da novela e muitos outros actores e figuras públicas.


Rui Vilhena, autor de ‘Tempo de Viver’ e director da ScriptMakers, brindou com José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, ao sucesso de futuras produções.

“Estamos satisfeitos com o sucesso alcançado em apenas um ano. Só podemos esperar um grande futuro”, salientou Vilhena.

Correio da Manhã

Sábado, 1 de Abril de 2006

Rui Vilhena - Autor de ‘Ninguém como Tu’ prepara nova ficção

Vou escrever uma novela muito cruel
Só deverá estrear em Junho mas já está a tornar-se um quebra-cabeças para Rui Vilhena. O autor de ‘Dinheiro Vivo’ (título provisório) confessa que, face ao sucesso da sua novela anterior, ‘Ninguém como Tu’, a ansiedade de fazer melhor é grande.
'A minha relação com a TVI é um casamento onde não há conflitos', diz Rui Vilhena

'A minha relação com a TVI é um casamento onde não há conflitos', diz Rui Vilhena

- Está empenhado noutra novela, ‘Dinheiro Vivo’. O que nos pode dizer sobre ela?

- É uma novela com uma carga dramática mais forte do que a anterior e mais difícil de escrever. E depois, há aqui uma fasquia muito alta e uma preocupação, uma ansiedade muito grande da minha parte em superar ‘Ninguém como Tu’. Acho que vai surpreender, é uma novela muito superior à anterior, em todos os aspectos.

- Que assuntos vai retratar?

- A nossa insatisfação no dia-a-dia, o querermos sempre o que os outros têm. Fala também da inveja, da ambição, do relacionamento entre as pessoas. Hoje em dia, todas as pessoas escondem alguma coisa, ninguém é sincero. É um retrato da vida mais cruel que ‘Ninguém como Tu’. Tem uma galeria de vilões muito maior. A Luiza é a versão Disney dos mauzinhos desta novela.

- Quem vai ser o maior vilão?

- A filha da personagem da Alexandra Lencastre.

-Que vai ser interpretada por Margarida Vila-Nova...

- Sim, estamos a pensar nessa hipótese...

- Haverá algum mistério semelhante à morte de António?

- Vai haver um mistério mas não é um crime. O mistério é uma componente básica de qualquer folhetim.

- Vai seguir o esquema de ‘Ninguém como Tu’, com episódios que deixam sempre qualquer coisa no ar?

- Sim. Os autores não mudam a sua técnica, a sua linguagem. O meu estilo é este. Em todos os episódios haverá uma revelação, algo que mexa com a história. Claro que uma novela de 180 episódios, chega sempre a um ponto da história, em que o público perde o fascínio e já quer ver outra coisa. É comum nas novelas mas não significa que ela perdeu o ritmo.

- Que actores estão já escolhidos?

- O elenco não está todo definido ainda. Confirmados estão a Alexandra Lencastre, a Manuela Couto, a Dalila Carmo, Margarida Vila-Nova e o José Fidalgo. Todos os papéis são difíceis. Têm de ser actores que possam dar realmente aquilo que as personagens exigem.

- Tem decisão na escolha do elenco?

- Dou a minha opinião, todos damos e chega-se a um consenso porque a preocupação de todos é a mesma: ter um elenco maravilhoso.

- Portanto não escreve uma personagem para um actor específico.

- Não. Nunca. Quando começo a desenvolver a novela, não penso em actores porque senão pode haver uma tendência para criar uma personagem a pensar num determinado perfil.

- Qual é o papel da Alexandra Lencastre?

- É completamente diferente da Luiza. Não seria justo dar-lhe uma personagem que, de alguma maneira, fizesse lembrar a Luiza. É o oposto.

- É uma mais-valia para um autor ter uma actriz como a Alexandra Lencastre numa novela? Ela teve uma grande responsabilidade no sucesso de ‘Ninguém como Tu’.

- Sim, claro. A Luiza foi um furacão, uma espécie de transatlântico que passou na novela.

- Bons actores podem salvar maus textos?

- Acho que não. Podem é remediar a situação. Um bom texto tem, acima de tudo, de provocar emoções. Se estou a ver uma boa interpretação mas o texto não me diz nada, não sei por quanto tempo irei suportar aquilo. E o contrário também não. Um mau actor nunca conseguirá criar a essência da personagem e dar aquilo que o texto exige.

- Sabemos muito pouco de si. Onde nasceu?

- Nasci em Moçambique, em 1961. Em 1964, fui com os meus pais para o Brasil e aos 19 anos para os Estados Unidos. Na adolescência, vim muito a Portugal. Os meus pais são de cá.

- Consumia muita televisão no Brasil?

- Antigamente, não se via tanta TV como agora mas as novelas no Brasil sempre foram o ponto alto do dia, eram obrigatórias. A família reunia-se toda para ver.

- Nessa altura, imaginava-se a trabalhar nessa área?

- Sempre achei que ia trabalhar em teatro ou televisão. Aos poucos, apaixonei-me pela escrita. Voltei para o Brasil para me formar em Comunicação e depois fui novamente para os EUA. Fiz algumas cadeiras do curso de Cinema, em Los Angeles, e trabalhei em imensos sítios. Já fiz tudo e mais alguma coisa!.

- Como por exemplo?

- O meu primeiro emprego foi como actor. Depois, organizei festas infantis, trabalhei numa loja de surf, fui ajudante de empregado de mesa, lavei carros. Nos EUA, fiz o trajecto que qualquer emigrante faz. Cheguei a gerente de um ‘resort’ de cinco estrelas mas depois pensei que aquilo não me dizia nada e decidi começar tudo outra vez. Investi na carreira de guionista e inscrevi-me num curso em Los Angeles.

- A experiência como actor não resultou?

- Era muito novo. Foi o meu primeiro emprego. Sou uma pessoa inquieta, gosto de fazer tudo. Mas é engraçado porque o facto de ter trabalhado como actor ajuda-me muito na escrita. Percebo melhor os tempos dramáticos, as dificuldades que os actores possam sentir, o que falta no texto para ajudar os actores. Ter representado é hoje fundamental na minha escrita.

- Quando é que veio para Portugal definitivamente?

- Estou cá há 12, 13 anos. Comecei por dar aulas de inglês. Procurei emprego na área do guionismo mas não foi fácil. Caí de pára-quedas, não tinha conhecimentos num meio que é difícil e muito fechado. O meu primeiro trabalho foi escrever para o ‘Clube Disney’. Depois, escrevi ‘Reformado e Mal Pago’, ‘Terra Mãe’, ‘Bastidores’ e ‘Café da Esquina’.

- Porque é que toda a gente pensa que Rui Vilhena é brasileiro? Apresenta-se como tal?

- No meu coração, sinto-me brasileiro mas é engraçado porque quando volto ao Brasil sinto-me ‘outsider’. Aqui, todos dizem que sou brasileiro ou luso-brasileiro. Já desisti: sou o Rui Vilhena.

- O Brasil ainda é o império das novelas?

- Já não acho isso. Hoje, vejo as novelas brasileiras, que têm um padrão de qualidade altíssimo, e sinto que há um desgaste grande. Têm cenários, figurinos e actores maravilhosos mas, em relação às histórias, não apresentam nada de novo. Talvez seja preciso reciclar um pouco os autores, que são sempre os mesmos.

ESCRITA PARA A TVI

PARCERIA PARA CONTINUAR

Rui Vilhena acaba de criar uma empresa de escrita de guiões e argumentos, a Scripmakers, mas refere que a parceria com a TVI é para continuar. A estação de Queluz sempre lhe deu “todo o apoio, e liberdade também” e até o facto do director-geral da TVI dar sugestões para as novelas – e chegar a alterar o rumo da história ao ler notícias na Imprensa – é bem visto: “Um autor não pode ser intransigente e deve saber receber sugestões de todos os lados.

O José Eduardo Moniz entende muito de televisão. Toda as opiniões que ele dá em relação às novelas são sempre para engrandecer. Mas ele, praticamente, não se intromete.

Por exemplo, em ‘Ninguém como Tu’ não alterei uma vírgula”, diz Vilhena. Mesmo os episódios iniciais que foram para o lixo, “foi só por questões técnicas como figurinos e décors”. A novela ‘Dinheiro Vivo’ será a rampa de lançamento da Scripmakers – para projectos de produção, adaptação e traduções de guiões e argumentos para TV, Teatro e Cinema. Rui Vilhena é o director artístico da empresa que integra, para já, uma equipa de seis argumentistas.

RUI VILHENA

Tem 45 anos, nasceu em Moçambique, e destacou-se na TV portuguesa com a novela ‘Terra Mãe’. ‘Ninguém como Tu’ foi o seu mais recente projecto e representou um marco na escrita de novelas em Portugal.

MÉTODO ORIGINAL

ESCRITA DE 'DINHEIRO VIVO'

“Sou eu e mais quatro guionistas. Tem sido uma dor de cabeça, pois é uma novela muito difícil de escrever. Neste momento estão escritos nove capítulos, mas não como eu queria. Sou muito chato nestas coisas. Há cenas que são reescritas nove, dez vezes.” - Alexandra Lencastre.

OBRIGATÓRIO VER NA TVI

“Não há tempo para assistir às gravações, é muito complicado. Agora, vejo sempre os episódios na TVI, isso é lei. Ai de uma mosca que passe por ali durante a novela. E já contactei os actores para elogiar. Agora, acho que vou mandar recados no guião.” - Margarida Vila-Nova.

AS ESTRELAS DA NOVA NOVELA

‘NINGUÉM COMO TU’

Depois de ter encarnado a vilã Luiza, Alexandra Lencastre assumirá o papel de Fátima, uma mulher simples e empregada, a braços com a filha rebelde.

‘MUNDO MEU’

Margarida Vila-Nova era a bondade em pessoa na pele de Rita, mas na nova novela vai revelar todas as maldades de uma adolescente inconformada.

'ANA E OS SETE'

A série da TVI juntou as duas actrizes. Alexandra Lencastre era então a ama. Margarida Vila-Nova, a mais velha de sete irmãos, ricos e órfãos de mãe.

Fonte: Correio TV (correio da manhã)

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